Inflação da construção fica em 0,12% em outubro, diz FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou uma inflação de 0,12% em outubro deste ano, um percentual inferior ao apurado no mês anterior, que havia sido de 0,60%. O INCC-M acumula taxas de inflação de 3,84% no ano e de 4,23% em 12 meses.

Os dados foram divulgados hoje (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em outubro, a inflação foi puxada pelos materiais e equipamentos, que tiveram alta de preços de 0,37%, com destaque para os materiais para instalações hidráulica (1,71%) e elétrica (1,15%).

Os serviços tiveram deflação (queda de preços) de 0,08%, enquanto a mão de obra manteve estabilidade de preços em outubro.

inflação aumenta

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação este ano para 3,29%

Após onze semanas em queda, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,26% para 3,29%.

A informação consta do boletim Focus, publicado `{as segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2020, a estimativa de inflação caiu de 3,66% para 3,60%, na quinta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5,5% ao ano.

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2010 e 2022, as instituições financeiras estimam que a Selic termine o período em 6,38% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente.

CRÉDITO MAIS BARATO

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Já quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. E a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

ATIVIDADE ECONÔMICA

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 0,88% para 0,91%. As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020.

Estimativa de inflação cai pela 11ª vez seguida para 3,26%

Instituições financeiras reduziram, pela 11ª vez seguida, a estimativa para a inflação este ano. Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, desta vez passou de 3,28% para 3,26% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,73% para 3,66%, na quarta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Com expectativa de inflação em queda, o mercado financeiro reduziu a previsão para a Selic ao final de 2019. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,50% ao ano. A previsão da semana passada era 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,50% ao ano.

O mercado financeiro não alterou a expectativa para o fim de 2020: 4,75% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano, a mesma previsão há duas semanas. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

CRESCIMENTO DA ECONOMIA

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,87% para 0,88% em 2019.

As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

DÓLAR

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

inflação

Mercado financeiro reduz estimativa para a inflação pela nona vez seguida

Instituições financeiras reduziram, pela nona vez seguida, a estimativa para a inflação este ano.

Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita junto ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,43% para 3,42% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,79% para 3,78%, na segunda redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano.

O mercado financeiro não alterou a estimativa para o fim de 2020: 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 0,87% em 2019, há cinco semanas consecutivas.

As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95.

inflação

Mercado financeiro reduz estimativa para inflação e taxa Selic em 2019

Instituições financeiras reduziram, pela oitava vez seguida, a estimativa para a inflação neste ano.

De acordo com pesquisa do Banco Central (BC) ao mercado financeiro, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,44% para 3,43%, em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,80% para 3,79%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Na semana passada, a expectativa estava em 5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano.

O mercado financeiro não alterou a estimativa para o fim de 2020: 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano. Na semana passada, a previsão era 6,75% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 0,87% em 2019, há quatro semanas consecutivas.

As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2%, em 2020; e 2,50%, em 2021 e 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,95 para R$ 4 e, para 2020, de R$ 3,90 para R$ 3,91.

inflação

Mercado reduz estimativa de inflação pela sétima vez seguida

Instituições financeiras reduziram, pela sétima vez seguida, a estimativa para a inflação neste ano. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC) ao mercado financeiro, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deste vez, passou de 3,45% para 3,44%, em 2019.

Para 2020, foi mantida em 3,80%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 5% ao ano. Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic de 6% para 5,5% ao ano.

A expectativa do mercado é que Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e permanecerá em 5% ao ano na última reunião do ano marcada para dezembro.

O mercado não espera por alteração na Selic em 2020, com a taxa permanecendo em 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,75% ao ano. Na semana passada, a previsão era 7% ao ano. Para o fim de 2022, a expectativa é que a taxa chegue a 7% ao ano.

CRESCIMENTO DA ECONOMIA

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019.

As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2%, em 2020; e 2,50%, em 2021 e 2022.

DÓLAR

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,90 para R$ 3,95 e, para 2020, foi mantida em R$ 3,90.

Mercado corta projeção de PIB para 2020 e reduz a da inflação em 2019

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2020 para 2,07%, ante os 2,10% registrados na semana passada, segundo dados do Boletim Focus do Banco Central divulgados nesta segunda (9). A projeção para a inflação também foi cortada pela quinta semana consecutiva.

No sábado, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que alguns dos principais bancos do país, como Itaú e Bradesco, e consultorias já estimam que a alta do PIB (Produto Interno Bruto) não deverá chegar nem a 2% no próximo ano, com o país chegando ao quarto ano de crescimento pífio.

Neste ano, o PIB deve subir 0,87%, projeção estável na comparação com a semana anterior. Com a economia anêmica, o mercado também cortou suas projeções para o avanço da inflação. O IPCA (indicador oficial) deve fechar no ano em 3,54%, ante 3,57% previstos uma semana antes. Houve ainda um corte nas estimativas para o próximo ano, de 3,90% para 3,81%.

É o quinto corte consecutivo na projeção para a inflação e o menor patamar de projeção em um ano. A redução de estimativas ocorre mesmo em um cenário de alta do dólar e queda da taxa de juros, mostrando a dificuldade de recuperação da economia.

As previsões para a taxa Selic, atualmente em 6% ao ano, não foram alteradas. Analistas ouvidos pelo Banco Central esperam que ela termine o ano em 5% e 2020, a 5,25%. Essa é a mediana das projeções. O Bradesco, porém, estima que a taxa cairá a 4,75% e deverá permanecer nesse patamar até o final do próximo ano.

Com a mudança na taxa de juros e os choques vindos do exterior (com a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China e a piora na situação da Argentina), a taxa de câmbio pode terminar o ano em patamar mais elevado.

Neste ano, a expectativa é de R$ 3,87, ante os R$ 3,75 de quatro semanas atrás, antes das eleições primárias argentinas mostrarem uma vantagem para a volta da chapa kirschnerista ao poder. Para o fim de 2020, o câmbio foi estimado em R$ 3,85, ante R$ 3,80 de um mês antes.

A queda do dólar tampouco deve favorecer a indústria brasileira. Analistas passaram a estimar queda na produção industrial neste ano, ainda que tenham elevado a previsão de crescimento para 2020.

Desde o dia 3 de setembro, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a indústria encolheu em julho, economistas passaram a revisar as suas projeções. Agora, eles esperam uma queda de 0,29% neste ano, ante alta de 0,08% uma semana antes. Neste indicador, contudo, opinaram apenas 17 economistas. Para o próximo ano, a projeção é de alta de 2,75%, ante 2,50% uma semana antes. Neste caso, 14 analistas apresentaram suas estimativas.

Caixa lança crédito imobiliário com juro a partir de 2,95% mais inflação

A Caixa Econômica Federal lançou, nesta terça-feira (20), uma linha de crédito imobiliário corrigida pelo IPCA, índice oficial de inflação, com o argumento de que o novo financiamento vai reduzir os juros para compra da casa própria -embora o indicador seja considerado mais instável que a TR (Taxa Referencial), usada hoje no financiamento imobiliário.

As taxas valem para novos contratos e já estarão vigentes a partir da próxima segunda-feira (26).
O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto que contou com a presença de ministros do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A criação da nova modalidade de financiamento imobiliário com reajuste a partir do IPCA foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo em julho.

Segundo a Caixa, o valor da prestação será atualizado pelo IPCA mensal, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O saldo devedor será corrigido pelo índice e dividido pelo número de parcelas. Atualmente, o saldo devedor é reajustado anualmente pela TR, hoje zerada.

As mudanças valem para o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de uso do Fundo.

A taxa mínima da nova linha, oferecida a clientes do setor público e com maior relacionamento com o banco, será de IPCA + 2,95% ao ano. Para o setor privado, a taxa parte de 3,25% ao ano mais IPCA. Nos dois casos, a taxa máxima ficará em IPCA + 4,95% ao ano -oferecida a quem não tem relacionamento com o banco.

Hoje, A Caixa, que detém mais de 70% do crédito habitacional do país, cobra juros de 8,5% a 9,75% ao ano mais TR nas principais linhas de crédito imobiliário -no programa Minha Casa, Minha Vida, os juros são menores.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, elogiou o modelo adotado pelo banco para financiamento.
“Nós acreditamos que esse passo de oferecer uma linha de crédito imobiliário corrigido por um índice de preços é o futuro”, disse.

Ele afirmou ainda que o cliente que quiser poderá optar pela linha de crédito que usa a TR como correção.

“Se o cliente tiver esse receio, ele pode continuar com TR”, diz. “Nós acreditamos que um produto que venha a ser de crédito imobiliário de longo prazo passa por inflação mais controlada. Se tiver inflação mais elevada, vai levar desequilíbrio financeiro de qualquer maneira.”

O mais recente boletim Focus projeta o IPCA em 3,71% neste ano e em 3,90% no próximo. O banco trabalha com índice de 3,5% ao ano até 2030, segundo Jair Mahl, vice-presidente da Caixa.

Durante o evento, Bolsonaro elogiou a iniciativa da Caixa e disse que outros bancos devem seguir o caminho de redução de juros.

“Tem uma iniciativa aqui que não vai ser uma imposição. Ou eles [demais bancos] vêm atrás ou o número de clientes da Caixa, que está em 100 milhões, vai aumentar e muito. O anunciado agora aqui, traduzindo no meu linguajar de não entender de economia, acho que quem entendia afundou o Brasil, né?”, brincou o presidente.

Bolsonaro, que costuma dizer que não entende de economia, se disse à vontade em discursar depois das falas de Guimarães e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por estar usando um crachá da Caixa, que ganhou do presidente do banco público.

Os contratos poderão ter prazo de até 360 meses, na tabela SAC -em que prestações diminuem com o tempo-, e valor máximo financiado de 80%.

Para obter o financiamento, o cliente só poderá ter, no máximo, 20% de renda comprometida -hoje, o percentual é de 30%. Ou seja, a nova linha será oferecida a quem tem mais folga no orçamento e, portanto, risco menor de dar calote.

Na tabela Price, em que a amortização do principal é menor e a prestação tem valor fixo, o comprometimento de renda permitido é ainda menor: 15%. O prazo máximo para quitar o financiamento cai para 240 meses.

Para especialistas, a oscilação do IPCA pode tornar o financiamento mais arriscado e caro ao cliente, principalmente pelo longo prazo do crédito. O IPCA é mais agressivo, respondendo mais rapidamente a alguma turbulência econômica. A TR é menos instável e hoje está zerada. O saldo devedor, portanto, não sofre correção na prática.

O presidente da Caixa afirmou que o novo produto será reavaliado mensalmente. “Se percebermos que há algum ajuste a fazer, vamos fazer.”

Não será possível fazer portabilidade entre os dois tipos de crédito imobiliário: uma vez contratada a linha corrigida pelo IPCA, o cliente não poderá trocar pelo financiamento por TR.

A mudança foi aprovada em reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) realizada na última semana.

Com a nova linha de crédito, a Caixa quer emprestar mais, ancorando-se na possibilidade de empacotar esse crédito e vendê-lo a investidores -que vão avaliar se vale correr o risco de inadimplência de clientes, em vez de optar pela segurança de um título público que, hoje, remunera IPCA mais 3% ao ano, em média.

O crédito será securitizado via LIG (Letra Imobiliária Garantida) ou CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Para Guimarães, um dos atrativos do título empacotado pela Caixa será a garantia implícita -a retomada do imóvel- que, afirma, reduz chances de inadimplência. “A percepção de risco é menor do que sem garantia nenhuma”, disse.

“Pode até ser que a gente perceba que tem que ser um pouco mais ou um pouco menos [de juros], a gente não tem a resposta para todas as perguntas hoje, o que a gente tem é um interesse enorme na securitização.”

“O que a gente tem é uma indicação de grande demanda, seja para o investidor menor, que vai comprar R$ 1.000, R$ 2.000, R$ 3.000, até o investidor muito maior.”

Um dos principais problemas que a Caixa identifica na TR é o fato de não se tratar de um indicador de mercado. O IPCA, por exemplo, é usado para remunerar títulos públicos, como o Tesouro IPCA, e privados.

“Essa externalidade positiva é que permite a nós irmos ao mercado securitizar”, afirma Gabriel Dutra, vice-presidente de Finanças e Controladoria.

Segundo ele, a adoção do novo indexador para corrigir o crédito imobiliário vai permitir ao banco adequar melhor suas captações em relação às aplicações -além de ser indexada à TR, uma das principais fontes de financiamento imobiliário, a poupança, tem liquidez diária.

Recentemente, Guimarães estimou que poderá emitir até R$ 100 bilhões em papéis lastreados com financiamentos imobiliários. No primeiro ano, esse número seria de R$ 10 bilhões.

Cálculos conservadores indicam que a Caixa poderia dobrar sua carteira de crédito habitacional, passando dos atuais R$ 449 bilhões, no primeiro trimestre deste ano, para quase R$ 1 trilhão.

Nos Estados Unidos, o mercado de securitização imobiliária causou uma das mais graves crises financeiras mundiais. Em 2008, grandes bancos foram à lona por terem adquirido títulos podres de hipotecas americanas.

Com a mudança, a Caixa se alinha à estratégia do governo de reacender a economia -indicador do Banco Central sugere que o Brasil está em recessão técnica, apontando dois trimestres seguidos de queda do PIB (Produto Interno Bruto).

Em junho, a Caixa anunciou redução de 1,25 ponto percentual nas taxas de juros para financiamentos imobiliários concedidos com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que hoje responde por quase 40% do total dos financiamentos.

Também abriu rodadas de renegociação de contratos em atraso concedendo, em alguns casos, até 90% de descontos de juros. Essa campanha atingiu 2,3 milhões de pessoas.

IMPRENSA

Bolsonaro aproveitou a cerimônia para dirigir críticas à imprensa. Ao falar sobre as dificuldades dos brasileiros em adquirir a casa própria, o presidente disse que seu pai chegou a atrasar aluguel diversas vezes.

“Aqui eu acho que muita gente, como a minha família, teve problema com casa própria no passado. Não tínhamos, e era uma dificuldade realmente pagar o aluguel. Às vezes atrasa. Quantas vezes meu pai atrasou o aluguel com sete filhos, né? Tinha problema”, contou.

Ao citar o exemplo do pai, em tom irônico, sugeriu uma pauta para os repórteres.

“Uma sugestão de pauta para imprensa: procure a vida pregressa dele [pai do presidente]. Já teve problemas com o exercício ilegal da profissão. Já teve”, afirmou.

Bolsonaro foi interrompido por risadas e aplausos da plateia que o assistia. Ele voltou a criticar a publicação de matérias sobre o passado da avó de sua mulher, a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“Agora, é uma covardia o que vocês fazem com a avó da Michelle. Uma covardia. Uma covardia inenarrável. Isso não faz parte de uma imprensa limpa e sadia. Isso é uma imprensa que realmente não merece a confiança da população. A gente lamenta isso daí. Uma pessoa que já pagou pelo seu crime, mais de 20 anos depois ser rememorado?” indagou.

Ele perguntou ainda quem não tem problema com seus parentes e disse recomendar a seus ministros que eles pautem suas vidas “daqui para frente”.

Na semana passada, Bolsonaro disse que Michelle estava arrasada com a publicação de histórias envolvendo sua família, entre elas a divulgação de que sua avó foi presa por tráfico de drogas e que dois tios maternos enfrentam problemas com a polícia.

Na ocasião, ele reconheceu que as reportagens publicadas pela revista Veja e pelo jornal Metrópoles sobre a família da primeira-dama são verdadeiras. O presidente questionou, no entanto, o “ganho jornalístico” com a divulgação das informações.

Financiamentos imobiliários poderão ser indexados à inflação

Os bancos poderão oferecer crédito imobiliário corrigido pela inflação. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que permite que novos financiamentos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) tenham o saldo devedor atualizado por índices de preços.

