Projeto de horticultura da UEM vai receber R$ 1,3 milhão em investimentos

Mariana Ohde


O secretário João Carlos Gomes recebeu na terça-feira (29) os coordenadores do projeto Programa de Apoio ao Produtor Rural de Horticultura do departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá. O programa recebe apoio do governo do Paraná, por meio do Fundo Paraná, que está ligado a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

Cerca de R$ 1,3 milhão serão investidos no período de dois anos, no programa que envolve ações com professores pesquisadores, estudantes de graduação, recém-formados e produtores rurais para estimular, incentivar, diversificar e fortalecer a produção e comercialização de hortaliças.

A proposta é estimular práticas que favoreçam a qualificação da mão de obra, o aumento da produtividade e a queda dos índices de desperdício do que é produzido pelos micro e pequenos produtores de horticultura da região noroeste do Paraná.

“Com o investimento, estimulamos a pesquisa nesse segmento e proporcionamos o apoio para o desenvolvimento econômico e social das pequenas propriedades que tem como principal fonte de renda a produção de hortaliças, flores, frutos, plantas medicinais, cogumelos e produção de mudas, agregando medidas para elevar o nível de vida no meio rural. Queremos fortalecer e estimular a produção de hortaliças”, ressaltou o secretário.

Durante a reunião os professores José Usan Torres Brandão Filho, coordenador científico do programa, Paulo Sergio Lourenço de Freitas, coordenador técnico, e Ademir Massahiro Moribe, integrante da equipe relataram as principais atividades desenvolvidas pelo projeto.

Ações

O grupo desenvolve pesquisas e experimentos para a produção de plantas resistentes a ações naturais como estiagens, veranicos, ou excessos de chuva e também faz estudos sobre o uso racional da água e controle de patógenos. As técnicas desenvolvidas no projeto podem ser facilmente adotadas por pequenos produtores de hortaliças, especialmente na região de abrangência da UEM.

Outra ação acontece nas clínicas (fixa e itinerante), nas quais professores e estudantes de agronomia dão atendimento aos produtores rurais, nos laboratórios da universidade ou nas feiras de produtores, auxiliando na identificação de pragas, fungos e doenças que atingem a horticultura com o objetivo de melhorar a produtividade.

José Usan ressaltou que a falta de conhecimento de técnicas agrícolas tem sido um dos principais fatores limitantes no cultivo de frutas, hortaliças e plantas medicinais que representam fontes de alimentação nutritiva e saudável. “A região noroeste do Paraná abrange cerca de 90 municípios, com predominância de atividades agrícolas. Porém, os pequenos produtores desta região necessitam de orientações no manejo e uso adequado dos recursos naturais como o solo, água, ar e biodiversidades animais e vegetais”, disse.

Segundo Usan já foram desenvolvidas inúmeras ações no ano de 2016 e começo de 2017 como montagem, manutenção e acompanhamento de hortas didáticas e terapêuticas, adaptadas às necessidades locais de cada ambiente onde estão inseridos alunos, idosos e crianças. “O projeto criou hortas didáticas em uma escola para deficientes auditivos, outra em uma creche e também em asilos e lar escola. Nestes locais a proposta foi a implantação de horta num pequeno espaço com objetivo pedagógico”, ressaltou.

Os participantes do projeto também desenvolveram o campo de experimento que incluíram atividades de preparação dos cultivos, plantio, tratos culturais, monitoramento dos cultivos, limpeza, colheita e pós-colheita. Tudo isso foi demonstrado para mais de 250 produtores de mais de 30 municípios em um Dia de Campo.

Visita

Na segunda-feira (27) dezenove alunos juntamente com 10 professores que estão envolvidos com o programa de horticultura visitaram a Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa), em Curitiba para conhecer os serviços de à comercialização de produtos.

Participaram da reunião o diretor geral da Seti, Décio Sperandio; o assessor do gabinete, Aroldo Messias de Melo Junior; e Elenir Santos Silva que atua na Unidade Gestora do Fundo Paraná.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal