bolsonaro facada coronavírus

Quarentena: Bolsonaro inclui templos religiosos em serviços essenciais

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incluiu templos religiosos e casas lotéricas no rol de serviços essenciais, que não podem ser interrompidos durante os esforços de combate ao novo coronavírus.

A norma estabelece que fica proibida “a restrição à circulação de trabalhadores que possa afetar o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais, e de cargas de qualquer espécie que possam acarretar desabastecimento de gêneros necessários à população”.

Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (26) um decreto que atualiza uma primeira lista publicada em 20 de março. Sobre as casas lotéricas, Bolsonaro anunciou na quarta (25) que atualizaria o decreto para incluí-las como atividades essenciais.

“No Brasil existem 12.956 casas lotéricas e 2.463 se encontram fechadas por decretos estaduais ou municipais. Para que possam funcionar em sua plenitude, atualizei, nessa data, o Decreto 10.282”, escreveu o presidente no Twitter.

Antes de Bolsonaro acrescentar templos religiosos no decreto, na última sexta-feira (20), em entrevista ao SBT, o presidente defendeu que, durante a pandemia, os templos religiosos permaneçam abertos.

“Muita gente, para dar satisfação ao seu eleitorado, toma providências absurdas. Fechando shopping, tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas”, declarou o presidente ao apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho.

Em seguida, Bolsonaro afirmou que o pastor vai saber conduzir o culto e ter consiciência se a igreja está muito cheia. Por fim, o presidnete argumentou que a garantia de culto é um direito do Brasil.

Diante da escalada de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil e da recomendação de sanitaristas de que a redução do contato social é medida efetiva para reduzir a contaminação, governadores e prefeitos têm adotado medidas para restringir a circulação de pessoas.

CIDADES DO PARANÁ MANTÉM MEDIDAS RESTRITIVAS

As principais cidades do Paraná que registram casos de coronavírus optaram em manter as medidas restritivas mesmo após o pronunciamento de Jair Bolsonaro. Curitiba, Cianorte e Foz do Iguaçu, por exemplo, registram o maior índice de pessoas infectadas. Além delas, Londrina e Maringá, com duas das maiores populações do estado, também vão agindo contra a doença.

Leia as medidas tomadas pelas cidades do Paraná aqui!

Cidades do Paraná mantém medidas restritivas após discurso de Bolsonaro

As principais cidades do Paraná que registram casos de coronavírus optaram em manter as medidas restritivas mesmo após o pronunciamento de Jair Bolsonaro. Curitiba, Cianorte e Foz do Iguaçu, por exemplo, registram o maior índice de pessoas infectadas. Além delas, Londrina e Maringá, com duas das maiores populações do estado, também vão agindo contra a doença.

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o estado tem 97 casos confirmados e mais de 3.500 em investigação.

O cenário assusta apesar de Bolsonaro ter pedido, entre outras coisas, para a população com menos de 60 anos voltar a realizar atividades normalmente.

Ratinho Junior, governador do Paraná, um dos principais aliados do governo federal, não criticou o discurso, mas definiu que “manterá o planejamento”.

O mesmo aconteceu com os prefeitos das cidades de Curitiba, Cianorte, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá, confira:

CURITIBA

Em Curitiba, Rafael Greca (DEM) pregou o isolamento social por “respeito aos curitibanos”. Por enquanto, a capital paranaense já suspendeu as aulas, comércio e todos os serviços não essenciais. Os parques da cidade, como Passeio Público e Jardim Botânico, também estão fechados.

Ou seja, a ordem é continuar ficar em casa para evitar o crescimento dos casos confirmados de coronavírus. Além disso, o prefeito também descartou utilizar os estádios de futebol da cidade para construção de leitos.

CIANORTE SOFRE COM CORONAVÍRUS

Cianorte está com toque de recolher. (Renata Martins / Tribuna de Cianorte / Colaboração)

A segunda cidade com mais casos de coronavírus no estado, conforme a Sesa, também adotou medidas mais rigorosas. Foi decretado toque de recolher, das será das 21h até as 5h do dia seguinte, até a próxima terça-feira (31).

Além disso, os mercados tiveram seus horários de funcionamento alterados. Eles podem operar das 8h às 19h de De segunda a sábado e das 8h às 12h aos domingos.

Antes, o prefeito Claudemir Romero Bongiorno (PMDB) já tinha proibido os idosos de usarem o transporte público e o fechamento do comércio.

FOZ DO IGUAÇU SUSPENDEU ATÉ HOTÉIS

A principal cidade do oeste do Paraná tem cinco casos confirmados e teve suas fronteiras com Argentina e Paraguai determinada pelo governo federal após pedido da administração estadual.

Contudo, Foz elaborou outras medidas para combater o coronavírus. Mesmo sendo o principal ponto turístico do estado, o decreto da prefeitura suspendeu as atividades do transporte coletivo, rodoviária e hotéis desde ontem (24) e enquanto durar a emergência da doença.

20 ônibus estão à disposição dos usuários que prestam os serviços essenciais, como saúde, mercados, farmácias e postos de combustíveis. A medida é uma das mais rigorosas, já que 68 mil pessoas costumam utilizar o transporte público.

Por fim, o decreto impõe que a multa para quem desrespeitar as medidas podem chegar até R$ 8,7 mil, além de permitir que os fiscais interditem qualquer estabelecimento.

Conhecida pelas Cataratas do Iguaçu, Foz do Iguaçu proibiu atividades dos hotéis. (José Fernando Ogura/ANPr)

LONDRINA E MARINGÁ TAMBÉM ADOTAM MEDIDAS

Londrina também adotou medidas restritivas. (José Fernando Ogura / AEN)

Em Londrina, segunda maior cidade do Paraná, o prefeito Marcelo Belinati (PP) decretou que todos os serviços que não são essenciais devem ser suspensos a partir do próximo sábado (28), afetando a construção civil e algumas indústrias.

Além disso, a Prefeitura anunciou a contratação de 497 profissionais da área da saúde para reforçar o atendimento. A cidade de Londrina também reorganizou os atendimentos nas unidades de saúde e hospitais.

Já em Maringá, as atividades da rodoviária e o toque de recolher foram decretados na última segunda-feira (23). Com isso, todos devem estar em casa às 21 horas e permanecer até 5h da madrugada. Só quem pode circular é quem estiver acessando ou prestando serviços na área da saúde e segurança, além de serviços públicos e essenciais.

A multa para quem descumprir é, inicialmente, de R$300,00. Contudo, o valor é multiplicado por dois a cada incidência.

“Reafirmamos, com muita veemência, todas as medidas que tomamos até agora. Não há nenhuma possibilidade de nenhum abrandamento em qualquer das nossas medidas. Está comprovado no mundo inteiro, que o único caminho é o isolamento social”, disparou o prefeito Ulisses Maia (PDT) hoje, após a declaração do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, a prefeitura está preparada para atender quem ficará sem renda alguma. Entre as ações, estão a distribuição de um cartão para compra de alimentos e distribuição de cestas básicas.