A resolução foi aprovada na reunião extraordinária do CMN na manhã de quarta-feira (14), mas só foi divulgada pelo Banco Central (BC) ontem (15) no fim da noite, depois de o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ter anunciado que o banco passará a conceder crédito imobiliário corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais uma taxa de juros fixa.

Os financiamentos habitacionais são corrigidos pela Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, mais juros fixos que variam conforme o perfil do mutuário. Em julho do ano passado, o conselho havia autorizado a concessão de crédito corrigido pela inflação. A resolução, no entanto, não alcançava as operações do SFH, nas quais o tomador usa o saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar as prestações e amortizar o saldo devedor.

Em nota, o Banco Central explicou que a medida ajuda a tornar o mercado imobiliário menos dependente da poupança e do FGTS, cujos recursos são em parte usados para empréstimos habitacionais. Segundo o BC, os financiamentos corrigidos pela inflação podem servir de lastro (base) e ampliar a participação de instrumentos voltados para o crédito imobiliário negociados no mercado financeiro, como os certificados de recebíveis imobiliários e as letras imobiliárias garantidas.

Segundo o comunicado, a medida é derivada da agenda de modernização do sistema financeiro e beneficiará o consumidor ao ampliar as modalidades de financiamento imobiliário disponíveis, aumentar a concorrência entre os agentes financeiros e reduzir os juros finais para o tomador.

Preço do almoço fora de casa subiu mais que a inflação na última década, aponta levantamento

O valor médio da refeição fora de casa aumentou 91% na última década segundo levantamento da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador). Em 2009, a refeição custava R$ 18,20; em 2018, a média passou para R$ 34,84.

No mesmo período, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial que mede a inflação, cresceu 76%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Corrigindo-se a alta pela inflação do período, portanto, houve um aumento real do preço médio da refeição fora de casa de 8,6%.

O maior salto de preço nos últimos dez anos foi no intervalo entre 2011 e 2012, quando o custo da refeição saltou de R$ 22,37 para R$ 27,40. Dentre as regiões, o Sul foi o local onde o valor mais subiu, aumentando R$ 18,78 nos últimos dez anos. No Centro-Oeste, onde o aumento foi o menor do país -alta de R$ 16,06.

O estudo, patrocinado pela Ticket, levou em consideração os preços das refeições completas (prato, bebida, café e sobremesa) em 6.199 estabelecimentos comerciais no país que aceitam vale refeição, durante o almoço de segunda a sexta.

Inflação do aluguel é de 6,39% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) aumentou 0,40% este mês, contra 0,80% em junho. O índice, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registra este ano uma alta de 4,79%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é 6,39%.  O IGP-M é usado como referência para o reajuste dos aluguéis.

A taxa de julho deste ano é menor que a registrada no mesmo mês de 2018, quando o índice havia subido 0,51% no mês e acumulava alta de 8,24% em 12 meses.

Depois de uma alta de 1,16% no mês passado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também ficou em 0,40% em julho. Segundo a FGV, os alimentos in natura foram os principais responsáveis pela alta, cuja taxa passou de 4,95% negativos para 0,58%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,16% em julho, após queda de 0,07% em junho. As principais contribuições para o índice foram: alimentação (-0,55% para 0,22%) e habitação (0,17% para 0,55%). O grupo hortaliças e legumes passou de 4,37% negativos para 1,60%, no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,91% em julho, ante 0,44% no mês anterior.

Construção civil registra inflação de 0,91% em julho, diz FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou inflação de 0,91% em julho, percentual superior ao apurado no mês anterior (0,44%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o INCC-M acumula taxas de 2,73% no ano e de 3,95% em 12 meses.

A maior alta de preços foi observada no custo da mão de obra, que ficou 1,63% mais cara em julho. A mão de obra auxiliar teve inflação de 1,74%.

Os serviços ficaram 0,20% mais caros no mês, puxados principalmente pelos aluguéis e taxas (0,34%).

Os materiais e equipamentos tiveram uma taxa mais moderada (0,04%). Se por um lado, o material para pintura ficou 1,63% mais caro, por outro, o material metálico ficou 0,65% mais barato.

Conselho monetário fixa em 3,5% meta da inflação de 2022

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu nesta quinta-feira (27) que a meta de inflação para 2022 será de 3,5%.

Na decisão desta quinta, o intervalo de tolerância foi mantido em 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em 2017, o conselho determinou que a meta seria de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020. No ano passado, fixou em 3,75% para 2021. De 2005 a 2018, a meta foi mantida em 4,5%.

As reduções seguidas buscam convergência para os padrões internacionais. No caso dos países emergentes, a média seria de 3%.

O CMN é responsável por fixar meta de inflação e regras de atuação no mercado bancário, por exemplo.
Segundo o mais recente boletim Focus, que compila estimativas de economistas e instituições financeiras, o IPCA deve encerrar o ano a 3,82%. Para 2020, a projeção está em 3,95%.

Vladimir Kuhl Teles, subsecretário de Política Macroeconômica, afirmou que a redução da meta se deu por uma expectativa de controle dos gastos públicos.

“Com a aprovação do teto de gastos, abriu-se a possibilidade de redução da meta de inflação, que foi sendo realizada continuamente. Nós estamos mantendo o mesmo ritmo de redução da meta de inflação, e isso juntamente com a redução da taxa de juros”, disse.

A diminuição reflete ainda um otimismo com a aprovação da reforma da Previdência, o que ajudará a alcançar essa situação de equilíbrio fiscal esperado pelo governo, assim como de outros ajustes econômicos.

“Não apenas a reforma da Previdência, mas também a expectativa de outras reformas sendo implementadas no país, refletindo a melhora das condições de produção e da capacidade de oferta do país”, ressaltou Marco Cavalcanti, subsecretário de Política Fiscal.

Sobre a manutenção do intervalo de tolerância, Teles ressaltou que a decisão foi cautelosa e considerou que, diante de flutuações, seja possível ter “algum grau de liberdade para acomodar choques” e garantir a redução da meta.

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Curitiba tem menor inflação do país nos últimos 12 meses

Curitiba teve a menor inflação do país nos últimos 12 meses. É isso o que aponta levantamento do IBGE, divulgado ontem (25). Na capital paranaense, a inflação foi de 3,26%, abaixo da média nacional, que ficou em 3,84%.

No entanto, na análise do trimestre composto pelos meses de abril, maio e junho, Curitiba teve a quinta maior inflação – de 1,16%, ficando atrás do Rio de Janeiro (0,68), Belo Horizonte (0,80), Belém (0,93) e Goiânia (1,07). A análise apenas do mês de junho aponta para inflação de 0,04% em Curitiba, abaixo da média nacional que foi de 0,06%.

O índice divulgado ontem (25) pelo IBGE é o IPCA-15, que compila dados coletados entre os dias 16 de maio e 12 de junho de 2019. O indicador refere-se a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. O levantamento analisa 11 regiões metropolitanas do país.

Prévia indica que inflação volta a ficar abaixo de 4%

Pelo segundo mês consecutivo, o preço dos alimentos deu espaço para a desaceleração da inflação, indicou o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (25).

O indicador teve alta de 0,06% em junho, frente a maio, enquanto no acumulado de 12 meses, a inflação fechou em 3,84%. Os números estavam praticamente alinhados com o projetado por economistas ouvidos pela agência Bloomberg, que previam alta de 0,07% e 3,85%, respectivamente.​

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Além da deflação dos alimentos (-0,64%) ajudar a desacelerar o índice, a paralisação dos caminhoneiros começa a deixar de exercer influência no cálculo em 12 meses. Isso porque os efeitos do movimento nos preços ocorreram nos meses seguintes à parada e, na formação atual do indicador acumulado, o mês junho de 2018 não é mais contabilizado.

Em relação à deflação dos alimentos, a alta do preço do feijão-carioca (percebida no começo do ano) vem se diluindo. A queda do produto neste mês chegou a 14,99% e foi seguida pela do tomate, de 13,43%. Leite longa vida e carnes tiveram crescimento de 2,80% e 0,64%, respectivamente.

