Agricultura
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Vigilância Sanitária apreende novo lote de morangos no Paraná

A Vigilância Sanitária estadual determinou a apreensão e inutilização do lote de morangos do Sítio Tatão de Osni Baum, e..

Mariana Ohde - 09 de dezembro de 2016, 09:22

A Vigilância Sanitária estadual determinou a apreensão e inutilização do lote de morangos do Sítio Tatão de Osni Baum, em Pinhalão, município localizado na região norte do Paraná. O lote com a data de embalagem da segunda-feira (5) e com validade no próximo sábado (10) teve resultados irregulares na análise realizada pelo Laboratório Central (Lacen-PR).

As amostras analisadas foram coletadas no Box 117 (Raoni Peretti), na sede da Ceasa Londrina. Os testes apontaram a presença de clorotalonil, agrotóxico não autorizado para a cultura do morango. “Esse agrotóxico é proibido no processo de produção do morango e pode oferecer riscos à saúde da população”, explica o sanitarista, Alfredo Benatto.

Benatto orienta o consumidor que adquiriu o produto a suspender o consumo imediatamente. O comerciante que ainda tiver o produto deve recolhê-lo e inutilizá-lo. Equipes da Vigilância Sanitária por todo o Estado foram alertadas e estão reforçando a fiscalização no comércio para verificar se a determinação está sendo cumprida.

O consumidor também deve ficar atento na hora da compra, pois, apesar da fiscalização intensificada, o mesmo ainda pode estar sendo comercializado. Quem encontrar o produto no mercado pode denunciar à Vigilância Sanitária estadual pela Ouvidoria Geral da Saúde no telefone 0800 644 4414.

Rotulagem

Para facilitar o monitoramento, a fiscalização e a rastreabilidade dos alimentos, a Secretaria da Saúde elaborou uma resolução que determina que todos os produtos de origem vegetal sejam identificados. Com o projeto, tornou-se obrigatória a colocação de rótulos em produtos hortifruti produzidos, embalados, distribuídos ou comercializados no Paraná.

“Quando um vegetal apresenta resíduos de agrotóxicos acima do permitido a maior dificuldade era identificar a origem desse produto. Até a criação da resolução, os alimentos não tinham rótulos com informações como nome e endereço do produtor, o que passou a ser obrigatório desde julho de 2016 e facilitou o trabalho da Vigilância Sanitária”, diz Benatto.