Maringá tem toque de recolher. (José Fernando Ogura / AEN)
mandetta bolsonaro ministério da saúde

Mandetta diz que fica no Ministério da Saúde e não critica discurso de Bolsonaro

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, declarou nesta quarta-feira (25) que só sai do cargo “na hora que o presidente achar” e não criticou o pronunciamento de Jair Bolsonaro, que pediu o fim do isolamento social durante o combate ao coronavírus. Apesar disso, ele não respondeu nenhum questionamento dos jornalistas e também não entoou a fala do presidente, que declarou que a doença é só uma “gripezinha”.

Na visão do chefe do Poder Executivo, apenas as pessoas que estão no grupo de risco da doença – idosos ou pessoas com doenças crônicas – devem ficar em casa.

Contudo,  o discurso do presidente é acusado de desrespeitar um dos pilares das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e das principais autoridades da área da Saúde. Além disso, governadores especularam a saída do ministro da Saúde.

“Eu vou deixar muito claro: eu saio daqui na hora que acharem, que o presidente achar, que eu não devo trabalhar, se eu tiver doente ou eu achar que esse momento de turbulência passou e não sou mais útil. Nesse momento, vou trabalhar ao máximo. Vamos trabalhar com critério técnico, sempre”, declarou Mandetta.

Sobre a fala de Bolsonaro, o ministro da Saúde reconheceu que todas as outras áreas da sociedade são afetadas pelo coronavírus. Por isso, afirmou que o governo federal está firme e todos os ministros estão envolvidos para atuar nas diversas áreas.

“Vamos fazer junto.  Sei o quão eles são afetados por isso. A Saúde não é uma ilha, não vamos nos tratar isoladamente”, completou.

ECONOMIA x CORONAVÍRUS

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, entrou brevemente na discussão da crise econômica causada pelo isolamento social da população. Empresários, como Junior Durski, dono do Madero, pedem para que não fechem tudo e que as pessoas mantenham suas atividades para que não resulte no aumento de desempregados.

Na visão de Mandetta, o pronunciamento de Bolsonaro foi positivo.

“Nesse sentido, vejo a grande colaboração da fala do presidente. Chamar a atenção de todos que é pensar na Economia. Não tem ninguém aqui que não saiba a gravidade do problema”, disse.

Ainda sobre o isolamento, Mandetta disse que o “fechamento total”, conhecido internacionalmente lockdown, ainda está sendo estudado e que os governadores e prefeitos tomaram medidas antecipadas. No caso das Igrejas, por exemplo, Mandetta não disse para fecharem as portas.

“Que fiquem abertas, mas não se aglomerem. Pastores preguem pela televisão, pela internet”, finalizou.

doria bolsonaro

Doria faz apelo para Bolsonaro não usar crise do coronavírus como disputa política

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse hoje (25) que o presidente Jair Bolsonaro “mais atrapalha do que ajuda” no combate ao coronavírus. Para ele, o pronunciamento de Bolsonaro foi completamente equivocado e diverge das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e Ministério da Saúde.

“De forma respeitosa, não é uma gripezinha. Não entramos nem no pico dessa crise do coronavírus. Estamos preocupados em salvar vidas. A economia não pode se sobrepôr à vida”, declarou Doria.

Os dois tiveram uma reunião na manhã desta quarta-feira (25), onde Bolsonaro acusou Doria de ser “leviano e demagogo” – veja o vídeo. O governador de SP alegou que não fez nenhuma colocação de ordem política, apenas registrou seu descontentamento com o discurso de Bolsonaro.

“[Presidente] lidere seu país, fazendo o bem às pessoas e não transforme isso em uma luta política e disputa eleitoral”, apelou.

Além disso, Doria também informou que todos os 27 governadores farão uma reunião, por videoconferência, sem a presença de Jair Bolsonaro. Em consequência disso, o presidente suspendeu uma declaração à imprensa.

“Os governadores estão articulados, possuem seus grupos de trabalho que se reúnem constantemente. Estamos muito unidos e sintonizados na missão de defender os cidadãos de cada um dos seus estados, estão absolutamente compenetrados”, completou Doria.

DORIA FALA SOBRE POSSÍVEL IMPEACHMENT DE BOLSONARO

João Doria foi questionado sobre um possível impeachment do presidente.

O governador de São Paulo foi sucinto no tema: ele citou o desgaste de Bolsonaro e que o impedimento de um presidente também se deve à opinião pública, mas alertou: “cabe ao Congresso Nacional, não aos governadores”.

Bolsonaro faz pronunciamento contra isolamento no país

Bolsonaro e Mandetta não participam de coletiva; Governadores reagem duramente

Depois de discutir com os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel e João Doria, de São Paulo, o presidente Jair Bosonaro, juntamente o ministro Mandetta, fariam um nova coletiva sobre as ações do governo federal no combate à pandemia do coronavírus.

Há pouco o Palácio do Planalto cancelou a coletiva, com a presença do presidente e do ministro, sem explicar os motivos.

Quem falou com a imprensa sobre a crise política desencadeada na noite de ontem, foi Heitor Abreu, Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Segundo ele, não há nenhuma nova diretriz do governo federal com relação ao combate do coronavírus. “Não há novas diretrizes sobre fechamentos de escolas e comércio no país”, afirmou.

A coletiva com os jornalistas foi rápida e com poucas perguntas.

Mais cedo, em uma reunião virtual com o governadores da região Sudeste, o presidente acusou os dois governadores, que são seus adversário políticos, de “fazer demagogia” com relação às medidas de isolamento tomadas nos estados.

Logo depois da reunião com os governadores o presidente se reuniu com o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

ENTIDADES SE MANIFESTAM CONTRA O PRESIDENTE

Desde o pronunciamento de ontem à noite (23), várias entidades classe ligadas ao setor da saúde se manifestaram contrárias ao presidente Jair Bolsonoro.

A  Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou uma nota de esclarecimento logo após o pronunciamento. No documento, a SBI diz que ficou preocupada com o presidente ser contra o fechamento de escolas e se referir ao coronavírus como um resfriado.

“Tais mensagens podem dar a falsa impressão à população que as medidas de contenção social são inadequadas e que a COVID-19 é semelhante ao resfriado comum.”

Em carta aberta, Secretários Estaduais de Saúde do Brasil, informaram estar “estarrecidos” com o pronunciamento do presidente.

” Temos plena consciência de que o Brasil e o mundo irá enfrentar uma grave recessão econômica, aprofundamento das desigualdades sociais e empobrecimento. A economia, com trabalho, disciplina, organização e espírito público, se recuperará. Seremos solidários e trabalharemos sem descanso para permitir uma rápida recuperação da nossa economia. Mas é preciso que se entenda, vidas perdidas, não serão recuperadas jamais”.

GOVERNADORES SE REÚNEM NA TARDE DESTA QUARTA-FEIRA

O governador de São paulo, João Doria, informou há pouco em entrevista coletiva, que os 27 governadores de estado  concordaram em participar de uma reunião virtual, às 18h desta quarta-feira (25). Inicialmente a reunião tem previsão de duas horas e na pauta o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, contra as recomendações dos órgãos de saúde e de seu próprio ministério, para o combate ao coronavírus.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), aliado do presidente até ontem, informou na manhã desta quarta-feira (25), seu rompimento com o presidente.

“Não tem mais diálogo com esse homem. As decisões do presidente da República não alcançarão o Estado de Goiás.  “Desta vez ele rompeu os limites”

RATINHO JR. DIZ QUE VAI MANTER AS DECISÕES DE ISOLAMENTO NO ESTADO

Mesmo sendo aliado de Jair Bolsonaro, o Governo do Paraná anunciou nesta quarta-feira (25) que irá manter o planejamento de contingência contra o coronavírus. Isso inclui o isolamento social e o fechamento dos comércios.

Na noite de ontem, Bolsonaro pediu aos governos estaduais e prefeituras que cessem o isolamento para pessoas com menos de 60 anos. “Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos, assim como os sustentos das famílias. Algumas autoridades devem abandonar o terreno de terra arrasada”, apontou o presidente no discurso em rede nacional.

Porém, o governador Carlos Massa Ratinho Junior decidiu seguir as orientações do Ministério da Saúde e continuar com o planejamento em relação à pandemia do coronavírus. Horas antes, o Governo do Paraná anunciou pacote social de R$ 400 milhões para ajudar famílias paranaenses.

NÓS FICAMOS EM CASA”, AFIRMA O PREFEITO RAFAEL GRECA

Rafael Greca afirmou que a Prefeitura de Curtiba segue as medidas repassadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em relação à pandemia de coronavírus. “Em repeito aos curitibanos, nós continuamos em casa”, disse Greca no final do pronunciamento.

Na noite de ontem, em pronunciamento em rede nacional, o presidente Jair Bolsonaro orientou os governadores e prefeitos do país para cessarem o isolamento social para pessoas com menos de 60 anos, indo contra o Ministério da Saúde.

“Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos, assim como os sustentos das famílias. Algumas autoridades devem abandonar o terreno de terra arrasada”, apontou o presidente no discurso em rede nacional.

Ratinho junior governo do paraná

Mesmo sendo aliado de Bolsonaro, Ratinho Junior diz que vai manter isolamento no PR

Mesmo sendo aliado de Jair Bolsonaro, o Governo do Paraná anunciou nesta quarta-feira (25) que irá manter o planejamento de contingência contra o coronavírus. Isso inclui o isolamento social e o fechamento dos comércios.

Na noite de ontem, Bolsonaro pediu aos governos estaduais e prefeituras que cessem o isolamento para pessoas com menos de 60 anos. “Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos, assim como os sustentos das famílias. Algumas autoridades devem abandonar o terreno de terra arrasada”, apontou o presidente no discurso em rede nacional.

Porém, o governador Carlos Massa Ratinho Junior decidiu seguir as orientações do Ministério da Saúde e continuar com o planejamento em relação à pandemia do coronavírus. Horas antes, o Governo do Paraná anunciou pacote social de R$ 400 milhões para ajudar famílias paranenses.

BOLSONARO DIZ QUE IRÁ FALAR COM MANDETTA PARA ALTERAR PROTOCOLO DE QUARENTENA

Na manhã desta quarta-feira (25), Jair Bolsonaro reiterou que irá conversar com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e que irá mudar o protocolo de quarentena do coronavírus. “A orientação é vertical daqui para a frente.” Assista abaixo a declaração!

bolsonaro mp

A quem obedecer! Ministério da Saúde, OMS ou Bolsonaro?

 

Quando a nação brasileira, representada por perto de 215 milhões de pessoas, estava acreditando e confiando nas palavras e ações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avaliadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) chega, do nada, o estabanado presidente da República, Jair Bolsonaro, e derruba todas as peças do bem montado esquema de saúde para salvar vidas de brasileiros.

Recomenda que pessoas com menos de 60 anos de idade retornem ao trabalho e que crianças e jovens voltem às escolas. Justifica esta teoria sem qualquer base científica em seu ego de super homem, atleta de quartel: “no meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito acometido de uma gripezinha ou resfriadinho“.

Bolsonaro coloca um balde de água fria na assustada população, contradizendo em grande parte recomendações do Ministério da Saúde. Não se contentando com isso, agride a imprensa e governadores.

Como resposta, a população bate panelas mostrando seu desagrado com as ações de um presidente que nos parece desconexo dos fatos e como se a razão lhe pertencesse. Dono único da verdade.

Estranho que Bolsonaro  recebeu elogios quando abriu diálogo com os governadores mostrando mudança de postura sobre os efeitos da Covid-19, que já matou 46 pessoas no país. Seu pronunciamento, no entanto, foi um arrasa terra.

REAÇÕES NO CONGRESSO

No Congresso Nacional, a reação também foi imediata. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre divulgou uma nota, afirmando que o pronunciamento do presidente foi “grave” e que o país precisa de uma “liderança séria”.

Para o presidente do Congresso Nacional, o momento não é de “ataque” à imprensa e aos gestores públicos. É preciso “união, serenidade e equilíbrio”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também criticou o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, que pediu o fim do isolamento e pregou a volta à normalidade em razão do coronavírus. Maia afirmou, por meio das redes sociais, que a fala de Bolsonaro nesta terça-feira (24) foi equivocada ao atacar a imprensa, os governadores e os especialistas em saúde pública.

“Desde o início desta crise venho pedindo sensatez, equilíbrio e união”, afirmou o presidente da Câmara.

Maia pediu aos brasileiros que sigam as normas determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde em respeito aos idosos e a todos os que estão em grupo de risco. Ele ressaltou ainda que o Congresso Nacional vai votar medidas importantes para conter a pandemia e ajudar empresários e trabalhadores.

Para o senador paranaense, Alvaro Dias (Podemos), o pronunciamento de Bolsonaro foi  “a irresponsabilidade arrogante, a ignorância prepotente, a incoerência explícita. Uma trombada na perversa realidade que estamos vivendo. O desrespeito como postura na ofensa à quem sofre o drama da pandemia”.

Diante das declarações do presidente, das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e das milhares de mortes que vem se espalhando pelo mundo, o que devemos fazer?

Carta dos Secretários Estaduais de Saúde do Brasil após pronunciamento do Presidente da República

Assistimos estarrecidos ao pronunciamento em cadeia nacional do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

É preciso demonstrar ao Brasil as suas consequências e a necessidade de que a população perceba a gravidade do momento que estamos vivendo.

Temos, juntamente com o Ministério da Saúde, os municípios e a própria sociedade brasileira, empreendido uma intensa luta no enfrentamento da Covid-19.

Luta que envolve trabalho, sacrifício, solidariedade, empatia, compaixão com o sofrimento das pessoas e que depende de maneira imprescindível do alinhamento de entendimento e de ações, assim como da união de esforços e de uma direção única e firme.

Todas as decisões e recomendações do Conass e do Ministério da Saúde têm se baseado em evidências científicas, na realidade nacional e internacional e buscado inspiração nas melhores práticas e exemplos de condutas exitosas ao redor do mundo.

É este o esforço que temos empreendido em defesa de nossa pátria e de nossos irmãos e irmãs brasileiros. É dessa forma, desassombrada e corajosa, na direção correta que queremos seguir na missão de defender nossa gente.

Não temos qualquer intenção de politizar o problema. Temos construído, sem dificuldade, independente de colorações partidárias, políticas e ideológicas, consensos para o bem do Sistema Único de Saúde – o SUS e, sobretudo com a saúde do povo brasileiro. Este é nosso compromisso. É isso que norteia nossas ações e esforços.

Já temos dificuldades demais para enfrentar.

Não podemos permitir o dissenso e a dubiedade de condução do enfrentamento à Covid-19. Assim, é preciso que seja reparado o que nos parece ser um grave erro do Presidente da República.

Ao invés de desfazer todo o esforço e sacrifício que temos feito junto com o povo brasileiro, negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, deveríamos ver o Presidente da República liderando a luta, contribuindo para este esforço e conduzindo a nação para onde se espera de seu principal governante: um lugar seguro para se viver, com saúde e bem estar.

Infelizmente o que vimos em seu pronunciamento foi uma tentativa de desmobilizar a sociedade brasileira, as autoridades sanitárias de todo o país.

Sua fala dificulta o trabalho de todos, inclusive de seu ministro e técnicos.

Todo o apoio à atuação do Ministério da Saúde e sua equipe, que tem trabalhado técnica e cientificamente em todos os momentos. Com saúde não se pode brincar e nem fazer apostas, diante do risco que corremos. É preciso discernimento, coragem e determinação para liderar, unificar e auxiliar a nação a superar mais este desafio de Emergência em Saúde Pública.

Temos plena consciência de que o Brasil e o mundo irá enfrentar uma grave recessão econômica, aprofundamento das desigualdades sociais e empobrecimento.

A economia, com trabalho, disciplina, organização e espírito público, se recuperará. Seremos solidários e trabalharemos sem descanso para permitir uma rápida recuperação da nossa economia.

Mas é preciso que se entenda, vidas perdidas, não serão recuperadas jamais.

Que Deus abençoe cada um de nós que temos trabalhado intensivamente e dormido pouco.

Que Deus abençoe e proteja todos os brasileiros e brasileiras.

 

bolsonaro facada coronavírus

Bolsonaro culpa imprensa por pânico e pede final do isolamento para pessoas com menos de 60 anos

Em pronunciamento em rede nacional, o presidente da República, Jair Bolsonaro, culpou a imprensa brasileira por ter criado pânico na população com as notícias veiculadas sobre o coronavírus, além de pedir aos governos estaduais e prefeituras que cessem o isolamento para pessoas com menos de 60 anos.

“Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos, assim como os sustentos das famílias. Algumas autoridades devem abandonar o terreno de terra arrasada”, apontou Bolsonaro no discurso.

O apontamento do presidente vai contra as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e também vai em direção oposta às medidas tomadas em diversos países que sofreram com a pandemia, como a China, a Coreia do Sul, as nações europeias e os Estados Unidos.

O presidente também negou em mais uma oportunidade que tenha sido infectado com o coronavírus e afirmou que se tivesse sido contaminado não sofreria com problemas por ter “histórico de atleta” e que a doença seria apenas uma “gripezinha”.

CITAÇÕES À REDE GLOBO

Dentro de seu discurso, Bolsonaro também “alfinetou” em algumas oportunidades a Rede Globo de Televisão. Primeiro citou o pronunciamento do âncora do Jornal Nacional, Willian Bonner, no qual o apresentador pediu calma e tranquilidade ao público brasileiro na edição desta segunda-feira (23).

“Grandes partes dos meios de comunicação espalharam o pavor, como por exemplo a divulgação dos casos de mortes na Itália, que tem uma população e um clima muito diferentes do nosso. Contudo, percebe-se que parte da imprensa mudou seu editorial, pedindo calma. Por isso, parabéns, imprensa brasileira”, disparou Bolsonaro.

Além disso, Bolsonaro tornou a utilizar fala do comentarista da Rede Globo e médico Drauzio Varela para justificar a necessidade de encerrar os isolamentos para pessoas abaixo dos 60 anos. Varela se posicionou na última semana afirmando que o vídeo no qual faz essas recomendações foi divulgado em janeiro, quando as orientações da OMS para o Brasil seguiam esse tipo de cuidados.

Somente nesta terça-feira (24), o Brasil confirmou 12 mortes devido ao novo coronavírus (Covid-19), totalizando 46 óbitos no total. Além disso, 2.201 casos da doença foram confirmados, sendo 58% (1.278) somente na Região Sudeste.

madero junior durski bolsonaro coronavírus

Dono do Madero se diz triste por repercussão de vídeo e declara voto a Bolsonaro em 2022

O empresário paranaense Júnior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, se disse triste pela repercussão do vídeo onde declarou que o Brasil não pode parar pelo coronavírus, mesmo que a doença cause “5 ou 7 mil mortes”. Além disso, o sócio de Luciano Huck reforçou seu apoio e declarou seu voto a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 caso o atual presidente tente a reeleição.

“Estranhei com a repercussão porque toda a ideia é muito deturpada. As pessoas têm a interpretação que bem entendem. Triste”, declarou ao Paraná Portal nesta terça-feira (24).

Mais cedo, ele publicou um novo vídeo em seu Instagram, pedindo desculpas e reforçando que foi mal interpretado ao falar das mortes da Covid-19. Durski reforça a comparação que ninguém se atenta em outros dados de óbitos no país, citando que mais de 57 mil pessoas foram assassinadas e mais de 5 mil pessoas faleceram por desnutrição no Brasil em 2018.

“Isso ninguém fala nada. Não é possível que alguém pense que eu vá falar que não me importo que morram. Claro que me importa, cada uma pessoa importa. Sou totalmente favorável a fazer o máximo possível a fazer para minimizar o número de mortos, desde que o remédio não seja pior que a doença”, completou.

DONO DO MADERO REFORÇA APOIO A BOLSONARO

Junior Durski diz que votará em Jair Bolsonaro caso o atual presidente tente a reeleição. Vale lembrar que ele é sócio de Luciano Huck, apontado como um possível candidato às eleições presidenciais em 2022.

Além disso, o dono do Madero também rasgou elogios ao governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e ao prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM).

“Eu sempre declarei apoio ao Jair Bolsonaro, mas acho que todo mundo erra. Acho que o melhor governador do Brasil é o Ratinho. O Greca é um prefeito sensacional. Nossa cidade está linda, bem cuidada, não vi falar em corrupção. Votei neles e vou votar de novo, acho que são todos ótimos”, analisou.

Contudo, na visão de Durski, o problema é que cada governante adota medidas restritivas por si.

“A questão não é que um é contra o outro. Cada um toma uma atitude e aí vira uma loucura no Brasil inteiro. As decisões não estão centralizadas e esse que é o maior problema”.

MILHARES VÃO MORRER, DIZ DURSKI

Por fim, o dono do Madero ressalta que é contra o fechamento total do comércio no combate ao coronavírus. Na visão dele, o país pode chegar a ter 40 milhões de desempregados ao chegar no caos econômico.

“Vamos ter uma consequência de centenas de milhares que vão morrer nos próximos três anos por causa da grave econômica”, ressalta Durski.

Ele diz que é a favor do controle de pessoas para evitar aglomerações, como jogos de futebol, shoppings teatros e cinema. Contudo, expressou preocupação em relação a um possível lockdown.

“Não pode simplesmente fechar tudo, as empresas e o profissional liberal vão quebrar. 6% da população tem poupança, mas 94% não tem. Não podemos comparar o Brasil com Europa e Estados Unidos”, finaliza o empresário.

bolsonaro governadores

Bolsonaro anuncia pacote a estados em meio a conflito com governadores na crise

Após ser criticado por governadores por letargia e falta de coordenação na resposta à crise do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro divulgou nesta segunda-feira (23) uma série de medidas para auxiliar governos locais durante a pandemia.

O pacote inclui a suspensão da dívida de estados com a União no valor de R$ 12,6 bilhões.

O anúncio ocorre pouco depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter determinado a suspensão, por seis meses, do pagamento da dívida de São Paulo com o governo federal.

A decisão de Moraes determina que o governo paulista invista o dinheiro que deveria ser pago para abater o débito em ações de combate ao coronavírus. A determinação se aplica a uma parcela de R$ 1,2 bilhão que deveria ser paga nesta segunda-feira (23).

Bolsonaro tem reuniões na tarde desta segunda com governadores do Nordeste e do Norte do país.

Nos últimos dias, o presidente protagonizou uma troca de farpas com os chefes dos executivos estaduais, principalmente com os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Um dia antes, o presidente fez mais um discurso para minimizar as medidas de restrições de circulação e consequente atividade econômica tomada por governadores diante do avanço da crise do coronavírus. Segundo Bolsonaro, a população logo saberá que foi enganada pelos governadores e pela mídia na pandemia.

“Brevemente o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da mídia nessa questão do coronavírus “, disse Bolsonaro, em entrevista à TV Record. “Espero que não venham me culpar lá na frente pela quantidade de milhões e milhões de desempregados na minha pessoa.”

Segundo Bolsonaro, “não podemos politizar isso aqui, só falei isso porque eles me atacam constantemente”. Na sequência, o presidente afirmou que as críticas que tem recebido envolvendo as medidas contra a pandemia fazem parte de um movimento para tirá-lo do cargo.

“A grande mídia, governadores, de olho na minha cadeira, se puder antecipar minha saída, eles farão isso aí, mas da minha parte não terão oportunidade disso, nós vamos continuar nosso papel”.

Nesta segunda-feira, o tom foi de anúncios. Em suas redes sociais, Bolsonaro disse que o plano do governo federal para estados e municípios soma R$ 85,8 bilhões.

Além da suspensão das dívidas das unidades da federação com a União, ele disse que o governo vai garantir a manutenção do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) nos mesmos níveis de 2019, o que deve representar uma complementação de R$ 16 bilhões por parte da administração central, em quatro meses.

Ele afirmou ainda que vai destinar R$ 8 bilhões para que estados apliquem em saúde.

“União entrará com mais recursos que o solicitado. Governadores solicitaram R$ 4 bilhões para ações emergenciais em saúde. O governo federal está destinando R$ 8 bilhões em quatro meses”, escreveu Bolsonaro.

Sem dar mais detalhes, o presidente listou ainda R$ 2 bilhões para o orçamento de assistência social, renegociação de dívidas de estados e municípios com bancos (R$ 9,6 bilhões), operações com facilitação de créditos (R$ 40 bilhões), além de Medidas Provisórias pare transferir recursos para fundos estaduais e municipais de saúde.

“Soluções permanentes para problemas estruturais. Aperfeiçoamento das reformas: PEC Emergencial do Pacto Federativo e Plano Mansueto estão sendo aprimorados e darão fôlego a estados e municípios para vencer a crise”, concluiu o presidente, também em rede social.

bolsonaro mp

Bolsonaro recua e revoga artigo da MP que previa suspensão de trabalho por 4 meses

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recuou em uma das medidas da MP (Medida Provisória) 927, que previa a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses.

Ou seja, de acordo com a regra, que não está mais valendo, o empregado poderia ficar meses sem receber o salário, mas manteria o emprego sem trabalhar. Contudo, a empresa seria obrigada a oferecer curso de qualificação online e manter benefícios, como plano de saúde.

O texto também determinava que o empregador deveria dar um valor, definido por negociação individual com seu empregado “sem natureza salarial”.

O anúncio foi feito pelo Twitter, na tarde desta segunda-feira (23).

A MP já estava valendo desde sua publicação, na noite de ontem (22), e tem prazo inicial de 60 dias. Entretanto, o Congresso Nacional poderia rejeitar o texto em votação.

MP DE BOLSONARO SOFREU CRÍTICAS

O recuo de Bolsonaro em relação ao artigo 18 foi uma resposta às duras críticas que a proposta recebeu. O projeto foi classificado como “capenga” por Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara.

“Tenho certeza de que temos que construir rapidamente com a equipe econômica outra medida provisória”, declarou.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, também se posicionou contra o artigo.

“Você colocar o povo dentro de casa, com medo, e sem remuneração, sem garantia, é falta de discernimento”, disse à Folha de S. Paulo.

Políticos reagem e Bolsonaro revoga artigo 18 da MP que suspende contrato de trabalho

 

O senador paranaense, Alvaro Dias, líder do Podemos no Senado, encaminhou ofício ao presidente da República, Jair Bolsonaro, onde diz que o “Podemos sente que cabe alertar Vossa Excelência sobre o gravíssimo desacerto da medida de suspensão do contrato de trabalho”.

Segundo a MP, o empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, “sem natureza salarial”, “com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual.”

No início da tarde desta segunda-feira, o presidente Bolsonaro revogou o artigo 18 da Medida Provisória 927.

De acordo com nota do Podemos,  “em momentos de crise intensa como a que passamos, o nosso dever é cuidar dos mais pobres e desassistidos. Essa é uma regra não só da política, mas que encontra raízes nos próprios fundamentos morais da humanidade.

Não há dúvidas de que o empresariado é parte absolutamente fundamental da economia nacional e deve ser protegido. Mas, no âmbito das relações trabalhistas, o mais frágil é o empregado.

Consideramos acertada a Medida Provisória 927 de 2020, no entanto não temos como aceitar as disposições do seu art. 18. Propor que o trabalhador fique sem receber por até quatro meses em meio a uma crise como essa é absolutamente impróprio, indo em sentido contrário às medidas de proteção social que devem ser tomadas. Apelamos para que Vossa Excelência retire de imediato esse dispositivo, para o bem de nosso País.

De maneira alguma o Podemos pode aprovar a proposição dessa forma, sendo nosso dever, em caso de persistência, encetar todas as ações necessárias para rejeitá-la.

Sem as medidas de proteção social adequadas e com ações como essas acaba-se por convocar, para se juntar à peste da pandemia, também a desgraça da fome.

O Podemos quer e se oferece para colaborar em outras soluções”.

 

 

carteira de trabalho

Entenda a MP de Bolsonaro que suspende o contrato de trabalho por 4 meses

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou na noite deste domingo (22) no Diário Oficial uma MP (medida provisória) que autoriza suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses.

No período, o empregado deixa de trabalhar, assim como o empregador não pagará salário. A empresa é obrigada a oferecer curso de qualificação online ao trabalhador e a manter benefícios, como plano de saúde.

BOLSONARO ASSINA MP QUE SUSPENDE CONTRATO DE TRABALHO 

Pelo texto, a negociação individual ficará acima de acordos coletivos e da lei trabalhista. Estão preservados os direitos previstos na Constituição.

Uma MP tem força de lei pelo período de 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo prazo, até que seja apreciada pelo Congresso. Se não for votada, perde a validade.

A medida valerá durante o estado de calamidade pública em razão do coronavírus, com prazo definido até o fim deste ano.

SUSPENSÃO TERÁ QUE SER REGISTRADA EM CARTEIRA DE TRABALHO

Segundo o texto assinado por Bolsonaro, que suspende o contrato de trabalho por 4 meses, o empregador poderá conceder uma ajuda compensatória mensal, “sem natureza salarial”, “com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual“.

Para o contrato ser suspenso bastará acordo individual com o empregado ou também com um grupo de empregados. A suspensão terá de ser registrada em carteira de trabalho.

“Durante o período da suspensão contratual para qualificação profissional, não será devida a bolsa-qualificação. A ajuda compensatória pelo empregador continua opcional. A manutenção obrigatória dos benefícios voluntariamente concedidos pelo empregador foi mantida”, explica a advogada Cassia Pizzotti, sócia do escritório Demarest.

A MP, diferentemente do anunciado pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), não prevê a redução da jornada de trabalho em 50% com respectiva redução do salário pela metade.

SEGUNDO ARTIGO 503 DA CLT, JORNADA E TRABALHO PODEM SER REDUZIDOS EM 25%

No entanto, o texto estabelece que, durante o estado de calamidade, “o empregado e o empregador poderão celebrar acordo individual escrito, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, que terá preponderância sobre os demais instrumentos normativos, legais e negociais, respeitados os limites estabelecidos na Constituição”.

Dessa forma, pelo artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a jornada e o salário poderão ser reduzidos em até 25% em razão de “força maior”.

A CLT diz que “é lícita, em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, a redução geral dos salários dos empregados da empresa, proporcionalmente aos salários de cada um, não podendo, entretanto, ser superior a 25% (vinte e cinco por cento), respeitado, em qualquer caso, o salário mínimo da região”.

“No que se refere à redução salarial, o artigo 2º da MP é inconstitucional, porque a Constituição veda redução sem acordo coletivo e uma MP não se sobrepõe à Constituição. Além disso, como a MP não trouxe a aventada redução de até 50% do salário, entendo que continua prevalecendo o limite do artigo 503 da CLT (até 25%)”, diz Pizzotti.

TEXTO ASSINADO POR BOLSONARO ANTECIPA FÉRIAS INDIVIDUAIS

O texto de Bolsonaro estebelece regras para teletrabalho e outras medidas, confira abaixo!

  • antecipação de férias individuais;
  • concessão de férias coletivas;
  • aproveitamento e a antecipação de feriados;
  • banco de horas;
  • suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho;
  • direcionamento do trabalhador para qualificaçãp;
  • adia o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);

A MP diz que, no caso do teletrabalho, o empregador poderá “a seu critério, alterar o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância e determinar o retorno ao regime de trabalho presencial”.

Isso se dará “independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho”, afirma o texto.

Em relação a antecipação de férias individuais, a MP diz que o empregador informará ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico, com a indicação do período a ser gozado.

“Poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo a elas relativo não tenha transcorrido”, afirma.

O governo também mexeu nas regras de saúde no trabalho. Durante o estado de calamidade, fica suspensa a obrigatoriedade de realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto dos exames demissionais.

A MP determina a suspensão da exigência de recolhimento do FGTS pelos empregadores, referente a março, abril e maio de 2020, com vencimento em abril, maio e junho de 2020, respectivamente.

Isso pode ser feito independentemente do número de empregados, do regime de tributação, da natureza jurídica, do ramo de atividade econômica e da adesão prévia.

Ao tratar do uso de banco de horas, o governo decidiu autorizar “a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime especial de compensação de jornada”, em favor do empregador ou do empregado.

A compensação deve ocorrer no prazo de até 18 meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.

TRABALHADORES QUE PERTENCEM AO GRUPO DE RISCO SÃO PRIORIZADOS PARA GOZO DE FÉRIAS

De acordo com a medida, os trabalhadores que pertençam ao grupo de risco do coronavírus serão priorizados para o gozo de férias. A MP diz também que os empregadores poderão antecipar “o gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais”.

lula bolsonaro china

Em carta ao presidente da China, Lula diz que Bolsonaro envergonha o país

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao presidente da China, Xi Jinping, para repudiar a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (sem partido) ao acusar o país asiático como culpado pelo novo coronavírus.

O fato do presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, não ter se manifestado aos chineses gerou revolta ao petista.

“Lamento que o atual governo brasileiro não tenha feito ainda esse gesto [de desculpas] pelos canais diplomáticos e por meio do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, que deveria ter sido o primeiro a tomar tal atitude. Seu silêncio envergonha o Brasil”, escreveu Lula.

Pelo Twitter, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse que o governo chinês omitiu informações da doença. O comentário criou desconforto e preocupação em diversas autoridade do país, como o presidente da Câmara Rodrigo Maia, por causa da boa relação comercial entre Brasil e a China. A Embaixada chinesa rebateu Eduardo, dizendo que ele contraiu ‘vírus mental’.

Na carta, recebida hoje (22) pelo presidente chinês, o petista também acrescentou que a atitude de Eduardo Bolsonaro é mais uma amostra que o atual governo federal adotou uma postura na política externa de submissão aos Estados Unidos.

“Bolsonaro rebaixa as relações do Brasil com países amigos e se rebaixa como reles bajulador do presidente Donald Trump”, completou o ex-presidente. Leia a carta completa aqui.

EDUARDO BOLSONARO REBATEU CRÍTICAS

Também pelo Twitter, Eduardo Bolsonaro disse que foi mal interpretado e jamais ofendeu o povo chinês, dizendo que a interpretação é “descabida”.

“Esclareço que compartilhei a postagem critica a atuação do governo chinês na prevenção da pandemia. Esclareço ainda que meu comportamento não tem o mínimo traço de xenofobia ou algo similar”, disse ele, em uma série de publicações.

Contudo, o novo posicionamento (veja abaixo) causou nova reação da Embaixada da China: “São absurdas e preconceituosas as suas palavras, além de ser irresponsáveis. Não vale a pena refutá-las. Aconselhamos que busque informações científicas e confiáveis nas fontes sérias como a OMS, úteis para ampliar a sua visão”, finalizou.

curitiba greca ônibus coronavírus

Curitiba terá frota total de ônibus, garante Greca após reunião com Bolsonaro sobre coronavírus

Curitiba terá frota completa dos ônibus no período de combate ao coronavírus, garantiu o prefeito Rafael Greca neste domingo (22) após reunião com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A determinação do transporte público da cidade aparece após o transtorno da última sexta-feira (20), quando diversas linhas não tiveram o funcionamento do número total de veículos. A situação causou tumulto aos passageiros, que ficaram aglomerados nos terminais – desrespeitando uma das principais regras para evitar o contágio da doença.

“Nós tivemos um episódio de mal-entendido com a Comec. Linhas do nosso sistema seguraram o número de ônibus imaginando a diminuição do número de passageiros, que de fato tem caído. Mas mesmo com colégios, universidade, comércio e bares fechados, teremos frota plena”, explicou Greca.

Além disso, o prefeito também deu uma recomendação para quem for utilizar o transporte público em Curitiba.

“Se você ver que o ônibus está cheio, espere o próximo. Não vai ter espera demorada. Vai ter oferta plena, como fazemos todos os dias”, completou.

A ação evita aglomerações e contatos físicos, medidas essenciais para abaixar o risco de transmissão do coronavírus. Além dessas medidas, também são recomendadas pelo Ministério da Saúde: lavar a mão com água e sabão ou álcool gel, não dividir objetos pessoais e manter ambientes ventilados.

CORONAVÍRUS EM CURITIBA

Segundo a última atualização da Secretaria Municipal de Saúde, os casos confirmados de coronavírus subiram para 31. Segundo a infectologista Marion Burger, os dois novos casos se referem a um casal que retornou de Miami, nos Estados Unidos recentemente.

Com isso, Curitiba tem 31 casos confirmados, 279 suspeitos e 131 descartados. O único paciente em estado grave é o médico Jamal Munir Bark, que segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Marcelino Champagnat.

REUNIÃO COM O MINISTRO DA SAÚDE E BOLSONARO

O prefeito Rafael Greca teve uma reunião, por videoconferência, como o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Jair Bolsonaro na manhã deste domingo.

Greca definiu a conversa como “confortadora”, ressaltando que o governo federal deixou claro que vai suportar e apoiar a luta contra o coronavírus. Segundo ele, o governo disse que nada faltará ao SUS (Sistema Único de Saúde) no país.

“O presidente foi muito firme em dizer que não vai medir esforços para suportar a carga nesse momento difícil”, relatou Greca.

Além disso, Greca justificou a rodagem da frota total de ônibus com a orientação do governo federal em não fechar estradas ou vias de ligação. Além disso, o prefeito classificou os políticos que defendem o fechamento total das rodovias como ‘turma do fecha tudo’.

“Ele [ministro da Saúde] explicou que não pode haver bloqueio absoluto local de todas as estradas, meios de transporte, seja no transporte urbano ou de cargas. O fecha tudo é relativo, significa fique em casa. Mas não significa destruir completamente os serviços essenciais”, finalizou Greca.

Bolsonaro e Dória travam duelo em meio à crise na saúde do povo

 

É lamentável, para não dizer dantesco, o que alguns políticos de primeiro escalão estão fazendo com a fragilidade do país vitimado pelo Covid-19. O governador de São Paulo, João Dória, montou um canal de televisão aberto no Palácio dos Bandeirantes onde ele é o entrevistador, responde às suas perguntas e se postou como o dirigente da Nação. Ali ele critica o presidente Bolsonaro em recados dados para jornalistas que, infelizmente prestam este serviço ou desserviço.

No sábado, Bolsonaro disse que Dória é um “lunático” e está fazendo política em cima da pandemia do novo coronavírus. Tem razão o presidente que, por seu lado, também revela sua incapacidade de administrar o problema o qual chamou de uma “gripezinha”.

“Para falar a verdade, é um lunático. Está fazendo política em cima do caso. Um governador que nega ter usado meu nome para se eleger. Está se aproveitando para crescer politicamente. O assunto tem de ser voltado exclusivamente para o coronavírus, disse Bolsonaro, em entrevista exclusiva à CNN Brasil, na noite deste sábado, 21.

No Twitter, João Doria rebateu o ataque de Bolsonaro. “@jairbolsonaro
chama coronavírus de gripezinha e eu que sou lunático? Lidere seu País, presidente. Faça seu papel. Os governadores do Brasil estão fazendo o seu”.

ciro gomes bolsonaro coronavírus

Ciro Gomes critica Bolsonaro por posturas em relação ao coronavírus: “criminoso”

Em live nas redes sociais, Ciro Gomes criticou o presidente Jair Bolsonaro por não articular um plano de combate ao coronavírus junto com os governadores estaduais. O ex-ministro e ex-governador do Ceará ressaltou que o presidente desorienta ao afirmar, por exemplo, que o Covid-19 é uma “gripezinha” e pedir para as igrejas ficarem de portas abertas..

“Não estamos coordenados e a coordenação tem que ser do Poder Federal. Mas o presidente insiste em desorientar, desinformar e introduzir o agravante da dúvida na sociedade brasileira. Os governadores, bem intencionados, estão tentando se virar e fazer o que podem”, declarou Ciro Gomes.

Mesmo ressaltando que são adversários políticos, Ciro citou o trabalho de quatro governadores: Wilson Witzel (PSC-Rio de Janeiro), João Dória (PSDB-São Paulo), Flávio Dino (PCdoB-Maranhão) e Rui Costa (PT-Bahia).

Ciro elevou o tom ao lembrar do episódio deste sábado (21), quando Bolsonaro anunciou que os laboratórios do Exército vão ampliar a produção de claroquina. A substância, usada no combate à malária que apresentou resultados positivos com o novo coronavírus. Entretanto, ainda não existe qualquer estudo conclusivo sobre o assunto.

