Agronegócio
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Caderno Agropecuário analisa evolução do VBP de 1997 a 2020

O documento terá periodicidade trimestral e analisará termas que dizem respeito à produção agropecuária do Paraná

Redação - 21 de janeiro de 2022, 13:01

Jaelson Lucas/AEN
Jaelson Lucas/AEN

Foi iniciada nesta sexta-feira (21) a publicação do Caderno Regional Agropecuário. A iniciativa é da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura), por meio do Deral (Departamento de Economia Rural).

De periodicidade trimestral, o documento trará análises de temas que dizem respeito à produção agropecuária paranaense, tendo como fonte estudos feitos pelos profissionais que atuam em Curitiba e nos 23 núcleos regionais da secretaria.

PRIMEIRA EDIÇÃO DO CADERNO AGROPECUÁRIO DO PARANÁ

A primeira edição traz um comparativo sobre como os setores agrícola e pecuário do Estado se comportaram desde a divulgação do primeiro levantamento do VBP (Valor Bruto da Produção), em 1997, até a última publicação dos números relativos a 2020.

O VBP é calculado anualmente tendo em vista as variáveis da produção agropecuária e o valor recebido pelo produtor, com levantamento de aproximadamente 350 produtos em cada um dos 399 municípios paranaenses.

De acordo com o documento, a concentração das principais atividades não se modificou em níveis suficientemente grandes para gerar alteração na fotografia da agropecuária paranaense.

“Ainda que o retrato do Estado não tenha se alterado drasticamente, não significa que ele se manteve estático para todas as regiões”, diz o documento.

Por isso, na etapa seguinte, os organizadores do trabalho elencam fatos ocorridos nesse período, que podem ajudar na análise qualitativa da dinâmica produtiva dos 23 Núcleos Regionais da Seab.

O Caderno Regional Agropecuário também reproduz imagens do mapa do Paraná nos dois períodos analisados, mostrando como se distribuía o VBP de R$ 48,50 bilhões em 1997 e as alterações dos polos produtivos e da configuração do valor de produção de R$ 128,27 bilhões conseguido em 2020.

A análise geral mostra, por exemplo, que em 1997 o milho era a preferida entre as seis culturas mais importantes. Ele estava em 20 núcleos regionais, graças às técnicas avançadas de cultivo e o preço do grão.

Àquela época, a soja ocupava a segunda colocação, presente em 17 regionais. Em 2020, ambos continuam na dianteira, mas com a ordem inversa. Enquanto a soja conquistou espaço em mais cinco regionais, devido à valorização da oleaginosa, o milho perdeu força em uma.

Entre os produtos que mais cresceram de posição está a silagem e alimentação animal. Em 1997, o segmento não era produto comercial em nenhum dos núcleos, mas, em 2020, já garantiu Valor Bruto de Produção para oito regionais.

O fenômeno se explica pelo crescimento da pecuária estadual, que exigiu mais alimentação. Os bovinos de corte e leite, que estavam em 19 regionais, passaram a ser importantes para mais cinco nesse período, enquanto os frangos de corte também conquistaram mais seis regionais, e se fizeram presente em 18 no VBP de 2020.