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Delação de Palocci compromete Guido Mantega, COPOM e Banco Central

O ex-ministro Antonio Palocci, que comandou a Fazenda e a Casa Civil em diferentes momentos durante gestões petistas, contou em seu acordo de delação premiada detalhes de como teriam funcionado, entre 2010 e 2012, vazamentos de informações sobre a taxa básica de juros (Selic) definidas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central).

Palocci fala de negociações entre o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o banqueiro André Esteves, sócio do BTG que ocupava a presidência do banco no período que é alvo da investigação.
Nesta quinta-feira (3), o MPF (Ministério Público Federal) e a PF (Polícia Federal) deflagraram a operação Estrela Cadente e cumpriram mandado de busca e apreensão na sede do banco BTG Pactual, em São Paulo.

Em um de seus depoimentos, Palocci narra um episódio que teria ocorrido em agosto de 2011, época em que houve a polêmica decisão do BC de dar um “cavalo de pau” na política monetária.

Segundo Palocci, o então presidente do BC, Alexandre Tombini, informou para a presidente Dilma Rousseff que, “contrariando a posição que vinha tendo, de aumentar a taxa de juros da Selic, iria diminuí-la” e que Mantega passou essas informações para Esteves, “que operou no mercado com informação privilegiada.”

Desde o início do governo Dilma, naquele mesmo ano, o Copom vinha subindo a taxa básica para controlar a inflação.

Em julho, o juro foi elevado de 12,25% para 12,50% ao ano. Em agosto, a instituição anunciou um corte para 12% ao ano, surpreendendo o mercado financeiro.

Não é comum um BC, em qualquer lugar do mundo, alterar a trajetória da política monetária em um espaço tão curto de tempo.

No depoimento, Palocci cita a explicação dada na época por Tombini e afirma que “a alteração no curso da taxa de juros era necessária por causa da volta da crise na Europa e do consequente resfriamento da atividade econômica que viria a atingir todos os países, inclusive o Brasil.”

A previsão, no entanto, não se confirmou. Os juros continuaram caindo, a inflação subiu e, em abril de 2013, o BC voltou a elevar a taxa básica, o que iria contribuir para a recessão iniciada em 2014.

Na delação, Palocci diz que Esteves era o responsável por cuidar das finanças do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e do PT. E que o banqueiro havia disponibilizado dentro de seus fundos no BTG “espécie de contas que serviriam aos interesses do PT, de Lula e familiares.”
Palocci narra que, ao saber antecipadamente da mudança no rumo dos juros, Esteves “buscava enriquecimento pessoal e também as contas do PT.”

O MPF afirma que as informações teriam sido utilizadas para alavancar os ganhos de um fundo batizado de Bintang, que quer dizer “A Estrela” em indonésio.
Esse fundo tinha um único cotista, que também atuava como o gestor do fundo. O gestor de um fundo é a pessoa responsável por tomar as decisões de compra e venda de ativos. O BTG era administrador – figura que é responsável por constituir e operacionalizar o funcionamento do fundo. O fundo foi criado em 2010 e encerrado em 2013.

Em outubro de 2011, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu investigação por considerar atípicas muitas das movimentações desse fundo. Apenas naquele ano (que foi o do cavalo de pau do BC), o Bintang teve um rendimento de 400%. A CVM informou que as investigações terminaram sem que fossem constatadas irregularidades.

Todas as informações estão no termo de colaboração número 9 de Palocci, fechado com a PF de Curitiba em 2018. Outros detalhes, como o nome desse fundo, foram fornecidos pelo ex-ministro em depoimentos prestados à PF de Brasília.

No depoimento, Palocci afirma ainda que “recebeu reclamações de outros personagens do mercado financeiro, além de outros clientes de sua empresa de consultoria, que acreditavam que o colaborador [Palocci] havia passado a informação privilegiada a André Esteves e não a havia compartilhado com eles”. Disse também que “explicou a tais pessoas que não havia tido qualquer participação no episódio”.

Recentemente, Palocci passou dois dias inteiros na Superintendência da PF em SP dando detalhes sobre os fatos narrados contra o sistema financeiro. Os anexos foram repassados pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), para os delegados da capital paulista, que estão apurando as denúncias.
O ex-ministro citou casos envolvendo os bancos Bradesco, Safra, BTG, Itaú Unibanco e Banco do Brasil.

OUTRO LADO

Procurado, o BTG afirma que o fundo possuía um único cotista pessoa física, que nunca foi funcionário do banco ou teve qualquer vínculo profissional com o BTG ou qualquer de seus sócios.
“O Banco BTG Pactual exerceu apenas o papel de administrador do referido fundo, não tendo qualquer poder de gestão ou participação no mesmo.”
O Banco Central afirmou “que não foi comunicado sobre o conteúdo da Operação Estrela Cadente, que corre sob segredo de Justiça.”
O advogado do ex-ministro Guido Mantega, Fábio Tofic Simantob, diz que “Palocci fez um admirável feito. Conseguiu juntar fatos aleatórios, sem qualquer relação uns com os outros, para criar uma narrativa falsa mas que fosse capaz de seduzir a polícia, já que nem o MPF caiu na sua ladainha”.
A reportagem não localizou Alexandre Tombini, o ex-presidente do Banco Central, até a publicação deste texto.

inflação

Inflação está em níveis “confortáveis”, diz ata do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) considera que a inflação está em níveis “apropriados ou confortáveis”. A informação, divulgada hoje (12), consta da ata da última reunião do comitê, que decidiu na semana passada manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, o mínimo histórico.

“Diversas medidas de inflação subjacente [ação que procura captar a tendência dos preços, desconsiderando variações temporárias] se encontram em níveis apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária [definição da taxa Selic]”, diz a ata.

O Copom, mais uma vez, optou por não dar indicações sobre as próximas reuniões para definir a Selic. “Todos concordaram que a atual conjuntura recomenda manutenção de maior flexibilidade para condução da política monetária, o que implica abster-se de fornecer indicações de seus próximos passos. Os membros do Copom [diretoria do BC] reforçaram a importância de enfatizar o compromisso de conduzir a política monetária visando a manter a trajetória da inflação em linha com as metas”, destaca o comitê.

Com relação ao cenário externo, o Copom avaliou que permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos” para a inflação no Brasil. “Diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia]”. O aumento das taxas de juros de países como Estados Unidos pode levar à saída de investidores de nações emergentes, como o Brasil, para aplicar em títulos americanos, o que leva à alta do dólar.

No mercado interno, o nível de ociosidade elevado da economia brasileira pode fazer com que a inflação fique abaixo do esperado. Por outro lado, diz o Copom, “uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira” pode elevar a inflação.

Na semana passada, pela sétima vez seguida, o Copom manteve os juros básicos da economia. A decisão unânime era esperada pelos analistas financeiros.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Copom realiza última reunião do ano, com expectativa de manter Selic

A última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, será realizada na próxima terça-feira (11) e quarta-feira (12), em Brasília. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reunirá pela oitava vez este ano. A expectativa de instituições financeiras ouvidas pelo BC é de manutenção da Selic em 6,5% ao ano, o menor patamar histórico.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes na Selic, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse processo durou até março deste ano, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico. Nas reuniões de maio, junho, agosto, setembro e outubro de 2018, o Copom optou por manter a Selic em 6,5% ao ano.

Para as instituições financeiras, a Selic deve voltar a subir em 2019, encerrando o período em 7,75% ao ano. A primeira reunião do Copom de 2019 será realizada em fevereiro.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula alta de 4,05% nos 12 meses terminados em novembro, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A manutenção da Selic na reunião que começa terça-feira, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Taxa Selic é mantida em 6,5% ao ano pelo Copom

O Comitê de Política Monetária – Copom, acredita na estabilidade do mercado e não alterou a Taxa Selic durante a última reunião que ocorreu nos dias 31 de julho e 1º de agosto. De acordo com o Comunicado nº 32.381 divulgado ao término da reunião, o Comitê entende que os efeitos da paralisação dos caminhoneiros no final de maio não são permanentes e os impactos nos indicadores de inflação que ocorreram nos últimos meses são temporários e serão revertidos.

Leia abaixo síntese do economista Jefrey Albers, do Departamento Técnico Econômico do Sistema FAEP/SENAR-PR:

No cenário externo a principal ameaça está relacionada às incertezas do comércio internacional e às taxas de juros dos países desenvolvidos, porém as economias emergentes ainda mantêm-se atrativas aos investidores.

O conjunto das perspectivas internas e externas desenham um cenário de recuperação das taxas de inflação no patamar de 4,1% ao ano para 2018 e 2019 segundo a pesquisa Focus, supondo o fechamento de 2018 com taxa de juros (Selic) de 6,5% ao ano e taxa de câmbio do dólar em R$ 3,70.

O Comitê ainda ressalta a necessidade pela continuidade do processo de reformas e ajustes na economia nacional para que a inflação baixa seja preservada no médio e longo prazos e volta a se reunir em 18 e 19 de setembro para analisar a conjuntura nacional e mundial e definir os direcionamentos da economia brasileira.

O comunicado 32.281 pode ser lido na íntegra no site do Banco Central.

Copom decide hoje se reduz taxa básica de juros ao menor nível da história

Da Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (7), em Brasília, se deve baixar a taxa básica de juros de 7% para 6,75% ao ano, conforme expectativa do mercado financeiro. A decisão do Copom, na primeira reunião deste ano, será divulgada no começo da noite. Se a expectativa se confirmar, será o 11º corte seguido na taxa básica.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, até então o menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia, chegando a 7% ao ano em dezembro de 2017.

A Taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos publicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais de juros da economia.

Ao reajustar a Selic para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, a tendência do Copom é baratear o crédito e incentivar a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Copom pode reduzir juros básicos pela 11ª vez seguida

Por Wellton Máximo, Agência Brasil

Pouco mais de um mês depois de reduzir os juros básicos para o menor nível da história, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) faz a primeira reunião de 2018 esta semana para definir os rumos da Taxa Selic. A expectativa de instituições financeiras é que os juros caiam de 7% para 6,75% ao ano.

Se a expectativa se confirmar, será o 11º corte seguido na taxa básica. Em dezembro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% para 7% ao ano, o menor nível da história.

Anteriormente, o recorde inferior da taxa Selic havia sido registrado de outubro de 2012 a abril de 2013, quando a taxa ficou em 7,25% ao ano. Em seguida, a taxa foi reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Inflação

Apesar da expectativa do mercado financeiro de nova redução dos juros, o ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Eduardo Freitas diz que o ideal seria a autoridade monetária manter os juros básicos em 7% ao ano e esperar a próxima reunião, no fim de março, para decidir se baixará os juros. Segundo ele, a taxa real – diferença entre a Selic e a inflação – está baixa, e uma nova redução traria o risco de a inflação ter uma leve alta.

“Minha impressão é que o Banco Central não tem espaço para cortar mais 0,25 ponto percentual da Selic. Isso pressionaria a demanda, que pode ficar em excesso num momento de recuperação econômica e resultar na elevação de preços lá na frente. Eu preferiria esperar até março para ver se a economia vai se firmar para decidir se é possível uma nova redução”, diz Freitas.

A expectativa do mercado financeiro é que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 3,95%, abaixo do centro da meta de, 4,5%. Para o ex-diretor do Banco Central, também não existem motivos para o Banco Central aumentar os juros, mesmo com as seguidas altas nos preços dos combustíveis. “Os combustíveis têm peso fraco no IPCA. O índice de inflação é uma média e é importante lembrar que os demais preços estão sob controle. Não vai existir uma supersafra este ano, mas isso não significa que os preços dos alimentos vão subir”, acrescenta.

Apesar de recentes oscilações do dólar, Freitas diz que não existe uma pressão do câmbio sobre os preços no momento. Ele ressalta que o quadro pode mudar dependendo da economia internacional e das tensões eleitorais no Brasil, mas hoje considera remota a possibilidade de alta na Selic nos próximos meses. “Nem existe uma pressão cambial. O dólar está comportado. Na verdade, os fatores externos estão neutros este ano, o que não justificaria um aumento de juros neste e nos próximos meses”, acrescenta.

Referência

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, a tendência do Copom é baratear o crédito e incentivar a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Copom reduz juros básicos para 7%, menor nível da história

Por Wellton Máximo, Agência Brasil

Pela décima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (6) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a redução, a Selic atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o nível mais baixo da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Apesar do corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e 0,5 ponto na reunião. Em nota, o BC informou que a inflação está se comportando como o esperado e indicou que pode continuar a cortar os juros básicos na próxima reunião do Copom, no fim de janeiro.

“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores. Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,42% em outubro. Nos 12 meses terminados em outubro, o índice acumula 2,7%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%.

Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2017 em 3,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,03%, mesmo com os aumentos recentes nos preços dos combustíveis.

Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 0,89% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. A estimativa está superior à do último Relatório de Inflação, divulgado em setembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 0,7% este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Copom define nova taxa básica de juros nesta quarta-feira (6)

Por Kelly Oliveira, Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) volta a se reunir hoje (6), com a expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic. A primeira parte da reunião foi realizada nesta terça-feira (5) e nesta quarta-feira, por volta das 18h20, será divulgada a decisão da diretoria do BC.

A taxa básica de juros poderá chegar ao menor nível da história. Com a inflação mais baixa, a expectativa de instituições financeiras é de que a taxa seja reduzida de 7,5% para 7% ao ano.

Se a expectativa se confirmar, será o décimo corte seguido na taxa básica. Em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. Com essa redução, a taxa se igualou ao nível de maio de 2013.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, o menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

A expectativa do mercado financeiro é de que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 3,03%, quase no piso da meta (3%). Essa meta tem como centro 4,5%. Para 2018, a previsão é de que a inflação fique um pouco maior, mas ainda abaixo do centro da meta, em 4,02%.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Copom inicia hoje reunião para definir taxa de juros; Selic pode cair para 9,25%

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (25), em Brasília, a quinta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Instituições financeiras, consultadas pelo BC, esperam que a Selic seja reduzida em 1 ponto percentual caindo para 9,25% ao ano.

Hoje, pela manhã, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e diretores do banco analisam o mercado. À tarde, é feita a análise de conjuntura. Amanhã (26), à tarde, no segundo dia de reunião, após estudo da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, a diretoria do BC define a taxa. A decisão será anunciada às 18h. Para o mercado financeiro, a Selic continuará a ser reduzida em 2017, encerrando o período em 8% ao ano.

A taxa Selic vem sendo diminuída desde outubro do ano passado, quando passou de 14,25% para 14% ao ano. Em novembro, houve mais um corte de 0,25 ponto percentual, seguido por reduções de 0,75 ponto percentual em janeiro e em fevereiro. O Copom acelerou o ritmo de cortes para 1 ponto percentual nas reuniões de abril e maio. Atualmente, a taxa está em 10,25% ao ano.

Com o aumento dos tributos sobre combustíveis, o mercado financeiro aumentou levemente a projeção para a inflação, após sete reduções seguidas. Entretanto, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua abaixo do centro da meta a ser perseguida pelo BC, que é 4,5%. Para o mercado financeiro, a inflação vai encerrar 2017 em 3,33%.

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e consequentemente a inflação. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Copom indica que pode intensificar corte na taxa básica de juros

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) pode intensificar o ritmo de cortes na taxa básica de juros (Selic). A indicação da nova estratégia consta da ata da última reunião do comitê, divulgada nesta quinta-feira (2). No último dia 22, o Copom anunciou o quarto corte seguido na taxa. Por unanimidade, o comitê reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, de 13% ao ano para 12,25% ao ano.

Com a recessão econômica e as expectativas de inflação em queda, o comitê indica que os próximos cortes podem ser maiores do que o da reunião passada de 0,75 ponto percentual. “Com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação na meta para 2018 e marginalmente abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário básico do Copom prescreve antecipação do ciclo de distensão da política monetária [redução da Selic]”, diz a ata.

A projeção de inflação do Copom para 2017 caiu em relação à estimativa prevista em janeiro e ficou em torno de 4,2%, abaixo do centro da meta de 4,5%. Para o próximo ano está ao redor de 4,5%. Para instituições financeiras consultadas pelo BC, a inflação ficará em 4,36%, em 2017 e em 4,5% em 2018.

Na ata, o Copom diz também que se os cortes forem maiores, o ciclo de redução da Selic (período de cortes) pode ser menor. Ou seja, em vez de ir cortando a Selic aos poucos a cada reunião, o Copom pode fazer reduções maiores na taxa em um período menor de tempo. As reuniões do Copom ocorrem aproximadamente a cada 45 dias. A próxima reunião está marcada para os dias 11 e 12 de abril.

O Copom ressalta que a aprovação e implementação de reformas fiscais são fundamentais para a sustentabilidade da desinflação e para a redução da taxa de juros ao longo do tempo. “Por fim, os membros do Copom destacaram a importância de outras reformas e investimentos em infraestrutura que visam ao aumento de produtividade, a ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. Estes esforços são fundamentais para a estabilização e retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira”, diz a ata.

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. No ano passado, a economia registrou retração. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a queda ficou em 4,34%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar o PIB de 2016 no próximo dia 7. O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país

A taxa básica é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda, que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros

Com Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou nesta terça-feira (18) a penúltima reunião do ano para definir a taxa básica de juros (Selic).

O anúncio da decisão deve ser feito amanhã (19), por volta de 18h, após a segunda parte da reunião.

Hoje, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e os diretores fazem a análise de mercado. À tarde, será feita a análise de conjuntura. No segundo dia de reunião, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, a diretoria do BC define a taxa.

Controle da inflação

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Se o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o comitê considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. Pelas expectativas de instituições financeiras pesquisadas pelo BC, a Selic deve cair para 14% ao ano, nesta reunião. Em novembro, na última reunião deste ano, a Selic deve voltar a cair, ficando em13,5% ao ano.

