Agricultura
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Greca lança selo de qualidade Poncã do Vale do Ribeira

O prefeito Rafael Greca lança nesta quinta-feira (3), no Mercado Municipal, o selo de qualidade Poncã do Vale do Ribeira..

Assessoria - 06 de maio de 2018, 10:05

Foto: Daniel Castellano / SMCS
Foto: Daniel Castellano / SMCS

O prefeito Rafael Greca lança nesta quinta-feira (3), no Mercado Municipal, o selo de qualidade Poncã do Vale do Ribeira.

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Iniciativa do Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (Pró-Metrópole), o selo é resultado de um esforço de diversas instituições pela valorização da agricultura familiar regional junto ao mercado consumidor curitibano, apostando no padrão superior de identidade e na qualidade ofertada pelos produtores de quatro municípios do Vale do Ribeira, que integra a Grande Curitiba.

O lançamento do selo Poncã do Vale do Ribeira também marca o início da comercialização da safra 2018 da fruta. O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab), Luiz Gusi, explica que, inicialmente, 125 famílias de produtores de Cerro Azul, Doutor Ulysses, Itaperuçu e Rio Branco do Sul estão participando do projeto-piloto do selo de qualidade.

“Esses agricultores do Vale do Ribeira vão comercializar cerca de duas mil toneladas (100 mil caixas), que levarão o selo de identidade e qualidade”, conta ele, que integra a câmara agroalimentar do Pró-Metrópole. Os produtores fazem parte da Cooperativa de Processamento de Alimentos e Agricultura Familiar Solidária (Copasol Metropolitano) e da Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar do Vale do Ribeira (Provale).

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Para poder usar o selo de qualidade em suas poncãs, os agricultores do Vale do Ribeira passaram por capacitações, desde o ano passado, uma ação conjunta que envolveu a Smab, os quatro municípios produtores, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR), o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab).

“Da colheita nos pomares ao transporte para a venda, os agricultores precisam cumprir protocolos rígidos que garantem a identidade de origem, a rastreabilidade e um alto padrão de qualidade, que inclui até o grau mínimo de açúcar na fruta”, destaca Gusi.

Os produtores, por exemplo, só podem iniciar a colheita quando o percentual mínimo de grau brix da fruta estiver em 7,5 °, o que garante que a fruta está doce. “Além disso, na hora da colheita, os agricultores precisam usar tesouras adequadas, que evitam o material excedente do cabo e folhas; as sacolas de manuseio têm que ter boca armada para evitar danos aos frutos já maduros e o transporte, após a seleção das frutas, precisa ser feito em caixas plásticas higienizadas”, enumera o secretário.

Hora da colheita

Em seu sítio de quatro alqueires em Doutor Ulysses, a 125 km da capital, o produtor Oséias de Moura Costa, 49 anos, já está de pé antes das 5 horas da manhã. A rotina puxada do agricultor e sua família se intensificou, nos últimos 30 dias, com o início da colheita da safra de poncã na propriedade do município que integra o Vale do Ribeira. Seu Oséias, a mulher, Lindacir, 45 anos, e os filhos Diomailon, 25 anos, e Noel, 18 anos, são uma das 125 famílias de agricultores aptas a vender frutas com o selo Poncã do Vale do Ribeira.

Para o agricultor, participar do projeto-piloto é muito importante, tanto por diferenciar seu produto dos demais oferecidos, como também ajudar a melhorar a produtividade. “A gente vai conseguir mostrar que tem uma poncã com mais qualidade, mas também está conseguindo reduzir as perdas, com o uso correto de tesoura na hora do corte no pé e da sacola que diminui a chance de machucar a fruta”, justifica Oséias.

O produtor de Doutor Ulysses espera que o consumidor curitibano passe a adquirir mais poncã do Vale do Ribeira com o lançamento do selo. “Estamos aqui do lado, a 125 km de Curitiba, e vamos oferecer uma fruta que vai chegar bem docinha, com uma qualidade muito acima da média”, garante ele.

Aulas-show

Para marcar o lançamento do selo Poncã Vale do Ribeira, comerciantes do Mercado Municipal vão vender, na quinta (3/5) e na sexta-feira (4/5) , parte das frutas produzidas pelos agricultores familiares dos quatro municípios que participam do projeto-piloto. Além disso, os chefs Lênin Palhano (3/5) e Vânia Krekninski (4/5) vão ensinar o público a preparar pratos com poncã.

As aulas-show dos cozinheiros ocorrerão, às 11h30, no Espaço Arena (entrada pela Avenida Sete de Setembro), e os chefs prometem boas surpresas para quem acompanhar as criações. “Um dos pratos que vou preparar terá um chutney (molho agridoce) de poncã que pode acompanhar carnes de suínos e aves e queijos”, antecipa Vânia, a chef do restaurante Limoeiro, no Cristo Rei.

Tangerina, poncã, mexerica, mimosa ou bergamota?

Tanto a poncã quanto a mexerica são tangerinas, com sabor, aroma e aspecto bem parecidos. Entretanto, as duas variedades apresentam diferenças importantes.

A mexerica vem da planta Citrus deliciosa, enquanto a poncã se origina da espécie Citrus reticulata, de onde surge também a maioria dos outros tipos de tangerinas. Ainda há outra distinção: a mexerica possui em sua casca muito mais óleos essenciais – substâncias que deixam aquele cheiro forte e ácido quando se descasca a fruta – do que a poncã.

Outra fonte de confusão são os diferentes nomes que a mexerica recebe em todo o país. No Rio Grande do Sul, ela é chamada de bergamota. Em outras regiões, como no Paraná, o nome muda para mimosa, mas a fruta é sempre a mesma.

Assim como a maioria dos cítricos, a tangerina provavelmente surgiu na Ásia, na região onde hoje estão países como Índia, China, Birmânia e Malásia. De lá, ela foi levada para o norte da África e seguiu para o sul da Europa durante a Idade Média. No Brasil, a primeira referência sobre a tangerina aparece em escritos do padre Manuel Aires de Casal, em 1817.

O que é o Pró-Metrópole

O Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (Pró-Metrópole) é um movimento de interesse público, sem fins lucrativos, com o objetivo de estimular o desenvolvimento produtivo integrado dos municípios da Grande Curitiba.

O programa integra representantes dos setores públicos e privado, como a Prefeitura de Curitiba, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR), a Federação do Comércio (Fecomércio), a Federação das Associações Comerciais e Industriais do Paraná (Faciap), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). O prefeito Rafael Greca foi eleito, neste ano, o presidente do comitê gestor para o biênio 2018/2019.