Agronegócio
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Adapar treina operadores de drones para defesa sanitária vegetal

A utilização de drones tem se mostrado uma ferramenta muito mais ágil para levantamento de áreas com maior fragilidade e passíveis de ocorrências de danos.

Redação - 29 de junho de 2022, 11:53

Foto: Divulgação/Adapar
Foto: Divulgação/Adapar

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) iniciou nesta semana um treinamento para operadores de drones em Londrina, no Norte do estado. O objetivo é aliar a tecnologia à levantamentos sobre a conservação do solo agrícola e apoio em ações de fiscalização.

A atividade presencial complementará o módulo teórico realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e pela Adapar, por meio da Escola de Gestão. Recentemente, a Adapar adquiriu seis drones, visando que os procedimentos de defesa agropecuária sejam realizados com maior segurança, qualidade e agilidade.

“A direção da agência entendeu a importância dessa modernidade para manutenção da sanidade vegetal. É uma ferramenta que amplia a capacidade de vigilância e proporciona mais agilidade nas ações de prevenção e controle de pragas”, salientou o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood.

O Curso de Operadores para o Uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas para os Fiscais de Defesa Agropecuária da Adapar será ministrado até amanhã (30) no Norte Pioneiro. O módulo teórico teve como objetivo a utilização da ferramenta em aerolevantamentos, priorizando ações preventivas e de educação sanitária. Entre as atividades estudadas estão o correto uso e manejo conservacionista de solo e águas e a vigilância fitossanitária nos monitoramentos e levantamentos de ocorrência de pragas.

Segundo Young Blood, o uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), também conhecidas como drones, tem se mostrado uma ferramenta muito mais ágil para levantamento de áreas com maior fragilidade e passíveis de ocorrências de danos. “É possível realizar o diagnóstico muito mais preciso e rápido do uso e manejo do solo por meio da geração de imagens processadas”, ponderou.

LEVANTAMENTOS FITOSSANITÁRIOS

O uso da tecnologia já está sendo avaliado em levantamentos fitossanitários, como o feito recentemente na bananicultura para erradicar foco de praga no Litoral paranaense.

Todas as informações/imagens processadas ficarão à disposição dos fiscais e poderão ser, eventualmente, cedidas para o público de interesse da Adapar, como os responsáveis técnicos, produtores rurais e instituições integradas em projetos conservacionistas, visando contribuir, inclusive, para proposição de políticas públicas.

Os drones ficarão em regiões onde há mais demanda por ações de fiscalização. Inicialmente, eles estarão a serviço do Programa de Fiscalização do Uso do Solo Agrícola e daqueles que dizem respeito à Defesa Sanitária Vegetal.

A utilização da ferramenta nessas atividades faz parte de um projeto idealizado e desenvolvido pela Coordenação da Área de Solos. Posteriormente, será expandido para as demais áreas da defesa agropecuária realizada pela Adapar.