Análise de sementes leva opções mais produtivas para o campo

Mariana Ohde


Com Ocepar

O caminho mais próximo entre a tecnologia de ponta dos laboratórios de pesquisa e o campo é traçado através das sementes de alta qualidade que vêm sendo desenvolvidas para as mais variadas culturas. Mas, para assegurar que toda essa tecnologia seja entregue ao produtor, é preciso testar – e muito – cada lote de sementes. É preciso avaliar qualidade, aspectos fisiológicos, morfológicos e moleculares. O maior desafio está em realizar a análise deste complexo organismo vivo, protegendo sua integridade.

Para isso, são utilizados métodos não invasivos de análise, que garantem a possibilidade de analisar cada semente individualmente, sem causar alterações em sua estrutura, composição química ou atividade metabólica, ou seja, a semente é mantida nas mesmas condições antes de ser realizada a análise.

Segundo o pesquisador e coordenador do Comitê de Tecnologias Avançadas da International Seed Testing Association (Ista), Bert Van Duijin, “os dados obtidos sobre a semente podem ser cruzados com a informação sobre seu desempenho na germinação e formação de plântulas”. Desta forma, é possível correlacionar diretamente o estado do embrião (e de toda a semente) com o resultado apresentado na germinação e na formação de plântulas. “Essas tecnologias podem fornecer ferramentas para melhorar os métodos e protocolos de teste da qualidade das sementes”, informa.

Para Francisco Guilhen, professor da USP/Esalq, o resultado de toda essa tecnologia, quando bem utilizada, é sentido no campo pelo produtor. “Os resultados da utilização de técnicas de análise de imagens pelas empresas produtoras de sementes são refletidos diretamente na disponibilização de sementes com alta qualidade. Os testes disponíveis para análise de imagens de sementes permitem avaliar os diferentes atributos que compõe a qualidade das sementes, ou seja, há garantia ao produtor de um material com alta pureza genética e varietal, livre de patógenos e de injúrias mecânicas e com alta germinação e vigor”, conclui.

Congresso de sementes

O Brasil ainda tem um longo caminho para que os avanços já existentes sejam amplamente utilizados pela indústria sementeira. Para discutir os caminhos dessa área, Bert Van Duijin estará no país com a palestra “Avanços tecnológicos na avaliação da qualidade de sementes”. Ela será ministrada na abertura do XX Congresso Brasileiro de Sementes, que acontece de 7 a 10 de agosto, em Foz do Iguaçu.

Dentre as tecnologias abordadas pelo pesquisador estarão: Imagem multiespectral e hiperespectral, Imagens em Raio X 2D e 3D, Medições individuais de respiração de sementes, Visualização de descarga de gás/eletrofotografia, Ressonância magnética nuclear (NMR) e Imagem de ressonância magnética (MRI).

O uso de imagem para a análise de sementes será abordado com detalhes durante o XX CBSementes. Além da palestra de abertura, o painel “Análise de Imagens e sua aplicação na avaliação da qualidade da semente” promete tratar diferentes aspectos do tema.

Participam do painel a profª Dra Maria Laene de Carvalho, da Universidade Federal de Lavras, abordando o “Uso da análise de imagens na caracterização de sementes e plântulas” e o prof. Dr. Francisco Guilhen Gomes Júnior, da USP/Esalq, discutindo o uso de “Microtomografia de Raios X e imagem por ressonância magnética para análise não destrutiva de sementes”.

O painel acontece na quinta-feira, 10 de agosto, às 8h30. Para os interessados em participar do Congresso, o prazo para se inscrever antecipadamente, garantindo desconto especial, encerra dia 26/07. Após essa data, as inscrições no local estarão sujeitas à disponibilidade de vagas. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

XX Congresso Brasileiro de Sementes

Data: 7 a 10 de agosto
Local: Rafain Palace Hotel, Foz do Iguaçu, Paraná
Inscrições pelo site
Informações: (43) 3025-5223 ou cbsementes2017@fbeventos.com

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal