Em Maringá, produtores rurais conhecem projeto para potencializar a fruticultura

Mariana Ohde


Lançado nesta terça-feira (6), em Maringá, o Projeto de Fruticultura do Noroeste do Paraná reuniu representantes municipais, produtores e dirigentes de cooperativas de fruticultores para conhecerem a iniciativa que pretende ampliar a competitividade no setor.

Desenvolvida pelo Sebrae/PR e Sistema FAEP/Senar-PR, o programa conta também com o apoio da Emater, Sistema Ocepar e prefeituras da região.

Com duração de dois anos, o projeto envolve a capacitação e consultorias com cem produtores rurais de diferentes cidades como Marialva, Corumbataí do Sul, Pérola e Santa Isabel do Ivaí. O foco estratégico das atividades estará concentrado na agregação de valor e comercialização das frutas in natura, na ampliação das vendas, na melhoria dos processos de gestão, produção, qualidade e na promoção do associativismo.

O diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, destacou que o trabalho em conjunto das entidades, onde cada uma utilizará a sua expertise, ajudará a desenvolver a fruticultura do noroeste paranaense.

“Juntos, almejamos que no futuro, os processos dessas empresas rurais estejam mais desenvolvidos, oferecendo ao cliente um produto com mais qualidade em um mercado mais amplo e diversificado”, frisou.

Salvador José Morales Stefano, dirigente do Senar-PR na região de Mandaguaçu, afirmou que o projeto possibilitará uma atuação mais próxima dos desafios enfrentados pelos produtores da região e, que a iniciativa precisará do apoio e comprometimento integral dos participantes e das cooperativas para gerar os resultados esperados.

“As inovações estão aí. O mercado está exigente e quem não se enquadrar, terá portas fechadas”, disse.

A coordenadora do Programa de Agronegócio do Sebrae/PR, Andreia Claudino, explicou que a base do programa se dará com a implantação de boas práticas agrícolas (IBPA) e rastreabilidade dos produtos.

“Propriedades com boas práticas agrícolas implantadas e rastreabilidade comprovada estão mais preparadas para atender os requisitos de mercado e ampliar seu raio de comercialização. Consequentemente, tornam-se mais competitivas e lucrativas. O nosso foco é qualidade em todas as etapas que servem de preparação futura até mesmo para a GlobalGAP, certificação de padrão internacional que é exigida por grandes redes de fast food e supermercados, porém a tendência é que esta exigência cresça e amplie vertiginosamente no mercado de alimentos”, explicou.

Os produtores serão acompanhados por consultores para avaliações e definição do planejamento e ações. Ao final do projeto, estima-se que pelo menos a metade dos fruticultores obtenham certificações de qualidade de seus produtos, além do aumento na escala de desempenho dentro de critérios do Modelo de Excelência em Gestão (MEG).

Expectativa

Luciano Lazarin é presidente da Frutipérola, cooperativa que representa 40 produtores de acerola da cidade de Pérola. Em sua avaliação, parte dos produtores já se abriu para as inovações do mercado, mas a maioria está focada apenas nas atividades práticas do campo. “Especialmente para estes produtores é que o programa trará mais resultados. Eles poderão compreender que eles são empresários e que precisam ter visão estratégica”, reforçou.

No último ano, a cooperativa firmou parcerias com empresas do norte e nordeste brasileiro para a exportação da polpa processada da acerola. “Diante desta mais nova oportunidade de mercado é que também temos o anseio de auxiliar que muitas produções atinjam patamares de certificação para potencializar a nossa exportação da fruta e conquistar novos espaços”, contou Lazarin.

Próximos passos

De acordo com o cronograma, nas próximas semanas os responsáveis pelas cooperativas rurais que conheceram o projeto nesta terça-feira, no Sebrae/PR, irão se reunir com os produtores para apresentar as atividades e fazer o registro das empresas participantes. As ações práticas do Projeto de Fruticultura do Noroeste do Paraná começam a partir do mês julho de 2017. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas pelo telefone (44) 3424-5550.

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Repórter no Paraná Portal
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