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Caso Rachel Genofre é concluído pela Polícia Civil após 11 anos

O assassinato de Rachel Genofre completou 11 anos em 2019 e nesta quarta-feira (27), teve o seu inquérito concluído pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), que acusou Carlos Eduardo dos Santos dos crimes de tentativa de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado.

O documento final do inquérito tem 12 volumes e cerca de quatro mil páginas, tendo sido entregue nesta quarta-feira à 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba.

A PCPR justificou a denúncia por homicídio triplamente qualificado pelo fato de Santos ter agido de forma cruel, ter impossibilitado a defesa da ofendida e ter cometido o homicídio para assegurar a sua impunidade.

De acordo com o delegado Marcos Fontes, a prisão preventiva de Santos foi expedida porque a avaliação psicológica feita pela Polícia Científica demonstrou que o acusado tem natureza criminosa e, diante dos estímulos sexuais, não conteria a obsessão por crianças e voltaria a praticar crimes

“Representamos pela decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública, pois muito embora o indiciado esteja preso em uma prisão paulista, se colocado em liberdade após o cumprimento da pena voltará a delinquir. Além disso sua manutenção no cárcere assegura a aplicação da lei penal, pelos crimes cometidos no Paraná”, explicou Fontes.

O inquérito ainda apontou que o exame psiquiátrico de Santos mostrou que o acusado pode responder pelos delitos praticados. Atualmente, o suspeito cumpre pena por outros crimes no Presídio 2 de Sorocaba, em São Paulo.

Ao todo, 11 delegados paranaenses trabalharam diretamente no caso e 15 oficiais de forma indireta. Além disso, o caso teve a colaboração das policias dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro e também de órgãos como Polícia Científica do Paraná, Instituto Nacional de Seguro Social, Ministério Público, Justiça, Ministério da Justiça.

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Câmara de Curitiba indica mudança do nome da Rodoferroviária para Rachel Genofre

A sessão plenária da Câmara Municipal de Curitiba recebeu nesta terça-feira (5) a moção que pede a mudança do nome da Rodoferroviária de Curitiba para Rachel Genofre. A alteração tem o objetivo de homenagear a menina, morta aos 9 anos de idade, em 2008. O corpo dela foi encontrado da Rodoferroviária de Curitiba.

Além disso, a mudança de nome da rodoviária também visa chamar a atenção para a violência contra a mulher, a criança e o adolescente. A entrega da moção contou com a participação da mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo Oliveira, e de integrantes da Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana.

Maria Cristina Lobo Oliveira, mãe da Rachel, participou do ato na Câmara Municipal de Curitiba. (Rodrigo Fonseca/CMC)
Maria Cristina Lobo Oliveira, mãe da Rachel, participou do ato na Câmara Municipal de Curitiba. (Rodrigo Fonseca/CMC)

RODOFERROVIÁRIA DE CURITIBA: RAQUEL GENOFRE

O pedido formal de alteração do nome da Rodoferroviária de Curitiba para Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre foi entregue para a vereadora Julieta Reis (DEM), que também atua como Procuradora da Mulher na CMC (Câmara Municipal de Curitiba).

“Vamos acatar a indicação. O crime nos abala profundamente. Vamos discutir [a alteração do nome da rodoviária] e o que for do interesse de todos será aprovado com certeza”, adiantou a vereadora.

O CRIME, O NOME E A LUTA

Em Plenário, a mãe de Rachel Genofre, Maria Cristina Lobo Oliveira, lembrou que a data e hoje (5) marca os 11 anos do dia em que o corpo da filha foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba.

No mês passado (19 de outubro), a proposta de alteração de nome do principal terminal viário da capital paranaense foi aprovada durante a II Conferência Extraordinária Municipal de Políticas para Mulheres de Curitiba. Na ocasião, o documento recebeu o apoio de 70 entidades ligadas ao direito das mulheres. Além disso, uma petição pública online recolheu a assinatura digital de 8.282 pessoas.

“Mais do que Justiça, nós precisamos da prevenção contra a violência, contra as atrocidades cometidas com as nossas crianças. Por isso foi entregue o nosso pedido de alteração de nome da rodoviária, para que nenhuma outra criança sofra, nem próximo, o que aconteceu com a minha filha”, defendeu Maria Cristina Lobo Oliveira.

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Arquivo Pessoal

O CRIME E O MACHISMO

A moção entregue à Câmara Municipal de Curitiba denuncia que Rachel Genofre “foi violada e morta pelo modelo de masculinidade que o machismo e o patriarcado construíram nesta sociedade”. Além disso, o documento aponta para a omissão do Estado e os possíveis erros cometidos ao longo da investigação.

Uma das justificativas para a mudança de nome da Rodoferroviária de Curitiba é para que crimes como esse jamais sejam esquecidos ou se repitam na capital paranaense.

“Como Justiça para este caso não basta apenas seu responsável estar preso. Queremos que a Prefeitura de Curitiba dê o nome de Rachel Lobo Genofre à Rodoferroviária de Curitiba numa forma de reconhecer os erros havidos no processo para a solução do crime, como lembrete de que o Estado precisa estar atento e em memória desta inocente que teve sua vida ceifada”, completa o texto.

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Suspeito de matar Rachel Genofre será indiciado pela Polícia Civil

Carlos Eduardo dos Santos, autor confesso do estupro e assassinato de Rachel Genofre, em novembro de 2008, será indiciado por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, pela morte de Rachel, há quase 11 anos.

O suspeito, que estava preso em Sorocaba, no estado de São Paulo, por outros crimes, foi transferido para Curitiba, onde foi interrogado pela segunda vez nesta terça-feira (22).

Na primeira, quando foi ouvido ainda na Penitenciária 2 de Sorocaba, deu uma versão e agora, um mês depois, deu informações diferentes quando foi confrontado pela Polícia Civil que segue investigando o caso.

Para os investigadores, não há mais dúvidas de que ele matou Rachel Genofre, mas o que os policiais querem saber, é como é porque o crime aconteceu.

Rachel Genofre foi encontrada dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba e, desde então, mais de 170 suspeitos foram investigados, mas Carlos Eduardo dos Santos, nunca foi um deles.

A delegada Camila Cecconelo, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica a dificuldade em conseguir identificar o suspeito quase 11 anos depois do crime. “O inquérito foi muito bem trabalhado, foram feitas diversas diligências, foi coletado muito material genético, várias testemunhas foram ouvidas, mas estamos diante de uma pessoa que não residia em Curitiba e as testemunhas de Curitiba não tem memória dele já que ele é descrito como uma pessoa muito discreta”, afirma a delegada.

Durante as investigações, os policiais descobriram que Carlos cometeu, pelo menos, outros seis crimes de estupro contra crianças de 4 a 14 anos de idade, mas a única criança que ele matou, foi Rachel Genofre.

Para o delegado Marcos Pontes, que investiga crimes de maior complexidade, é inegável que o suspeito tem transtornos, mas isso não o coloca como doente, já que ele tinha consciência do que estava fazendo todo esse tempo. São mais de 30 anos de crimes cometidos, prisões e, pelo menos, três fugas do sistema prisional.

Para cometer os mais diversos crimes, Carlos Eduardo dos Santos criou identidades falsas, se passava por advogado, missionário e ainda se relacionava com mulheres, com quem teve três filhos.

Sempre se passando por um homem reservado, se mostrava agressivo quando as pessoas começavam a descobrir as mentiras dele, como explica a delegada Camila Cecconelo.

A Polícia Civil espera encerar nos próximos dias o inquérito policial. Enquanto estiver na capital paranaense, Carlos Eduardo dos Santos ficará detido na Casa de Custódia de Curitiba.

 

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Suspeito de matar Rachel Genofre é transferido para Curitiba

Carlos Eduardo dos Santos, suspeito de matar a menina Rachel Genofre, de apenas nove anos, foi transferido para Curitiba na tarde desta terça-feira (22). O homem, que estava em Sorocaba, no interior de São Paulo, agora está detido na Delegacia de Homicídios na capital paranaense. A Polícia Civil do Paraná convocou uma entrevista coletiva para essa quarta-feira (23) com a delegada Camila Cecconello e o delegado Marcos Fontes, que irão fornecer detalhes referentes a desdobramento nas investigações do caso.

O suspeito foi confirmado como assassino em setembro e confessou o crime à polícia. Na ocasião, a delegada Cecconello relatou que o homem “alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que ele já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”.

A polícia mostrou a foto da menina para Carlos Eduardo, que prontamente reconheceu a vítima. O homem relatou que Rachel concordou em ir até a residência dele.

As forças de segurança do Paraná confirmaram que tinham encontrado o suspeito, após análises de materiais genéticos. O DNA de Carlos Eduardo é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. A identificação foi possível após uma integração de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília.

Carlos Eduardo estava detido desde 2016, em Sorocaba. Ele cumpre pena de 22 anos por outros crimes, alguns deles relacionados a estupros de crianças na faixa etária de Rachel.

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Reprodução/Arquivo Pessoal

O CASO

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

MAIS DE 200 EXAMES DE DNA

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

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Suspeito de matar Rachel Genofre há 11 anos confessa o crime

Carlos Eduardo dos Santos apontado como o assassino de Rachel Genofre, de apenas nove anos, confessou o crime à polícia. A afirmação foi feita, nesta quarta-feira (25), pela delegada Camila Cecconelo, responsável pelo caso. A Polícia Civil do Paraná interrogou o suspeito nesta terça-feira (24), em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde ele está preso.

“Ele alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que ele já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”, contou a delegada.

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Delegada Camila Cecconelo Foto: Divulgação

A polícia mostrou a foto da menina para Carlos Eduardo, que prontamente reconheceu a vítima. O homem relatou que Rachel concordou em ir até a residência dele. “A Rachel assim que chegou no local estranhou e começou a reagir, começou a gritar. Nesse momento que ele acabou cometendo o ato sexual e acabou matando a menina, como ele mesmo confessa”, disse Cecconelo.

O corpo de Rachel foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba há quase 11 anos. “Ele não fala porque deixou, só falou que quis colocar o corpo dentro da mala e que era um local que ele poderia transitar com essa mala sem ser percebido, por isso ele acabou deixando ali. Ele contou que deixou ali, ficou um tempo olhando para ver se ninguém se aproximava e depois abandonou a mala”, afirmou a delegada.

Na última semana, as forças de segurança do Paraná confirmaram que tinham encontrado o suspeito, após análises de materiais genéticos. O DNA de Carlos Eduardo é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. A identificação foi possível após uma integração de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília.

“Em um primeiro momento ele disse que iria falar apenas em juízo. Nós explicamos para ele já tínhamos o DNA, então seria uma coisa que era melhor ele dar a versão dele. Aí ele acabou contando”, explicou a delegada.

Carlos Eduardo está detido desde 2016, em Sorocaba. Ele cumpre pena de 22 anos por outros crimes, alguns deles relacionados a estupros de crianças na faixa etária de Rachel. “Nós estamos diante de um fato, de uma pessoa que tem seis indiciamentos por estupro, costumava atacar vítimas dessa faixa etária, então os exames irão dizer se estamos diante de alguém com problemas mentais”, ressaltou Cecconelo.

A polícia agora verifica se Carlos Eduardo teve a ajuda de outras pessoas para cometer o crime. “Ele relatou o crime com frieza, sem emoção”, disse a delegada.

QUASE 11 ANOS SEM RESPOSTA

 

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Reprodução/Arquivo Pessoal

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

MAIS DE 200 EXAMES DE DNA

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

Família de Rachel Genofre vê com cautela a solução do caso

A família de Rachel Genofre, morta em novembro de 2008, ainda vê com cautela o anúncio de que o caso foi solucionado com a indicação do possível autor do crime. A advogada da família, Cassia Bernardelli, vai solicitar acesso ao exame de DNA e outros elementos sobre a vida do suspeito.

“Não vimos ainda nenhuma documentação e não tivemos acesso aos exames desse suspeito”, disse Cassia Bernardelli. “Eu, como profissional, só vou poder dizer que estou tranquila quando verificar o exame e o entorno desse suspeito, onde ele estava no dia do crime”, ressaltou.

Outra dúvida da advogada é em relação aos outros suspeitos – cerca de 150 amostras de DNA fazem parte do inquérito aberto em 2008, ano da morte de Raquel. Na semana passada, o delegado- -geral adjunto da Polícia Civil, Riad Farhat, disse que os dados genéticos de 116 suspeitos foram cruzados. Em 2013, cinco anos após a morte de Rachel, Cassia Bernardelli moveu uma ação contra o estado, por danos morais.

“Quando entrei com a ação, pedia que esse cruzamento de dados fosse feito. Então, acredito que esse cruzamento foi feito recentemente. Minha dúvida agora é em relação a todos os DNAs no inquérito”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, os dados genéticos do suspeito, que está preso em Sorocaba (SP), não constavam do inquérito e foram incluídos neste ano no Banco de DNA. O material genético dele foi colhido neste ano. Rachel Lobo Oliveira Genofre tinha 9 anos quando foi morta, em 5 de novembro de 2008. O corpo foi encontrado em uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba, com sinais de violência sexual. Três suspeitos chegaram a ser presos entre 2008 e 2010, mas foi descartada a participação deles.

IML confirma que suspeito preso em SP é o assassino de Rachel Genofre

O Perito Criminal do IML (Instituto Médico Legal), Hemerson Bertassoni Alves, afirmou em coletiva nesta sexta-feira (20),  que o suspeito preso em São Paulo é o assassino de Rachel Genofre.

Bertassoni disse ainda que o crime só pôde ser solucionado graças à cooperação das forças policiais dos estados do Paraná, de São Paulo e do Governo Federal, através da RIPG (Rede Integrada de Perfis Genéticos). “A Polícia Cientifica, a Polícia Civil e as forças de segurança do Estado nunca pararam nesse caso, sempre houve essa integração. Os resultados que nós estamos tendo agora são frutos de toda essa integração”, afirmou o perito.

Caso Rachel Genofre está “100% resolvido” diz polícia, 11 anos após o crime

Sobre a confirmação do suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, Bertassoni explica que os resultados genéticos e os dados coletados, “sustentam que o perfil genético encontrado no corpo da Raquel seja desse suspeito preso em São Paulo, do que de qualquer outro suspeito escolhido aleatoriamente na população”.

O IML  informou ainda que 170 materiais genéticos foram coletados dos presos suspeitos e confrontados com as amostras coletadas do corpo de Raquel, em 2008.

O perfil genético de Carlos Eduardo dos Santos não estava na lista dos 170 presos suspeitos. Ele não estava sendo investigado pela Polícia do Paraná. Carlos só foi encontrado através dos cruzamentos de dados no sistema nacional. “A Lei diz que todos os indivíduos, condenados, tramitados e julgados, que tenham praticado algum crime como homicídio, roubo, estupro, que são crimes hediondos,  devem doar material a esse banco”, disse Bertassoni.

Foi dessa forma que os dados coletados de Carlos Eduardo, em São Paulo, puderam ser cruzados com os dados de Raquel, inseridos no sistema, aqui no Paraná.

IML - caso Raquel Genofre
Laboratório de Análises do IML – William Bittar/CBN Curitiba

Em coletiva feita no fim da tarde desta quinta-feira (19), o Secretário de Segurança Publica do Paraná,  Rômulo Marinho Soares, afirmou que o caso foi solucionado, depois de quase 11 anos de investigações.

O suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, está detido em Sorocaba, no interior de São Paulo.

O DNA do suspeito é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. O crime aconteceu em 2008, quando Rachel tinha apenas  nove anos de idade.

O corpo de Rachel Genofre foi encontrado, dentro de uma mala, deixada sob uma escada da rodoferroviária de Curitiba.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

CASO RACHEL GENOFRE

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008. O último paradeiro conhecido da garota, na época com 8 anos de idade, era em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntário da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo de Rachel foi localizado dois dias depois, em 5 de novembro. Esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência e sexual, o corpo foi encontrado dentro de uma mala, que foi deixada embaixo de uma escada da Rodoferroviária de Curitiba.

A identidade foi confirmada após exame de perícia do IML (Instituto Médico-Legal). O Instituto de Criminalística foi acionado por fiscais e policiais militares, após dois indígenas que dormiam na rodoviária se depararem com a mala suspeita.

Colaborou com informações Willian Bittar/CBN Curitiba

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Caso Rachel Genofre está “100% resolvido”, diz polícia, 11 anos após o crime

As forças de segurança do Paraná acreditam que o Caso Rachel Genofre está resolvido. As investigações estão prestes a completar 11 anos e ainda não foram concluídas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19), após a prisão de Carlos Eduardo dos Santos. O suspeito está detido em Sorocaba, no interior de São Paulo.

A certeza alegada pela PC-PR (Polícia Civil do Paraná) é fundamentada em análises de materiais genéticos. O DNA do suspeito é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. Assassinada em 2008, aos nove anos de idade, a menina foi encontrada dentro de uma mala deixada sob uma escada da rodoferroviária de Curitiba.

Em 11 anos, o Caso Rachel Genofre nunca esteve próximo de ser resolvido. Mesmo com a expressiva repercussão no Paraná e no Brasil, os caminhos da investigação nunca haviam chegado a conclusões. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

No entanto, o compartilhamento de dados científicos pode dar fim a uma história que se arrasta desde 2008.

“Para a polícia, o Caso Rachel Genofre está 100% resolvido”, afirmou o delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Paraná, Riad Farhat.

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Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná explicou os detalhes do compartilhamento de dados que levaram à identificação do suspeito. (Foto: Geraldo Bubniak/ANPr)

CAMINHOS DA INVESTIGAÇÃO

O delegado explicou, em coletiva de imprensa, que o alerta sobre Carlos Eduardo dos Santos veio do Instituto de Criminalística de São Paulo. O suspeito está preso em Sorocaba, no interior do estado paulista, e foi submetido a exames de DNA.

“Todo material genético colhido pelas forças de segurança passa a integrar um banco de dados nacional. Um software é responsável por fazer as análises e comparar as amostras disponíveis”, detalhou Riad Farhat.

Segundo o delegado-geral da PC-PR, um DNA não compatível com o de Rachel Genofre foi colhido no corpo da garota no dia em que o corpo foi encontrado, esquartejado e com sinais de agressões físicas e sexuais. O dono do material genético nunca havia sido identificado, mas a polícia agora acredita que ele pertence a Carlos Eduardo dos Santos, como indicam os exames preliminares.

MOTIVAÇÕES NÃO FORAM ESCLARECIDAS

A partir da possível identificação do suspeito, a PC-PR buscará a transferência dele para Curitiba. O objetivo é realizar o interrogatório e fazer a reconstituição do crime. O deslocamento depende da autorização da 2ª Vara de Execuções Penais de Sorocaba (SP).

“Não sabemos onde ela foi assassinada, nem o motivo. Só conseguiremos esclarecer os detalhes após o interrogatório do suspeito”, ponderou o delegado Marcos Pontes, responsável pela Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade do Paraná.

Mesmo sem ouvir o suspeito, a Polícia Civil não tem mais dúvidas sobre a autoria do crime.

“O Caso Rachel Genofre está encerrado. Ele será condenado”, sustentou Farhat.

FAMÍLIA DE RACHEL ACOMPANHA DESDOBRAMENTOS

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Família de Rachel Genofre acompanhou a divulgação das novas informações sobre o caso

Os pais de Rachel Genofre acompanharam nesta sexta-feira (19) o anúncio oficial sobre a suposta identificação do responsável pelo crime. Segundo a família da vítima, a maioria das perguntas ainda não foi respondida.

“Não temos muitas informações. São muitas coisas acontecendo e estamos processando tudo isso. Por um lado é um alívio, uma etapa vencida, mas agora precisamos ver a Justiça sendo feita”, apontou o pai de Rachel, Michael Genofre.

“Houve momentos de desesperança. A polícia estava bem longe de solucionar o caso, mas uma série de fatores confluíram para a resolução do caso. No entanto, por vários momentos ficamos bem cansados e assediados por uma série de teorias, mas agora chegamos em um novo momento”, concluiu.

Michael Genofre afirma que a família não está satisfeita com as informações prestadas até o momento, e que precisa avaliar com mais calma os novos desdobramentos antes de concluir que o caso está resolvido.

“11 anos é muito tempo”, resumiu o pai.

CASO RACHEL GENOFRE

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008. O último paradeiro conhecido da garota, na época com 8 anos de idade, era em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntário da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo de Rachel foi localizado dois dias depois, em 5 de novembro. Esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência e sexual, o corpo foi encontrado dentro de uma mala, que foi deixada embaixo de uma escada da Rodoferroviária de Curitiba.

A identidade foi confirmada após exame de perícia do IML (Instituto Médico-Legal). O Instituto de Criminalística foi acionado por fiscais e policiais militares, após dois indígenas que dormiam na rodoviária se depararem com a mala suspeita.

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Assassinato de Rachel Genofre completa 10 anos sem solução

O assassinato da menina Rachel Genofre, na época com oito anos, completa 10 anos nesta segunda-feira (5). As investigações estão em andamento e mais de 200 exames de DNA foram realizados na busca do autor do crime.

Abaixo-assinado pede que Rodoferroviária receba o nome de Rachel Genofre

Rachel foi vista pela última vez por volta das 17h30, na Rua Voluntários da Pátria, próximo da Praça Rui Barbosa. Ela desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola, e foi encontrada morta, esquartejada, com sinais de violência sexual e estrangulamento, dentro de uma mala deixada embaixo de uma escada na rodoferroviária de Curitiba dois dias depois. Nenhum suspeito foi identificado.

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia. A mala foi encontrada por dois indígenas, que dormiam na rodoferroviária, por volta de 2h30, que acionaram fiscais, polícia militar e o Instituto Médico-Legal (IML).

Manifestações

Hoje pela manhã, familiares e amigos da vítima colocaram flores nas grades do Instituto Estadual de Educação do Paraná, local em que a menina estudava. Uma segunda manifestação deve acontecer a partir das 17 horas, na rodoferroviária de Curitiba. Uma petição reivindica que o terminal seja batizado com o nome da criança.

“Nós fizemos a solicitação que a rodoviária seja batizada com o nome da Rachel não só como uma homenagem, mas como um alerta para a sociedade. A Prefeitura deveria repensar políticas de prevenção a esse tipo de crime. Dez anos se passaram e não existe políticas e está acontecendo cada vez mais com mulheres e crianças”, diz a mãe da menina, Maria Cristina Lobo de Oliveira.

Com informações de Lucian Pichetti, da CBN Curitiba
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Abaixo-assinado pede que Rodoferroviária receba o nome de Rachel Genofre

Ao menos 5 mil pessoas já assinaram uma petição online que solicita que a Rodoferroviária de Curitiba, que não possui nome, seja batizada de Rachel Lobo Genofre, em homenagem à menina que foi encontrada morta no local em 5 de novembro de 2008. O caso completa 10 anos na próxima segunda-feira (5) e ainda segue sem solução.

Rachel tinha apenas 9 anos quando desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, depois de sair do Instituto Estadual de Educação, no centro da capital. O corpo da menina foi encontrado  dentro de uma mala, embaixo de uma escada da Rodoferroviária, no dia 5 de novembro. A menina estava seminua e com marcas de violência sexual e estrangulamento.

Foi um fiscal da Urbs que abriu a mala e encontrou o corpo enrolado em lençóis e sacos plásticos. A Polícia Militar foi acionada em seguida. O assassino nunca foi identificado. A petição solicita que a homenagem se estenda a outras meninas que foram vítimas de violência sexual. Além disto, o documento quer provocar uma reflexão sobre o crime que segue impune. A expectativa é de recolher 10 mil assinaturas.

 

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Justiça do Paraná decreta prisão preventiva do assassino de Raquel Genofre

A PCPR (Polícia Civil do Paraná) informou na manhã desta quinta-feira (02) que  pediu à justiça a prisão preventiva do suspeito de ter estuprado e assassinado a menina Rachel Genofre, na época com  8 anos.

O pedido foi acatado pelo Justiça no dia último dia 26 de dezembro e com a decisão não há o risco do suspeito ser solto, já que o mesmo encontra-se preso por outro crime.

Carlos Eduardo dos Santos foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, pela morte de Rachel, há quase 11 anos.

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Divulgação/PCPR

 

Na decisão, o juiz reconhece a necessidade da prisão preventiva do acusado, visto que em outras oportunidades o mesmo já fugiu da justiça, bem como cometeu diversos crimes ao longo da vida.

O inquérito foi concluído após 11 anos de um complexo trabalho de investigação. No documento, com cerca de quatro mil páginas, o acusado foi indiciado por tentativa de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado.

O CASO

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

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Raquel Genofre: Laudo aponta que assassino fazia buscas por pornografia infantil

A SESP-PR (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária) divulgou na manhã desta segunda-feira (28), um laudo que aponta que o assassino confesso de Rachel Genofre, Carlos Eduardo dos Santos, usava o computador pra fazer buscas sobre pornografia infantil na internet.

O laudo, feito a partir da perícia da polícia no computador do suspeito, confirma a busca por palavras-chaves, sites e plataformas de vídeos com conteúdos pornográficos, a  maior parte de pornografia infantil.

Carlos Eduardo dos Santos foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, pela morte de Rachel, há quase 11 anos.

O suspeito, que estava preso em Sorocaba, no estado de São Paulo, por outros crimes, foi transferido para Curitiba e permanece na Casa de Custódia de Curitiba, onde cumpre pena de 25 anos de prisão por outros crimes.

Rachel Genofre foi encontrada dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba e, desde então, mais de 170 suspeitos foram investigados, mas Carlos Eduardo dos Santos, nunca foi um deles.

Durante as investigações, os policiais descobriram que Carlos cometeu, pelo menos, outros seis crimes de estupro contra crianças de 4 a 14 anos de idade, mas a única criança que ele matou, foi Rachel Genofre.

O CASO

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

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Falta de pessoal atrasa investigações no PR, afirma ex-diretor-geral da Polícia Científica

O ex-diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, perito criminal Hemersson Bertassoni, afirmou que a falta de profissionais na instituição está comprometendo o trabalho de investigação e perícia em diversas ocorrências no Estado. O desabafo foi feito em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira (4), após ele receber uma menção honrosa.

“No geral nós temos deficiência de pessoal. Nós temos uma área de atuação do Instituto de Criminalística que tem um perito cobrindo quatro a cinco cidades enormes na região de Londrina. Nós não estamos atendendo a todas solicitações da Polícia Civil por falta de pessoal, nós não conseguimos muitas vezes dar uma celeridade ao caso que ele merece. São atrasos que vão acontecendo tanto no nível de inquéritos da Polícia Civil quanto no nível de ação penal ao TJ”, explicou.

O trabalho dos profissionais é fundamental na solução de diversos crimes de grande repercussão. Ao analisar vestígios do local do crime, ele fornece provas materiais para o delegado, promotor, advogados e juiz.

No Paraná, são 354 peritos e 127 auxiliares de perícia, que trabalham nos institutos Médico-Legal e de Criminalística do estado. Eles atuam nos mais diversos casos como acidentes de trânsito com vítimas, identificação de veículos, exames de balística, análise de imagens e vídeos, exames laboratoriais e químicos, ocorrências com explosões, incêndios, desabamento e até contra o patrimônio.

Bertassoni ressalta a necessidade do chamamento de aprovados em um concurso feito em 2017 para ajudar nesse trabalho. “Nós temos uma questão operacional do concurso, nós precisávamos chamar esse pessoal do concurso de 2017. A gente precisa de mais pessoas tanto pros auxiliares, quanto para os peritos oficiais para dar conta aos nossos serviços. Tem também a questão salarial que o sindicato tá tratando. Mas principalmente a questão de pessoal”, afirmou.

O vice-líder do governo e um dos proponentes da homenagem, deputado Tiago Amaral (PSB), destacou que o Poder Executivo e os deputados entendem a necessidade de contratação e que isso está sendo estudado no projeto de reformulação da Segurança Pública do Paraná. “A contratação de pessoas por exemplo na Polícia Militar, que é de 2.400 vagas para esse ano, na Polícia Científica entendesse que em torno de umas 200 contratações seria quase que suficiente para suprir quase todas as necessidades. Ao mesmo tempo que sabemos que a demanda é grande, nós entendemos que é possível de suprir isso, e o governador Ratinho Junior tem essa consciência”, pontuou.

O deputado ressalta que também tem conhecimento sobre a situação das viaturas da Polícia Científica. “Nós também sabemos a necessidade em relação as viaturas, viaturas mais compatíveis com o trabalho da Polícia Científica. Por exemplo, carros altos são fundamentais, porque a maioria dos crimes acontece em local de difícil acesso, por isso é importante que se tenha veículos compatíveis”, salientou.

O QUE DIZ A SESP

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que estuda constantemente as carreiras dos seus integrantes, bem como busca melhorias e benefícios que motivem os profissionais a continuarem sempre desempenhando um excelente trabalho à comunidade.

A SESP informou que em julho deste ano tomaram posse 96 novos profissionais para reforçar a Polícia Científica do Paraná. Dentre eles médicos-legistas, peritos criminais, toxicologistas, odontolegistas e químicos -legais, aprovados em concurso público de 2017. Eles estão em curso de formação e devem assumir os cargos das unidades de todo o Paraná em breve.

RACHEL GENOFRE

O perito Hemersson Bertassoni esteve na Assembleia para explicar o funcionamento da Polícia Científica e falar sobre o assassinato da menina Rachel Genofre, encontrada morta em uma mala, em 2008, na Rodoferroviária de Curitiba. Ele é um dos gerentes do Laboratório Forense da Polícia Científica e assinou 140 dos 170 laudos de cruzamentos genéticos do caso. A polícia chegou ao nome do suspeito depois de 11 anos de investigação, graças ao banco nacional de perfis genéticos de criminosos.

“Foi o caso mais desafiador da minha carreira, eu tô com 25 anos. Mais desafiador pra Polícia Científica, que eu tenha conhecimento. Eu fui o primeiro perito a construir o perfil genético, lá em 2008. Foram mais de 170 confrontos dando negativo. Até que a gente chegou nesse resultado maravilhoso com o match code DNA com os dados da Polícia de São Paulo”, explicou.

 

banco de dna detentos

Paraná tem 5 mil condenados incluídos no banco de DNA

Cerca de 5 mil condenados por crimes hediondos ou dolosos contra a vida ou crimes sexuais já tiveram seu perfil genético incluído no BNPG (Banco Nacional de Perfis Genéticos), conhecido como banco do DNA, no Paraná. Os dados podem ter ajudado a elucidar a morte de Rachel Genofre, de 9 anos, em 2008, como anunciou a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná na semana passada.

Criado por uma lei federal de maio de 2012, atualmente o BNPG tem dados genéticos de aproximadamente 28 mil condenados no país, mas o Ministério da Justiça e da Segurança Pública estima que 137 mil presos se encaixam no perfil. A meta é terminar este ano com 65 mil inscritos e o governo federal investiu R$ 9 milhões em materiais de coleta em todo o país.

A identificação do suposto assassino de Rachel Genofre (cujo corpo foi encontrado em uma mala da Rodoferroviária de Curitiba) foi possível ao cruzar o material genético encontrado no corpo da vítima com os dados do suspeito, colhidos neste ano pela Secretaria da Segurança de São Paulo. Pelo menos dois outros casos de violência sexual (em um deles a vítima foi morta) no Paraná já foram solucionados com a utilização da base de dados.

Em abril de 2016, a polícia identificou o responsável por estuprar um adolescente em 2009, no bairro Umbará. Ele estava preso por estupro e atentado ao pudor e teve o material genético colhido naquele ano. Outro caso foi solucionado neste ano, em Santa Catarina. Os dados de um condenado por estupro no estado vizinho foram inseridos no sistema em 2013 e chegou-se à conclusão que ele tinha matado Aparecida de Fátima Queiroz, em Curitiba, em 2010. Os dados genéticos eram os mesmos colhidos pela polícia paranaense no local do crime.

A Polícia Civil aguarda a transferência do suspeito de matar Rachel Genofre para Curitiba, mas o delegado-geral adjunto, Riad Farhat, não tem dúvida que ele cometeu o crime. “O Instituto de Criminalística de São Paulo, através da coleta dos dados genéticos desse acusado, jogou no software nacional e acusou positivo para o caso da Rachel”. No Paraná, o banco de DNA foi instituído em 2013, mas em 2000 o estado já havia criado um arquivo com 900 amostras

NÚMEROS

  • 137 mil – É o número de presos condenados com perfil para integrar a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, estima o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
  • 28 mil – Condenados por crimes dolosos contra a vida e crimes sexuais já estão cadastrados no banco em todo o país.
  • 825 – Investigações de crimes contra a vida, crimes sexuais e relacionadas ao crime organizado já utilizaram os dados do banco no Brasil.
  • 20 – Laboratórios estão integrados ao banco, da Polícia Federal e da Polícia Civil em 18 estados, além do Distrito Federal.

 

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Mulher suspeita de atear fogo no próprio companheiro é presa no PR

Três pessoas foram presas na Grande Curitiba suspeitas de atearem fogo em um homem em Almirante Tamandaré, município da RMC (região metropolitana de Curitiba). O assassinato aconteceu no dia 29 de agosto. Entre os detidos está uma mulher de 39 anos. Ela era companheira da vítima e confessou o crime.

A suspeita teria arquitetado um plano para matar o companheiro a pauladas e simular um incêndio na casa onde ele morava. Ela pode ter agido com a ajuda do ex-marido, que também foi preso. Os mandados são preventivos, ou seja, os suspeitos ficarão detidos por tempo indeterminado.

De acordo com a PC-PR (Polícia Civil do Paraná), as investigações preliminares indicam que o crime foi motivado por crises de ciúme. Os depoimentos colhidos até o momento dão conta de que suspeita mantinha contato com o ex-marido, e que essa proximidade incomodava o então companheiro.

A mulher de 39 anos teria recebido ameças do namorado. Ela contou sobre a intimidação ao ex-marido. Foi a partir de então que eles começaram a combinado um plano de assassinato. O crime viria a ser consumado alguns dias depois.

O CRIME

A vítima, um homem de 44 anos, foi encontrada carbonizada no dia 29 de agosto. O corpo do homem foi depositado às margens da Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba.

De acordo com as investigações, a companheira dele o fez tomar remédios para dormir. Com a vítima desacordada, os suspeitos o mataram a pauladas e depois atearam fogo na casa para, supostamente, simular um incêndio.

Os presos preventivos devem ser indiciados por crimes de homicídio qualificado, incêndio e ocultação de cadáver. O grupo segue detido à disposição da Justiça.

Parte de viaduto desaba e deixa um ciclista ferido em Curitiba

Uma parte do muro que sustenta o viaduto que fica na Avenida Deputado Anibal Khury, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), desabou na madrugada desta sexta (20), em Curitiba.

Boa parte do concreto da construção veio abaixo e as fortes chuvas dos últimos dias podem ter sido a causa do acidente.

A Setran (Superintendência de Trânsito) interditou a pista do lado direito do viaduto e o local está sinalizado com cones e cavaletes.

Ainda segundo a Setran, um motociclista que passava pelo local não conseguiu desviar dos entulhos e caiu. Ele teve ferimentos leves.

O viaduto é uma alça de acesso a cidade de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

Câmara debate os direitos da mulher e o fim dos fogos de artifício

Da CMC

Os dois projetos mais polêmicos apresentados na Câmara Municipal de Curitiba antes mesmo do início da atual legislatura serão debatidos nesta semana em reuniões públicas promovidas pelo Legislativo municipal: a lei que proíbe cantadas nas ruas da cidade, estabelecendo multa ao assediador, e a lei que proíbe a venda de fogos de artifício na capital paranaense.

Maria Letícia Fagundes (PV) vai reunir, nesta terça-feira (14), às 14h, movimentos sociais para discutir políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres. Além de presidente da Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Esporte, ela é autora de diversos projetos relacionados ao tema, como o que estabelece multa para quem for flagrado passando uma cantada ou o que dá prioridade às mulheres vítimas de violência doméstica em processos de seleção às vagas de emprego.

“Minha expectativa é a melhor possível. Sou a primeira vereadora que se elege com a causa da mulher. Estou organizando essa reunião com o coração aberto. Embora não pertença a grupo nenhum, acho que posso articular e ouvir todos eles”, disse Maria Letícia.

Foram convidados para o encontro: Rede de Mulheres Negras, União Brasileira de Mulheres, Marcha Mundial das Mulheres, Marcha das Vadias, Central Única das Favelas,  Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta, participantes do Fórum Popular de Mulheres, Coletivo da Frente Feminista de Curitiba, secretaria de Gênero, Relações Étnico-Raciais e Direitos LGBT, Comissão de Estudos de Violência Sobre Gênero da OAB-PR, Centro de Atendimento Multidisciplinar da Defensoria Pública do Estado do Paraná, ONU Mulher, Comissão de Apoio às Vítimas de Crimes da OAB-PR e familiares da menina Rachel Genofre, encontrada morta dentro de uma mala em 2008 – um crime até agora sem solução.

Fogos de artifício
Outra polêmica do início do ano partiu do projeto de lei, protocolado por Fabiane Rosa (PSDC), que proíbe queima, soltura e manuseio de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos. Uma reunião, convocada pela vereadora para esta quarta-feira (15), às 14h30, vai debater a viabilidade da proposta. Ela também preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“Quero debater o assunto com diversos segmentos da sociedade buscando mais informações para complementar o projeto. O assunto é polêmico e justamente por isso deve ser amplamente discutido”, destaca Fabiane.

Foram convidados o deputado estadual Stephanes Junior (PSB); secretário municipal do Meio Ambiente, Sergio Tocchio; a superintendente da secretaria, Marilza Dias; o procurador do Ministério Público na área de meio ambiente, Robertson Fonseca; o presidente da Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício do Paraná, Rodolpho Aymoré Gazabin Junior; a enfermeira responsável pelo Centro Cirúrgico de Queimados do Hospital Evangélico, Cynthia Veiga; o médico veterinário da PUCPR, Eros Luiz de Souza; a médica veterinária e membro do Instituto Abolicionista Animal, Andrea Barros; psicólogos, socorristas, advogados, protetores e ativistas.