Otimismo marca início da colheita de milho no noroeste do Paraná

Mariana Ohde


Com Faep e Rosângela Gris, Metro Maringá

Os produtores de milho do noroeste do Paraná estão iniciando a colheita da safrinha com perspectiva de bons resultados. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (seab), a expectativa é de que sejam colhidas 1,4 milhão de toneladas. O volume é 55% superior às 900 mil toneladas colhidas em 2016 nos 31 municípios que integram a Regional de Maringá.

“O clima foi bastante favorável este ano, tanto na fase de plantio como na de desenvolvimento das plantas”, diz Dorival Basta, economista do Deral.

O otimismo também se deve a produtividade inicial bem acima da esperada. O Deral calcula uma produtividade média de 5, 4 mil a 5,9 mil quilos por hectares, porém até o momento os registros são de 7 mil quilos por hectare. “É claro que ainda é muito cedo para comemorar, porque a colheita está no início, mas é um resultado muito satisfatório”, comemora o economista.

O que preocupa os agricultores, no momento, é o preço do milho no mercado. Ontem (28) a saca de 60 quilos do grão era negociada entre R$ 17,70 e R$ 18,00. “O preço está muito baixo e infelizmente não há perspectivas de melhora”, lamenta Basta.

Queda nos preços

No Paraná, a colheita da safrinha atingiu 2% da área plantada, com avanço de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior. No mesmo período do ano passado 10% da área já estava colhida e na média dos últimos quatro anos a colheita era de 5%. O atraso é fruto tanto do plantio mais tardio em algumas regiões produtoras (oeste) como também da umidade muito elevada para colheita.

A condição das lavouras é predominantemente boa (93%) contra 63% do ano passado, 6% estão em condições medianas e 1% das lavouras são classificadas como ruins.

Mesmo com a colheita incipiente a queda nos preços preocupa em função da safra recorde que se confirma. Nesta sexta-feira (23) o preço médio de balcão divulgado pela Seab chegou a R$ 19,13/sc, abaixo do preço mínimo e com queda semanal de 6% em relação à semana anterior.

O milho registrou a maior queda da semana em Chicago, muito em função dos ganhos acumulados nas semanas anteriores (estimulando realização de lucros). Os fatores de queda foram os mesmos da soja: umidade adequada no meio oeste americano e exportações fracas. Contrato jul/17 fechou nesta sexta-feira (23) cotado a US$ 3,59/bu com queda de 6,5% na semana.

A emergência de plantas atingiu no início desta semana 98% da área americana e as condições das lavouras estão ligeiramente melhores em relação à semana anterior. As áreas em excelentes condições somam 12% contra 10% da semana passada. As áreas em boas condições totalizam 55% contra 57% da semana anterior.

As vendas líquidas americanas foram de 528,8 mil toneladas da safra 16/17 com queda de 12% em relação à semana anterior, porém com alta de 16% frente à média das últimas quatro semanas. Da temporada 17/18 foram negociadas 124 mil toneladas para exportação.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal