Agronegócio
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IDR-Paraná lança nova cultivar de maracujá no Show Rural

A produção do maracujá-amarelo pode ser tanto destinado ao mercado de frutas frescas como para a indústria de polpa congelada

07 de fevereiro de 2022, 10:02

Divulgação/IDR-Paraná
Divulgação/IDR-Paraná

Uma das principais atrações do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) no Show Rural deste ano é o lançamento da cultivar IPR Luz da Manhã, de maracujá-amarelo. O lançamento será quarta-feira (9), às 9 horas.

Primeira cultivar da espécie desenvolvida no Paraná, IPR Luz da Manhã se destaca pela qualidade superior e dupla possibilidade de destinação do produto colhido. A produção pode ser tanto destinada ao mercado de frutas frescas como para a indústria de polpa congelada.

A IPR Luz da Manhã foi idealizada com o objetivo de aumentar a competitividade dos produtores paranaenses, fortalecer a indústria regional de processamento e, ainda, contribuir para o aumento da renda e da qualidade de vida no meio rural.

“Luz da Manhã vem suprir a carência de materiais plenamente adaptados aos solos e ao clima do Paraná”, explica o gerente estadual de pesquisa do IDR-Paraná, Pedro Antonio Martins Auler.

São cultivados no Paraná 1,4 mil hectares de maracujá, com uma produção de 20,2 mil toneladas de frutos, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento. Os dados são de 2020. “É uma produção relevante do ponto de vista social e econômico. O maracujá é a fonte de renda principal para centenas de famílias de agricultores familiares no Estado”, avalia Auler.

Resultado de estudos conduzidos a partir de oito linhagens, IPR Luz da Manhã pode render até 30 toneladas por hectare, às quais é possível somar outras 50 toneladas se o produtor optar por um segundo ciclo de produção. Auler alerta, no entanto, que o segundo ciclo é recomendado apenas para zonas livres do vírus do endurecimento dos frutos, o Cabmv.

Transmitido por pulgões, o vírus Cabmv foi detectado pela primeira vez no Paraná em 2014. A doença tem alto poder destrutivo — além de deixar os frutos duros, pequenos e impróprios para comercialização, deforma as folhas, reduz o crescimento das plantas e diminui a vida útil do pomar, explica Auler.

Para enfrentar a doença e preservar a produção paranaense, o IDR-Paraná vem recomendando a condução de apenas um ciclo, com plantio de mudas altas até meados de setembro e colheita entre os meses de dezembro até o começo de agosto, dependendo da região. Nesse modelo de produção, todas as plantas devem ser eliminadas para um período de vazio sanitário antes de um novo plantio, aconselha o pesquisador.

 A cultivar Luz da Manhã é indicada para regiões mais quentes e com pequena possibilidade de geadas. Mais informações sobre a cultivar e obtenção de material propagativo podem ser obtidas pelo telefone (43) 3376-2482 ou o e-mail comercial@idr.pr.gov.br

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