Tribo paranaense eleva produção agrícola para subsistência e renda

Assessoria

A horta coletiva de mandioca chegou a 35 mil pés.

Organizar o plantio para colher um futuro melhor foi o que conquistou a tribo Tekohá-Mirim, com o apoio da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social.

As famílias indígenas da região de Guaíra, Oeste do Paraná, conseguiram plantar mais e passaram a se alimentar com mais qualidade. O excedente dos grãos colhidos é vendido e auxilia na renda de toda a população.

A melhoria na produção foi possível por causa do Renda Agricultor Familiar, ação que integra o programa Família Paranaense, da Secretaria da Família. Essa modalidade destina recursos para pequenas reformas que melhoram o saneamento básico e incentivam a produção para consumo próprio e também impulsionar atividades agrícolas.

De acordo com o cacique da tribo, Arsênio Dias, antes não havia dinheiro para a compra de sementes de milho, feijão, batata-doce, amendoim e mandioca. “Agora nós conseguimos trabalhar. Fizemos uma horta coletiva com 35 mil pés de mandioca que beneficia todo mundo,”, conta.

Criação

Além da plantação, a aldeia também conseguiu construir, galinheiros e chiqueiros. São 24 famílias na tribo, totalizando 108 pessoas.

A técnica da Emater que acompanha essa comunidade, Rita Ribeiro, explica que sete famílias receberam o recurso e, em comum acordo, optaram por um projeto coletivo que beneficia também as outras 17.

“Conseguimos incluir essas famílias no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com doação simultânea, que é um programa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) em parceria com prefeituras. Assim, essa tribo vende o excedente da plantação para o município e atende outras tribos próximas que vivem em situação de vulnerabilidade”, detalhou Rita.

Família paranaense  

Desde 2012, quando o Família Paranaense foi criado como principal programa do Governo do Paraná para combater a extrema pobreza, já foram repassados R$ 765,4 mil para famílias indígenas, por meio do Renda Família Paranaense.

De acordo com a coordenadora do programa Família Paranaense, Letícia Reis, as famílias indígenas do Paraná devem ser atendidas e acompanhadas de forma a preservar sua identidade e cultura. “Os serviços são oferecidos a todas as pessoas que precisam, sempre considerando as especificidades de cada grupo e território”, salienta Letícia.

Também na região de Guaíra, outras duas tribos são acompanhadas pelos técnicos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). A metodologia, adotada pelo Família Paranaense, ajuda as pessoas em vulnerabilidade social a conquistarem autonomia. São as tribos Tekohá Ihovy e Tekohá Porã, que juntas somam 95 famílias.

População indígena

De acordo com dados do Censo do IBGE (2010), a população indígena no Paraná é de cerca de 26 mil pessoas. Cerca de 3,8 mil famílias estão inseridas no Cadastro Único para Programas Sociais e recebem benefícios do Governo do Estado, como Renda Família Paranaense e o Luz Fraterna.

Para chegar até os índios em situação de vulnerabilidade, a Secretaria da Família dispõe de veículos que vão até locais distantes. São as vans adaptadas do Família Paranaense, que levam técnicos para os atendimentos necessários.

Os veículos são equipados com toldo, caixa de som e microfone, cadeiras, notebook, impressora e tela para projeção. Neles, as famílias são cadastradas, acompanhadas e encaminhadas para outras instâncias, se necessário.

“Faz parte do nosso compromisso trabalhar para que comunidades indígenas também tenham acesso às políticas de assistência social. Proteger e cuidar dessas famílias é um dos nossos deveres”, enfatiza Letícia Reis.

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