Mercado de fertilizantes cresce com os bons resultados da agricultura

Mariana Ohde


Os bons resultados da agricultura neste ano têm contribuído para o crescimento de diversos outros setores. Na semana passada, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a Agropecuária puxou o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que registrou, após sucessivas quedas, um crescimento de 1%. O setor agropecuário cresceu 13,4% no primeiro trimestre de 2017 em relação ao último de 2016, um resultado expressivo diante da Indústria (0,9%) e de Serviços (0%). O agronegócio também comemora a produção agrícola, que deve ficar em 232 milhões de toneladas de grãos, com aumento de 24,3% em relação à safra 2016/2017.

Um dos mercados beneficiados pelos números positivos foi o de fertilizantes, na avaliação de Antônio Coutinho, diretor de marketing da Brandt do Brasil. “Nossa expectativa é que o consumo médio de fertilizantes foliares cresça à taxa de 5,5% ao ano pelo menos nos próximos cinco anos”. Os resultados promissores também foram percebidos na empresa. “No primeiro ano, crescemos 50%. Estamos perto de atingir o mesmo percentual no segundo ano de presença da Brandt no país”, afirma Wladimir Chaga, presidente da empresa no Brasil.

“Os agricultores buscam maximizar seus resultados através do aumento da produtividade. Os fertilizantes são componentes importantes desta equação que determina a produtividade, junto com a genética de plantas e controle de pragas e doenças. Nas áreas já exploradas com boas práticas agrícolas nossa produtividade vem crescendo, mas a média dos resultados é reduzida muitas vezes pelos resultados obtidos naqueles solos de primeiro plantio”.

A previsão de crescimento é baseada, também, em dados da FAO, órgão para alimentação da Organização das Nações Unidas. O órgão estima um crescimento de 40% da produção de alimentos no Brasil até 2050, para atender à crescente população global, que deve superar 9 bilhões de habitantes até lá. “O Brasil é um dos poucos países do mundo com potencial para aumento da agricultura tanto em área quanto em produtividade. E para crescer em produtividade é preciso utilizar insumos de alta qualidade”, destaca Chaga.

“Melhorar a produtividade dessas culturas no Brasil representa mais lucro para os produtores e mais receita para a balança comercial do país”, acrescenta Coutinho.

Projeções

Em relação aos próximos meses, a continuidade do crescimento dependerá dos resultados aferidos neste período e da cotação do dólar, segundo ele. “Devemos primeiro conhecer os números do milho safrinha e das culturas de inverno. O dólar sempre nos afetará devido ao fato de utilizarmos grandes quantidades de matérias primas e fertilizantes importados. A relação dos preços dos grãos e fertilizantes determinarão em parte o ímpeto do agricultor nas compras do segundo semestre do ano. Acreditamos que não haverá surpresas para o período e o mercado de fertilizantes se manterá firme com aumentos de consumo dos fertilizantes especiais”, afirma.

Apesar de possuir uma agricultura de grande escala, o Brasil ainda possui taxas baixas de utilização de fertilizantes, quando comparado com países da Europa, Canadá e Estados Unidos, explica Coutinho. “O Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos, China e Índia”.

“O uso da tecnologia, controle de pragas e doenças e melhoramento genético vem tornando nossas lavouras mais produtivas, que por sua vez extrairão ainda mais nutrientes do solo. Para se manter ou aumentar ainda mais esta produtividade, estes nutrientes precisarão ser repostos, o que nos indica consumos ainda maiores de fertilizantes no futuro. Por isso como fabricantes de fertilizantes especiais estamos bastante otimistas”, explica.

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Repórter no Paraná Portal
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