Possível redução

O economista da Órama Investimentos e professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo, também considera que o Copom iniciará um ciclo de redução dos juros, com corte de 0,25%.

“Nossa expectativa é de uma redução de 0,25%, que iniciará um longo movimento de queda, que se estenderá por todo ano que vem”, avaliou.

O economista acrescentou que a redução nos preços dos alimentos e a queda nos preços dos combustíveis, anunciada na última sexta-feira (14) pela Petrobras, são fatores fundamentais que “autorizam” o BC a iniciar o ciclo de redução da taxa básica.

Espirito Santo acredita que ao longo de 2017 a Selic deve cair e encerrar o período em 10,5% ou até 10% ao ano. “Apesar da queda, ainda assim teremos taxas elevadas no país. O desafio é recuperar os investimentos produtivos para que o emprego retorne, e a taxa de desemprego passe a cair. Sem queda importante de juros isso não ocorrerá”, destacou.

PEC do Teto dos Gastos Públicos

Para Espírito Santo, a aprovação da Proposto de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo por 20 anos é um fator a ser considerado pelo BC.

“Precisamos voltar à responsabilidade fiscal, escanteada nos últimos anos. Podem-se questionar alguns pontos da PEC, como o prazo, por exemplo, mas a direção é essa”, destacou. Mas para ele, outras reformas serão necessárias, como a da previdência, para que haja reequilíbrio das contas públicas no longo prazo.

 

Copom se reúne nesta semana com expectativa de redução de juros

Com expectativa de redução nos juros básicos da economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se nesta semana para definir a taxa básica de juros (Selic).

A reunião começa na terça-feira (18) e termina na quarta (19).

Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. Pelas expectativas de instituições financeiras, a Selic deve cair para 14% ao ano na próxima reunião. A estimativa de queda, no entanto, pode subir após a decisão da Petrobras de reduzir os preços dos combustíveis, divulgada na última sexta-feira (14).

As projeções para a taxa Selic constam do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada toda segunda-feira pelo Banco Central (BC). Caso a Selic caia, será a primeira queda nos juros básicos da economia desde outubro de 2012.

Novo formato

Este será o terceiro encontro sob o comando do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que fez mudanças na comunicação e no formato da reunião.

Anteriormente, em dias de reuniões do Copom, a diretoria do BC participava, na parte da manhã, de análises de mercado e, à tarde, tinha início o colegiado para definir a Selic. Agora, o BC incorporou a análise de mercados à reunião do Copom, no período da manhã. À tarde, é feita a análise da conjuntura.

No segundo dia de reunião, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente do Banco Central definem a taxa. O horário de divulgação da taxa foi antecipado e agora sai pouco depois das 18h, em vez de sair no intervalo entre 19h30 e 21h. O comunicado passou a ser mais amplo, incluindo trechos de análises da conjuntura econômica.

Goldfajn também alterou o dia de divulgação da ata da reunião com as explicações para a decisão sobre a Selic. Agora, o documento é divulgado na terça-feira, e não mais na quinta-feira da semana seguinte à reunião.

Inflação

Principal instrumento do BC para controlar a inflação, a taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Ao aumentar a Selic, o Copom tenta conter a demanda, provocando reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A medida, no entanto, enfraquece o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Após reunião do Copom, dólar abre o dia estável

Pela oitava vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve, nesta quarta-feira (20), a taxa Selic em 14,25% ao ano. Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. Com um cenário interno mais estável, o mercado brasileiro agora aguarda as novidades do exterior.

Saiba mais no boletim de abertura de mercado desta quinta-feira (21), com o superintendente regional da câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

Na contramão do exterior, onde a maioria das moedas emergentes desvalorizou ante o dólar ontem, aqui, a divisa norte-americana perdeu para o real. As expectativas melhores sobre a economia brasileira para o segundo semestre de 2016 e o ano de 2017, divulgadas pelo FMI e pelo Instituto internacional de Finanças, fizeram o preço no mercado de câmbio doméstico. À tarde, a cotação da moeda dos EUA exibiu pouca volatilidade, com os agentes domésticos aguardando o comunicado do Banco Central após a decisão da política monetária do COPOM. Ao final da sessão, o dólar fechou cotado em R$ 3,2473, recuo de 0,30%.

