JAA desperta vocação rural em jovens do Paraná

FAEP


No pequeno distrito de Ubaúna, em São João do Ivaí, no Norte do Paraná, nasceu e cresceu João Carlos Gonçalves. Em 2008, no segundo ano do ensino médio, o menino, então com 15 anos, ocupava seus dias entre os estudos e as dúvidas sobre qual carreira seguir. Mas uma ajuda para fazer aflorar sua verdadeira vocação estava prestes a acontecer. O curso Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) chegou à cidade e foi questão de poucas aulas para Gonçalves comunicar em casa: “mãe, se eu for fazer faculdade, vai ser de agronomia. E não tem outra opção”, lembra.

E assim começou uma relação ainda mais íntima com o campo, que mudou para sempre a trajetória de João, hoje com 25 anos. “O JAA representou um despertar, não só da parte técnica, mas também pessoal, gestão de pessoas, como se comportar em público, ter objetivo, ter atitude. Foi bastante marcante, pois fez a diferença para descobrir a minha vocação”, compartilha.

Daí para a faculdade na área de agropecuária foi um pulo. Ele entrou no curso de agronomia na Unicesumar, em Maringá, e no período de 2010 até 2014 seguiu em contato com o universo do JAA. “Sempre participava de atividades, para conferir trabalho das turmas. Quando começaram a fazer as gincanas também, sempre ajudava. O JAA é um programa pelo qual tenho um carinho especial. Devo muito do que tenho na minha vida hoje”, relata.

A transição de aluno e entusiasta do programa para instrutor ocorreu de forma natural. Após o convite feito quando finalizava o curso de agronomia, Gonçalves participou da formação de instrutores. Em abril de 2015, assumiu a primeira turma de JAA, especificamente em mecanização. “As coisas foram acontecendo e o SENAR-PR ajudou bastante a abrir horizontes. Depois, fui para o mestrado, concluí e continuo firme e forte no JAA. É um programa no qual eu trabalho por paixão”, reforça.

O instrutor do SENAR-PR conta que sua principal satisfação é ver que as oportunidades que o JAA abriu na sua trajetória também estão abertas para seus alunos. “É uma alegria imensa ver aqueles participantes da minha primeira turma, em 2015, hoje na faculdade. Já consigo ver o resultado prático desse despertar para as oportunidades que o JAA abre, tanto no campo como em outras áreas”, avalia.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

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