Operação aplica R$ 2,9 mi de multas em empresas de aviação agrícola

Plantao Agronegocio


Por Fernando Garcel com informações do MPPR

A Operação Deriva II, que apura irregularidades na aplicação de agrotóxicos por empresas de aviação agrícola deflagrada na ultima segunda-feira (20), já contabiliza R$ 2,9 milhões em multas e 23 aeronaves interditadas. A operação acontece simultaneamente nos estados do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, sob coordenação dos Ministérios Públicos Estaduais, Federal e do Trabalho.

Operação investiga o uso irregular de agrotóxicos por empresas de aviação

Só no Paraná, a ação expediu dois autos de infração e seis notificações, com um valor de multa aproximado a R$ 1,1 milhão, e quatro aeronaves foram apreendidas. Além disso, uma empresa foi embargada e três foram notificadas por colocarem os trabalhadores em exposição direta com agrotóxicos. A fiscalização verificou, também, que os trabalhadores não possuíam capacitação sobre prevenção de acidentes com agrotóxicos. As empresas apresentaram documentação na qual consta a entrega dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores, porém, durante a fiscalização, não foi possível constatar o uso dos mesmos.

Em Mato Grosso do Sul, nos dois primeiros dias de operação, 13 aeronaves foram interditadas pela Anac, sendo que uma delas acabou apreendida criminalmente pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECO). Nove empresas foram fiscalizadas e oito autos de infração foram expedidos, totalizando R$ 1.865.672,00 em multas.

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No Estado de Mato Grosso, seis aeronaves utilizadas na aplicação de agrotóxicos foram interditadas. Quatro empresas foram fiscalizadas no município de Primavera do Leste, que tem a maior frota agrícola do país. As aeronaves interditadas apresentavam problemas como falta de documentação e irregularidades na manutenção dos aviões. Quatro empresas foram notificadas por não possuir Cadastro Técnico Federal.

A fiscalização conjunta conta ainda com a participação da Polícia Militar Ambiental (PMA), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) e Instituto de Criminalística da Polícia Civil (PC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Governo Federal e Agências Estaduais de Defesa Sanitária Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e Mato Grosso do Sul (Iagro).

Os dados são preliminares, tendo em vista que o trabalho de fiscalização deve continuar até sexta-feira (24).

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