Hoje, tem a decisão da política monetária do Banco Central Europeu e, em seguida, a entrevista do seu presidente, Mario Draghi. As apostas são de manutenção dos juros. A expectativa maior recai sobre a fala de Draghi, que pode dar pistas sobre novos estímulos para setembro, na investida contra a desaceleração global após a saída do Reino Unidos da União Europeia no mês passado. No aguardo da decisão, as principais bolsas europeias e futuros americanos operam em leve queda, com viés de proteção e cautela. O preço do barril de petróleo tem leve queda e o dólar exibe direções divergentes ante as moedas fortes e emergentes.

Internamente, como esperado, o COPOM manteve a taxa SELIC inalterada em 14,25%. A novidade da gestão de Ilan Goldfajn foi o comunicado mais extenso e detalhado, trazendo até a estimativa para inflação de 2017 e indicando que não há espaço para corte de juros no curto prazo. No mercado de câmbio doméstico, o dólar deve abrir estável, com viés de alta, em linha com o comportamento da divisa no exterior, até a divulgação da política monetária do BCE e da entrevista do seu presidente, Mario Draghi.

Acompanhe os dados do mercado em www.slw.com.br

Copom: Banco Central passa a divulgar taxa Selic apenas pela internet

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O Banco Central (BC) informou que a nota à imprensa sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) passará a ser divulgada exclusivamente no site da autarquia (www.bcb.gov.br), imediatamente após o término da reunião, a partir das 18 horas. Anteriormente, além da publicação no site, o BC anunciava a decisão para a imprensa.

O BC também informou que o comunicado e a ata da reunião terão formatos distintos daqueles publicados até a última reunião, mas não explicou quais mudanças serão feitas.

Hoje, será anunciada decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, na primeira reunião do Copom sob o comando do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn.

Ao assumir o cargo, em junho, Goldfajn disse que um “elemento essencial” na atuação do BC em relação à taxa básica de juros, a Selic, e a inflação é “a comunicação contínua com a sociedade”. Ele defendeu que a “comunicação precisa ser simples, direta e concisa de modo a transmitir da melhor forma a visão do Banco Central, inclusive as incertezas quanto à perspectiva e diferentes trajetórias para a conjuntura econômica”, disse. “A comunicação do Banco Central precisa também deixar claras as condições necessárias para as perspectivas apresentadas”, acrescentou. O BC recebeu críticas na gestão de Alexandre Tombini quanto à comunicação, considera confusa por analistas.

No último dia 12, o Banco Central anunciou também que, a partir desta reunião, a divulgação da taxa ocorrerá por volta das 18h, cerca de uma hora depois do fechamento do mercado financeiro. Anteriormente, a taxa Selic era divulgada entre 19h30 e 21h. O BC anunciou ainda a alteração do dia de divulgação da ata da reunião, com as explicações para a decisão sobre a Selic. Agora, esse documento será divulgado na terça-feira seguinte e não mais às quintas-feiras.

Como funciona

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. Pelas expectativas de instituições financeiras, a Selic será mantida nesse patamar na reunião deste mês, mas até o final do ano será reduzida, mesmo com o discurso do BC de que não há espaço para cortes na Selic. De acordo com as projeções, ao final de 2016 a taxa Selic estará em 13,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de mais cortes na taxa Selic, que encerrá o período em 11% ao ano.

De acordo com a pesquisa do BC junto ao mercado financeiro, a Selic começará a cair em outubro deste ano, quando deve ficar em 13,75%, com nova queda em dezembro para 13,25% ao ano. Na reunião marcada para agosto deste ano, não há expectativa de redução da Selic. Por essas projeções, a Selic continuará a ser reduzida no próximo ano até outubro, quando deve chegar a 11% ao ano e será mantida nesse patamar na reunião do Copom de dezembro de 2017.

Mercado acompanha reunião do Copom

Confira o boletim de abertura de mercado desta quarta-feira (20), com o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Corrêa:

A divulgação, ontem, do índice de sentimento econômico medido pelo Instituto ZEW na Alemanha – que despencou de 19,2 em junho para -6,8 em julho – refletiu as preocupações dos investidores com atentado terrorista na França, os possíveis efeitos do Brexit e a tentativa de golpe na Turquia.

O cenário ruim fez os agentes evitarem novamente os ativos de risco e de maior rentabilidade, migrando para a segurança dos Títulos americanos e alemães, além da busca pelo dólar americano. Durante a tarde, o FMI e o Instituto Internacional de Finanças (IIF) melhoraram as previsões de crescimento econômico para o Brasil em 2016 e 2017. Com isso, o dólar reduziu suas perdas ante o real e fechou cotado em R$ 3,2572, leve alta de 0,22%, após ter registrado a máxima de R$ 3,277 durante a manhã.

As principais bolsas europeias e futuros americanos ensaiam uma recuperação hoje, após as perdas de véspera com balanços mistos nos Estados Unidos e o indicador de confiança fraco na Alemanha. O movimento externo está amparado na divulgação da taxa de desemprego no Reino Unido, que caiu ao menor patamar desde 2005, em 4,9%.

Aqui, os players locais vão monitorar a reunião do COPOM, com seu novo presidente, Ilan Goldfajn, e a nova diretoria. As apostas são de manutenção da taxa SELIC. O que o mercado quer ver é o comunicado divulgado logo após a decisão da politica monetária, prevista para as 18h30.

No mercado de câmbio internacional, o dólar tem direções divergentes entre as demais moedas. Aqui, a divisa dos Estados Unidos tende a abrir com um leve viés de queda.

Acompanhe os dados do mercado em www.slw.com.br

Copom inicia reunião para definir Selic nesta terça-feira

Fonte: Agência Brasil

A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sob o comando do novo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, tem início na tarde desta terça-feira (19), em Brasília. A segunda parte da reunião será realizada amanhã (20), quando será divulgada a decisão do colegiado sobre a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano.

Esta será também a primeira reunião com a participação de quatro novos diretores: Carlos Viana de Carvalho (Política Econômica), Tiago Couto Berriel (Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos), Reinaldo Le Grazie (Política Monetária) e Isaac Sidney Menezes Ferreira (Relacionamento Institucional e Cidadania).

A decisão do Copom sobre a Selic será tomada no momento em que a inflação mostra sinais de que está cedendo e a atividade econômica permanece em queda. Em junho, a inflação – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – caiu 0,43 ponto percentual em relação a maio ao passar de 0,78% para 0,35%. Com a desaceleração, o IPCA fechou o primeiro semestre do ano com alta acumulada de 4,42%, resultado abaixo dos 6,17% registrados em igual período de 2015. Em 12 meses, o IPCA ficou em 8,84%, 0,48 ponto percentual abaixo dos 9,32% dos 12 meses anteriores.

Já a atividade econômica voltou a cair em maio. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou queda de 0,51% em maio, comparado a abril. Em abril, houve uma interrupção de 15 meses seguidos de queda, com crescimento de 0,07%, na comparação com março, de acordo com dados atualizados. Em 12 meses encerrados em maio, a retração ficou em 5,43% e no ano, em 5,79%.

Meta de inflação

No último dia 28, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que alcançar o centro da meta de inflação, de 4,5%, em 2017 é uma expectativa ambiciosa e crível. Para ele, atingir esse objetivo é algo ambicioso porque a inflação em 2015 foi “mais que o dobro da meta”.

“O ano de 2015 foi de choque, inflação muito elevada, em parte devido à depreciação forte [do real], a inflação de [preços] administrados muito forte. Desde então, o objetivo do regime de metas tem sido fazer a convergência de volta para o centro da meta”, disse, ao divulgar o Relatório de Inflação.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do BC) é de 4,5% e pode chegar ao máximo de 6,5% este ano e 6% em 2017. Entretanto, para este ano, o BC projeta estouro da meta de inflação por conta da alta dos preços administrados e também dos agrícolas. De acordo com as estimativas do BC, a inflação deve ficar em 6,9%, este ano, e em 4,7%, em 2017.

Taxa básica

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. Pelas expectativas de instituições financeiras, a Selic será mantida nesse patamar na reunião deste mês, mas até o final do ano será reduzida, mesmo com o discurso do BC de que não há espaço para cortes na Selic. De acordo com as projeções, ao final de 2016 a Selic estará em 13,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de mais cortes na taxa Selic, que encerrá o período em 11% ao ano.

De acordo com a pesquisa do BC às instituições financeira, a Selic começará a cair em outubro deste ano, quando deve ficar em 13,75%, com nova queda em dezembro para 13,25% ao ano. Na reunião marcada para agosto deste ano, não há expectativa de redução da Selic. Por essas projeções, a Selic continuará a ser reduzida no próximo ano até outubro, quando deve chegar a 11% ao ano e será mantida nesse patamar na reunião do Copom de dezembro de 2017.

Novidades

No primeiro dia de reunião do Copom, chefes de departamentos do BC apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais e o mercado monetário, entre outros assuntos. No segundo dia, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente do banco definem a taxa.

No último dia 12, o BC anunciou que, a partir desta reunião, a divulgação da taxa ocorrerá por volta das 18h, cerca de uma hora depois do fechamento do mercado financeiro. Anteriormente, a taxa Selic era anunciada entre 19h30 e 21h.

Para a alteração, o horário de começo do segundo dia de reunião do Copom mudou de 16h30 para 14h. O BC também anunciou a alteração do dia de divulgação da ata da reunião, com as explicações para a decisão sobre a Selic. Agora, esse documento será divulgado na terça-feira seguinte e não mais às quintas-feiras.

Outra novidade é que, nesta primeira reunião sob o comando de Goldfajn, fotógrafos e cinegrafistas poderão fazer registros de imagens do início do encontro. Na gestão de Alexandre Tombini também houve, uma vez, abertura para registro de imagens, segundo a assessoria de imprensa do BC.

Copom mantém juros básicos em 14,25% ao ano pela sétima vez seguida

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (8) a taxa Selic em 14,25% ao ano.

A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa permanecerá inalterada até o fim do ano.

Em comunicado, o Copom informou que a inflação acumulada em 12 meses não permite cortes na taxa de juros.

“O comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em 12 meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para a flexibilização da política monetária”, diz o texto.

Essa foi a última reunião do Copom comandada por Alexandre Tombini, que deverá assumir o posto de representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI). A partir do próximo encontro, em 19 e 20 de julho, o comitê será presidido por Ilan Goldfajn, cuja indicação para a presidência do Banco Central foi aprovada ontem (7) pelo Senado.

Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. A Selic é o principal instrumento do banco para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou 9,32% nos 12 meses encerrados em maio, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro.

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetáriaestima que o IPCA encerre 2016 entre 6,6% e 6,9%. O mercado está mais pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA fechará o ano em 7,12%.

Há três semanas seguidas, o mercado eleva a estimativa de inflação. Apesar da queda do dólar, o impacto de preços administrados, como a elevação da conta de água em várias capitais, tem contribuído para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. Nos próximos meses, aexpectativa é que a inflação desacelere por causa do agravamento da crise econômica.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento ou a manutenção da taxa Selic em níveis elevados prejudica a economia. Isso porque os juros altos intensificam a queda na produção e no consumo. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam contração de 3,88% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. NoRelatório de Inflação, o BC prevê retração de 3,5%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e  incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Copom mantém juros em 14,25% ao ano

Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve por unanimidade, nesta quarta-feira (27), a taxa Selic em 14,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa permanecerá inalterada até o fim do ano.

Em comunicado, o Copom informou que o nível atual de inflação não permite ao Banco Central começar a reduzir os juros básicos agora. “O comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado de inflação em 12 meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para a flexibilização da política monetária”, informou o texto.

Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. A Selic é o principal instrumento do banco para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou 9,39% nos 12 meses encerrados em março, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro.

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2016 entre 6,6% e 6,9%. O mercado está mais pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA fechará o ano em 6,98%.

Há sete semanas seguidas, o mercado reduz a estimativa de inflação. Além do fim do impacto da elevação de preços administrados (como energia e combustíveis), a queda do dólar tem contribuído para a diminuição dos índices de preços. Nos próximos meses, a expectativa é que a inflação desacelere ainda mais por causa do agravamento da crise econômica.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento ou a manutenção da taxa Selic em níveis elevados prejudica a economia. Isso porque os juros altos intensificam a queda na produção e no consumo. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam contração de 3,88% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No Relatório de Inflação, o BC prevê retração de 3,5%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Fonte: Agência Brasil

inflação aumenta

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação este ano para 3,29%

Após onze semanas em queda, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,26% para 3,29%.

A informação consta do boletim Focus, publicado `{as segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2020, a estimativa de inflação caiu de 3,66% para 3,60%, na quinta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5,5% ao ano.

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2010 e 2022, as instituições financeiras estimam que a Selic termine o período em 6,38% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente.

CRÉDITO MAIS BARATO

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Já quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. E a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

ATIVIDADE ECONÔMICA

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 0,88% para 0,91%. As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020.

Estimativa de inflação cai pela 11ª vez seguida para 3,26%

Instituições financeiras reduziram, pela 11ª vez seguida, a estimativa para a inflação este ano. Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, desta vez passou de 3,28% para 3,26% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,73% para 3,66%, na quarta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Com expectativa de inflação em queda, o mercado financeiro reduziu a previsão para a Selic ao final de 2019. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,50% ao ano. A previsão da semana passada era 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,50% ao ano.

O mercado financeiro não alterou a expectativa para o fim de 2020: 4,75% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano, a mesma previsão há duas semanas. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

CRESCIMENTO DA ECONOMIA

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,87% para 0,88% em 2019.

As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

DÓLAR

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.