Embora o avanço dos preços tenha sido tímido na prévia de junho, quase beirando a estabilidade, só o segmento dos alimentos puxou o índice para baixo. As maiores altas ficaram com saúde e cuidados especiais (0,58%) e habitação (0,52%).

No caso da habitação, o maior impacto veio da energia elétrica, que subiu 0,64% neste mês, e já havia apresentado alta de 0,72% em maio.

No grupo dos transportes, a prévia dos preços desacelerou. O motivo disso foi a queda de 0,67% dos combustíveis, que no mês passado avançaram 3,30%. As passagens aéreas, porém, apresentaram alta de 18,98% no período analisado.

Brasileiros esperam inflação de 5,4% nos próximos 12 meses, diz FGV

A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses ficou em 5,4%, segundo pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) neste mês. O percentual é o mesmo registrado pela pesquisa de maio deste ano. Em junho do ano passado, no entanto, a taxa havia ficado em 5,2%.

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores brasileiros, que respondem à pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulava, em maio deste ano, taxa de 4,66% em 12 meses.

Inflação do aluguel é de 6,46% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou 0,75% na segunda prévia de junho. A taxa é superior ao apurado na segunda prévia de maio (0,58%), de acordo com dados divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com a prévia de junho, o IGP-M acumula inflação de 4,33% no ano e de 6,46% em 12 meses.

A alta da taxa de maio para junho foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede esse segmento, registrou inflação de 1,15% na segunda prévia de junho, acima do 0,72% de maio.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve deflação (queda de preços) de 0,05% em junho. Em maio, havia registrado alta de 0,4%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção ficou estável em junho, depois de uma inflação de 0,06% em maio.

Inflação pelo IGP-10 cai de 0,70% para 0,49%, diz FGV

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,49% em junho.

A taxa é menor que a de maio (0,70%). Com isso, o indicador acumula inflação de 3,78% no ano e de 6,57% em 12 meses.

A queda da taxa de maio para junho foi provocada por recuos na inflação dos três subíndices que compõem o IGP-10. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que calcula o atacado, variou 0,72% em junho, abaixo do 0,84% de maio.

A inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que calcula o varejo, recuou de 0,47% para 0,02%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 0,31% em maio para 0,04% em junho.

Inflação na Venezuela ultrapassa 1 milhão por cento

A inflação na Venezuela ultrapassa mais de 1 milhão por cento, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Milu de Almeida, conselheira das comunidades pela Venezuela, diz que o povo que ganha um salário mínimo não consegue chegar aos produtos e dá um exemplo: “um litro de leite está em 12 mil [bolívares], e o salario mínimo é de 40 mil”.

Muitos dos comerciantes, como já não confiam no valor da moeda oficial, pedem as trocas comerciais em dólares, “o que é ilegal”, afirmou Milu.

Uma reunião conjunta está sendo realizada hoje (3) em Nova York entre o Grupo de Contato Internacional para a Venezuela e o Grupo de Lima. O objetivo do encontro é contribuir para uma solução pacífica e democrática para a crise no país.

Inflação pelo IPC-S cai para 0,22% em maio

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) foi de 0,22% em maio. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa é 0,41 ponto percentual menor que a registrada em abril (0,63%).

A queda foi provocada principalmente pelos alimentos, que caíram de uma inflação de 0,63% para uma deflação (queda de preços) de 0,37%, ou seja, uma queda de 1 ponto percentual.

Outros seis grupos de despesa tiveram redução na taxa, entre eles transportes (-0,5 ponto percentual, ao cair de 0,99% em abril para 0,49% em maio), vestuário (-0,62 ponto percentual, ao cair de 0,89% para 0,27%) e educação, leitura e recreação (-0,4 ponto percentual, ao passar de 0,5% para 0,1%).

Também tiveram diminuição saúde e cuidados pessoais (-0,22 ponto percentual, ao recuar de 0,84% para 0,62%), despesas diversas (-0,38 ponto percentual, ao passar de 0,61% para 0,23%) e comunicação (-0,3 ponto percentual, ao cair de 0,07% para -0,23%).

O único grupo de despesas com alta na taxa de abril para maio foi habitação. Avançou de 0,37% para 0,54%.