“Deixa de ser estúpido. As pessoas que te ouvem, e são vítimas disso, foram em massa na farmácia comprar. Esse remédio vai faltar para quem tem malária porque tu, Bolsonaro, tá dizendo que tem remédio. Criminoso”, disparou.

EDUARDO BOLSONARO: “BANDIDO”

Mesmo tendo sido derrotado nas eleições presidenciais em 2018, Ciro disse que Bolsonaro não precisa sofrer impeachment. Na visão dele, os efeitos políticos para o atual presidente já foram causados pela postura adotada até agora.

Por fim, Ciro ainda lembrou da acusação que o senador Eduardo Bolsonaro (sem partido), filho do presidente, fez à China de omitir informações do coronavírus, culpando o país asiático pela pandemia. No mesmo dia, a Embaixada chinesa respondeu dizendo que Eduardo contraiu ‘vírus mental’.

“Brigar com a China? O único lugar do mundo que tem experiência de sucesso, já resolvida, que pode nos socorrer. Qual é a e explicação? Esse bandido desse filho do Bolsonaro, para atender a propaganda imunda do Trump e dos EUA, fica esculhambando na porta da embaixada da China neste momento, o único país que pode nos ajudar”, finalizou.

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“Gripezinha”? Dória repudia declaração de Bolsonaro sobre coronavírus

João Dória criticou a declaração em que Jair Bolsonaro chamou o novo coronavírus de ‘gripezinha’. O governador ressaltou que a fala do presidente não ajuda na luta contra a doença que registra mais de 1000 casos no Brasil.

“Repúdio quem minimiza [o coronavírus] e acha que seja uma gripezinha. [Recebo a declaração] com decepção e tristeza. Gostaria de ter um presidente que liderasse o país e não relativizasse um caso tão grave”, disparou Dória.

Bolsonaro alegou que o COVID-19 ao ser questionado se iria fazer um novo teste para detectar a doença. Apesar de não publicar os testes, o presidente afirma que seus ambos deram resultado negativo para coronavírus.

“Depois de uma facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok? Se o médico ou o Ministério da Saúde recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário me comportarei como qualquer um de vocês aqui presente”, afirmou Bolsonaro.

Além disso, Dória voltou a trocar críticas com Bolsonaro em relação às medidas adotadas no combate à doença. Enquanto o presidente critica as ações “extremas” dos governadores, Dória defende a postura dos políticos estaduais e municipais.

“Na ausência dessa liderança, os governadores e prefeitos estão cumprindo suas obrigações fazendo aquilo que Bolsonaro não consegue fazer”,

SÃO PAULO DETERMINA QUARTENTA

Em combate ao coronavírus, o João Dória anunciou neste sábado (21) que todo o estado de São Paulo entrará em quarentena por 15 dias.

A medida, anunciada um dia após o governo anunciar estado de calamidade pública, vale a partir da próxima terça-feira (24) até o dia 7 de abril.

“Não assimilei e não teremos colapso no estado de São Paulo. Não foi esse o contexto do ministro”

“Isso implica na determinação, isto é, obrigação do fechamento todo o comércio e serviços não essenciais. Essa medida poderá estendida ou suprimida se houver necessidade”, disse Dória.

Com a ação, os mercados, padarias e açougues serão mantidos, mas serviços de alimentos preparados devem ser suspensos e funcionar a partir de delivery. Ou seja, bares, restaurantes e lanchonetes devem fechar suas portas.

São Paulo já chega a 15 mortes por causa do COVID-19, enquanto são mais de 9 mil casos suspeitos.

bolsonaro facada coronavírus

“Depois da facada, gripezinha não vai me derrubar”, diz Bolsonaro sobre coronavírus

Jair Bolsonaro disse, nesta sexta-feira (20), não ter medo de contrair o novo coronavírus. Aos 64 anos, o presidente está no grupo de risco da doença.

“Depois de uma facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok? Se o médico ou o Ministério da Saúde recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário me comportarei como qualquer um de vocês aqui presente”, disse ele ao encerrar entrevista coletiva dada nesta sexta-feira (20).

Apesar de não ter divulgado nenhum exame, Bolsonaro afirma que seus dois testes deram resultado negativo para o COVID-19.

Entretanto, 23 pessoas que participaram da comitiva do governo federal aos Estados Unidos já foram diagnosticadas com a doença. Entre eles, estão os ministros General Heleno, da GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque, de Minas e Energia, além de Fábio Wajngarten, secretário de Comunicação.

MINISTRO SAI EM DEFESA DE BOLSONARO

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez um apelo para que deixem de insistir no resultado do presidente.

“O presidente tem um médico pessoal, que o acompanha diariamente”, ressaltou.

Mandetta disse que o governo identificou hackers tentando conseguir listas de pessoas públicas infectadas. Além disso, ele ressaltou que 85% das pessoas que contraírem o coronavírus podem apresentar, no máximo, sintomas leves. Ou seja, não terão qualquer complicação da doença.

“Tem gente entrando dentro de computador de laboratório para saber se artista, apresentador, cara da novela, fizeram o exame. Não pode ser assim, calma”, completou.

MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA 11 ÓBITOS

Segundo o balanço feito pelo Ministério da Saúde, o coronavírus já causou 11 mortes no país e tem 904 pessoas infectadas.

No Paraná, um médico está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em estado grave.

Bolsonaro critica medidas extremas adotada por governadores

 

 

Em resposta às críticas do governador do Estado de São Paulo, João Doria, que, durante coletiva à imprensa nesta sexta-feira criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro sobre sua participação e ações para combater o coronavírus, sugerindo que ele estava fazendo tudo errado, o presidente da República afirmou ser contrário a algumas medidas aplicadas por governadores para conter a disseminação do Covid-19.

“Tem certos governadores que estão tomando medidas extremas que não competem a eles, como fechar aeroportos, rodovias, shoppings e feiras”, disse Bolsonaro a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada, pela manhã. Manifestou preocupação também ao saber que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, decidiu fechar as divisas da capital e suspender o transporte de passageiros, por terra e ar.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nota dizendo que caberia à União determinar o fechamento. “Aeroportos são bens públicos da União Federal. Visando o interesse público, cabe à União determinar o fechamento de aeroportos e de fronteiras”, diz a nota.

Bolsonaro defendeu que sejam estabelecidas ações “equilibradas” para conter a doença como forma de minimizar os impactos na economia. O presidente afirmou que, apesar de o novo coronavírus ser letal, muitos podem morrer de fome por não terem condições de comprar alimentos. “A pessoa com a alimentação deficitária é mais propensa a pegar o vírus e complicar a situação sanitária”, afirmou. Para ele, a situação é mais grave para o trabalhadores informais, sem vínculo empregatício, que ficarão em casa sem conseguir trabalhar por causa da redução de movimentos nas ruas.