Agrotóxico em nabo forrageiro dizima abelhas de 40 caixas em Turvo, no Paraná

Redação


Dezenas de abelhas, que estavam em 40 caixas pertencentes a apicultores, foram encontradas mortas por envenenamento por agrotóxico em Turvo, na região central do Paraná, em setembro deste ano.

Um laudo do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) apontou que o agrotóxico fipronil foram coletados nas amostras de abelhas mortas, vivas, favos e plantas de nabo forrageiro, que eram utilizadas como cobertura de inverno em uma área próxima aos apiários.

NABO FORRAGEIRO COM AGROTÓXICO INTOXICOU ABELHAS, EM TURVO

No dia 10 de setembro de 2020, ao inspecionar os apiários, produtores da Colônia Velha do Ivaí, no interior de Turvo, encontraram as abelhas dizimadas. Elas estavam mortas dentro e fora das caixas, e com a “língua” para fora. Algumas, ainda vivas, encontravam-se desorientadas e sem reação.

No local, predominam as pequenas propriedades, com mão de obra familiar, onde se cultivam olerícolas e fruticultura. Neste caso, a apicultura também contribuía para o sustento das famílias afetadas.

De acordo com a investigação da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), um agricultor utilizou o inseticida em jato dirigido no sulco de plantio, com o objetivo de controlar a vaquinha para a semeadura do milho.

Porém, havia plantas do nabo forrageiro ainda com flores. As abelhas que ainda visitavam as flores do nabo foram intoxicadas e contaminaram o enxame.

Agrotóxico em nabo forrageiro dizima abelhas de 40 caixas em Turvo, no Paraná
Abelha com a língua para fora (Divulgação/SEAB)

ADAPAR EMITE ALERTA

A Lei Federal 7802, de 11/07/1989, estabelece na alínea b, do art.14, que “as responsabilidades administrativa, civil e penal pelos danos causados à saúde das pessoas e ao meio ambiente, quando a utilização de agrotóxicos não cumprir o disposto na legislação pertinente, caberá ao usuário, quando proceder em desacordo com o receituário ou as recomendações do fabricante”.

Por isso, o produtor que causou o dano foi autuado. A Adapar alerta os agricultores para que leiam atentamente a bula/rótulo e o receituário agronômico do agrotóxico que adquirirem.

No caso registrado em Turvo, tanto a bula quanto o receituário agronômico informavam: “Este produto é tóxico para abelhas. Não aplique este produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades”.

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