Colheita avança e produtores reclamam do preço do milho

Mariana Ohde


Por Eduardo Xavier, Metro Maringá

A colheita de milho, que teve início neste mês, avançou para 55% da área plantada em Maringá e municípios da região. Na semana passada, alcançava 25%. No estado, chega a 43%. O que tem desanimado o produtor é o preço do cereal. O valor médio da saca de 60 kg é de R$ 17. No mesmo período do ano passado custava R$ 40.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), os 246 mil hectares, situados em Maringá e em outros 28 municípios, deverão resultar em uma produção de 1,5 milhão de toneladas na região. Isto significa aumento de 66,7% em produção e de 3,8% na área plantada.

O rendimento médio calculado pelo Deral, nesta segunda safra, é de 5.787 quilos por hectare, o que corresponde a acréscimo de 24% em comparação ao ano passado.

“Estamos tendo a recomposição da produção porque a safra passada foi frustrada por causa de eventos climáticos adversos”, disse Edmar Gervásio, analista de milho do Deral. No Paraná, de acordo com os dados do Deral, a área com milho teve crescimento de 9%, para 2,4 milhões de hectares. A projeção é que a produção seja de 13,8 milhões de toneladas, 50% a mais do que no ciclo de inverno anterior.

Os irmãos França, André Marcelo, 37 anos, e Marcos Roberto, 43, plantaram 250 hectares de milho em Maringá e colheram até agora 25%. Eles comemoram a produção, mas lamentam o valor do cereal. Segundo André, o preço da saca de 60 kg em R$ 17, hoje, não paga o custo.

“A gente se vê na obrigação de vender porque não tem como segurar. O investimento em um silo para armazenar e esperar um preço melhor é inviável para o pequeno produtor. É muito caro”, disse

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal