Paraná pode ter geada no fim de semana

Mariana Ohde

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O Paraná pode enfrentar geadas neste fim de semana, especialmente nas regiões centro-sul e oeste. O risco é maior entre domingo (21) e segunda-feira (22), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No norte do Paraná, as temperaturas caem, mas não deve haver geada nos próximos dias.

Nesta terça-feira (16), entrou em operação o serviço Alerta Geada, que será mantido pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e pelo Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) até o final do inverno. As previsões podem ser acessadas nas páginas do Iapar e do Simepar ou pelo telefone (43) 3391-4500, ao custo de uma ligação para aparelho fixo. Interessados em receber as mensagens do Alerta Geada por e-mail ou SMS devem se cadastrar no site do Iapar.

O principal objetivo do Alerta Geada é auxiliar produtores rurais na prevenção e redução de perdas agrícolas. Os avisos são amplamente difundidos por uma rede formada por órgãos públicos estaduais, prefeituras municipais, cooperativas, associações rurais, técnicos e profissionais de agronomia, veículos de comunicação, estabelecimentos educacionais e comunitários. Desde que foi lançado há 23 anos, o serviço destaca-se pelo alto grau de confiabilidade, pois nunca ocorreu erro na detecção desse tipo de evento.

Recomendações

O estado tem cerca de 50 mil hectares de lavouras de café – as mais vulneráveis à geada. A maioria é cultivada por pequenos produtores familiares e tem em média 10 hectares. A estimativa de produção para 2017 está em torno de 1,3 milhão de sacas beneficiadas.

A maior parte da produção está concentrada no norte do estado, onde as geadas podem demorar um pouco mais para começar. Porém, o ideal é prevenir. “Considerada a relação custo-benefício, as medidas de proteção valem a pena”, afirma o economista do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do Paraná, Paulo Sérgio Franzini.

Segundo a meteorologista Ângela Beatriz Costa, para lavouras cafeeiras com idade entre seis e 24 meses, é recomendável amontoar terra até o primeiro par de folhas no tronco das árvores imediatamente, protegendo as gemas e evitando a morte da planta em caso de geada severa. Conhecida como “chegamento de terra”, a proteção deve ser mantida até o final do período frio – em meados de setembro – e então retirada preferencialmente com as mãos.

Nos plantios com até seis meses de idade, a recomendação é enterrar as mudas. Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica. A proteção das lavouras novas e viveiros deve ser rapidamente removida logo que a massa de ar frio se afastar e cessar o risco imediato de geada.

Outros setores da economia também são beneficiados pelo Alerta Geada, como produção de hortaliças, comércio de vestuário, construção civil e turismo.

Geadas

Segundo o meteorologista do Simepar Cezar Duquia, o risco de geada configura-se com a aproximação de massas de ar frio com “céu de brigadeiro”. O fenômeno costuma ocorrer no Centro Sul, Planalto Central e na parte da Região Metropolitana de Curitiba, conhecida como Planalto Leste.

As condições do tempo são monitoradas com base em dados de temperaturas, pressão atmosférica, ventos e umidade do ar desde a superfície até aproximadamente 15.000 metros de altura. Também são observadas as imagens provenientes de satélites. É analisado um campo meteorológico em ampla escala, com dados nacionais e internacionais integrados em uma rede. As previsões são reavaliadas duas vezes ao dia. Um mapa de probabilidade classifica a geada como fraca, moderada ou forte.

Uma vez emitida a previsão do Simepar, a equipe de agrometeorologistas do Iapar interpreta as informações e dispara os alertas por e-mail, mensagens de texto, imprensa e redes sociais. Se as condições para formação de geada persistem, um aviso de ratificação é enviado até 24 horas antes da ocorrência prevista. “Os prognósticos deste ano indicam normalidade com El Niño fraco em julho e agosto, quando aumenta um pouco a probabilidade de geada”, explica Duquia. Em 2016 foram emitidos dois alertas.

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Repórter no Paraná Portal
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