Paraná e Santa Catarina intensificam a defesa agropecuária

Redação

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O Paraná e Santa Catarina vão intensificar a defesa agropecuária nas suas divisas e na fronteira com a Argentina. A partir de 2020, é proibida a entrada de animais vacinados contra a febre aftosa – com exceção daqueles que vão ao abate imediato.

A fiscalização com a suspensão de vacinas traz uma série de ações do governo estadual. Desde outubro, por exemplo, o uso e comercialização de vacinas já estão proibidos.

Ontem (11), representantes dois dois estados estiveram reunidos para discutir as estratégias de controle do trânsito de animais. O evento contou com a presença de representantes das agências de defesa, órgãos de segurança pública dos dois estados e o Exército.

“Nossa parceria com Santa Catarina é de longa data, mas precisamos pensar juntos em estratégias para afinar o trabalho nas unidades de monitoramento e proteger nosso status sanitário”, afirma Norberto Ortigara, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento.

DEFESA AGROPECUÁRIA NO PARANÁ E EM SANTA CATARINA 

Santa Catarina não aplica vacinas contra febre aftosa no rebanho desde 2000 – e obteve o reconhecimento da OIE (World Organization for Animal Health) sete anos depois. Com isso, conquistou novas fatias de mercados em países que não compram carnes de animais vacinados.

“Desde que obtivemos a certificação, manter essa vigilância nas nossas divisas e na fronteira com a Argentina é uma preocupação constante. Temos interesses em comum com o Paraná, e estamos unindo forças na fiscalização”, disse a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Luciane de Cássia Surdi.

Já o presidente da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná ), Otamir Cesar Martins, explicou que a proibição da entrada de animais vacinados é mais uma etapa de um longo trabalho que o Estado desenvolve para fortalecer a defesa agropecuária.

“Além da campanha semestral de atualização do cadastro de animais, tivemos autorização para contratação de profissionais para o trabalho de fiscalização e vigilância, reformas de barreiras interestaduais e investimento em fiscalização volante”, completou.

*** com informações da AEN

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