Com 700 agricultores, Agudos do Sul é centro produtor de mandioquinha

Mariana Ohde


Por Emater

Agudos do Sul é um dos maiores produtores de batata salsa, mandioquinha ou batata baroa do Paraná. Mais de 700 agricultores estão envolvidos com a atividade no município, a maioria pequenos produtores familiares.

Há dois anos a Extensão Rural acompanha os agricultores e, com a Embrapa, vem dando novo fôlego para o cultivo. Novas variedades e mais tecnologia praticamente dobraram a produtividade das lavouras.

O cultivo de mandioquinha atingiu o auge em Agudos do Sul na década de 90, quando quase 1.000 agricultores plantavam o tubérculo. Naquela época, o município chegou a ser um centro de distribuição de mudas para várias regiões do Sul do país. Nos anos seguintes a cultura entrou em decadência, chegando a praticamente desaparecer na maioria das propriedades.

Em 2015 os técnicos do Instituto Emater realizaram uma oficina com os produtores, em conjunto com a Embrapa. Foi um dos trabalhos executados durante a Chamada Pública de Diversificação e Alternativas de Renda para a pequena propriedade rural.

Os técnicos apresentaram novas cultivares de batata salsa e, especialmente, cuidados com o solo e adubação. A partir daí o plantio de mandioquinha foi retomado e os agricultores adquiriram cultivares diretamente da Embrapa.

Os técnicos também mobilizaram os agricultores em encontros técnicos realizados na região para difundir novas tecnologias para o cultivo da batata salsa.

Com mais conhecimento e assistência técnica os produtores mudaram os padrões de produção. Anteriormente colhia-se, em média, 9.600 kg/ha, muito atrás dos 21.600 kg/ha atuais. Hoje há propriedades que obtêm uma produtividade de 40.000 kg/ha.

A batata salsa se adapta muito bem às condições do município, onde predominam pequenas áreas e mão de obra familiar. Além de Agudos do Sul, outros cinco municípios concentram a produção de mandioquinha na região Sul: Piên, Mandirituba, Quitandinha, Rio Negro e Tijucas do Sul.

Nesses municípios, 1.500 agricultores estão na atividade e cultivam 3.000 hectares.A produção é destinada quase às Ceasas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal