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Mulher que matou fazendeiro em Maringá é condenada a 20 anos

Uma mulher que trabalhava como diarista na casa do agropecuarista Garcia Pereira Marques foi condenada a 20 anos, em júr..

Mariana Ohde - 31 de agosto de 2017, 07:08

Foto: Polícia Civil
Foto: Polícia Civil

Uma mulher que trabalhava como diarista na casa do agropecuarista Garcia Pereira Marques foi condenada a 20 anos, em júri popular, por seu assassinato. O crime aconteceu em Maringá, no dia 30 de abril de 2016.

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Lenice Mariano Pereira foi contratada por Cosme Alexandre Bombachini, que era genro do fazendeiro, para cometer o crime. Ela foi condenada por homicídio duplamente qualificado, por ser contra vítima idosa - o fazendeiro tinha 62 anos.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), a vítima e seu irmão tinham uma relação conturbada, principalmente por questões relacionadas a bens e dinheiro envolvendo uma herança deixada pelo falecido pai. Em novembro de 2015, a convivência entre os dois teria piorado porque o agropecuarista, segundo a denúncia, descobriu que o irmão havia movimentado uma quantia superior a R$ 1 milhão das contas dos pais. Ele ameaçou denunciá-lo à Receita Federal caso ele não devolvesse o dinheiro.

Para se livrar da pressão, o irmão teria encomendado ao genro da vítima a sua morte - Bombachini receberia R$ 1 milhão pelo assassinato. Ele chamou, então, duas mulheres para executar o crime: a diarista da casa, Lenice, que tinha curso de segurança, e uma amiga dela, Daiane Elias Luiz. Lenice receberia R$ 20 mil e Daiane receberia R$ 2,5 mil pela morte do fazendeiro.

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O genro também teria concordado em encomendar o assassinato por ser casado com a única filha da vítima - com a morte, ele herdaria todos seus bens, uma herança estimada em R$ 15 milhões.

Crime

Os envolvidos planejaram simular um assalto. No dia do crime, o genro convidou a vítima para ir até uma farmácia e para comprar um lanche. Ele levou a vítima para local previamente combinado com as mulheres, que os esperavam em outro veículo. Elas seguiram o primeiro carro até um local afastado, na zona rural da cidade, e a diarista disparou seis tiros contra o agropecuarista, que morreu na hora.

Depois do crime, Bombachini procurou a polícia, pouco antes das 23h, e relatou o suposto assalto. Ele disse à polícia que conseguiu fugir, mas que o fazendeiro ficou em poder dos assaltantes.

A partir do Boletim de Ocorrência, a polícia deu início às investigações. Ao ter acesso às câmeras de segurança dos locais por onde Bombachini disse ter passado, os policiais perceberam que as imagens não condiziam com a versão dele.

Uma das câmeras instaladas próximas a uma rotatória, local onde ele disse que foi abordado por assaltantes, mostra o carro de Bombachini andando devagar e sem qualquer outro veículo próximo. O carro dele chega a ficar parado na rotatória até o momento que um veículo escuro se aproxima e ambos se afastam. Minutos depois, as câmeras captam a imagem do carro de Bombachini retornando.

Após diligências, a polícia descobriu o plano e pediu a prisão temporária de Bombachini. Quando confrontado com as imagens das câmeras, ele confessou o crime. A arma usada foi um revólver calibre 38 de propriedade do próprio Bombachini. Ele afirmou que entregou a arma para Lenice horas antes do crime.

Todos os acusados de envolvimento na morte do fazendeiro estão presos. A amiga da diarista tem julgamento marcado para o dia 13 de setembro.

O caso dos outros dois réus - irmão da vítima e genro - ainda não foi julgado porque ambos recorreram à instância superior.