Tomazina e Joaquim Távora vencem Café Qualidade Paraná

Redação


Os cafeicultores Valdeir Luiz de Souza, de Tomazina, e Edson Messias de Carvalho, de Joaquim Távora, venceram o prêmio Café Qualidade Paraná nas categorias cereja descascado e natural. Eles superaram 120 lotes que iniciaram a disputa, e receberam R$ 5 mil de prêmio. A cerimônia de premiação foi nesta quinta-feira (24), em Ivaiporã, e reuniu cerca de 500 participantes.

Campeão pelo terceiro ano consecutivo, Valdeir Luiz de Souza vê no resultado uma valorização de seu trabalho. “Esse prêmio representa um serviço bem feito, bem concluído”.

“Eu lutei para isso, mas não esperava tanto. Superou minha meta, é um estímulo para produzir melhor”, disse o cafeicultor Edson Messias de Carvalho. Ele foi vencedor duas vezes – ganhou também um prêmio de R$ 1,5 mil em reconhecimento à sustentabilidade de sua produção.

O segundo e o terceiro colocado de cada categoria levaram R$ 3,5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. Foram ainda destinados R$ 1,5 mil ao quarto e R$ 1 mil ao quinto colocado.

Como incentivo adicional, os campeões têm a opção de vender o lote por R$ 1 mil a saca de 60 quilos, aquisição garantida pelos patrocinadores do certame. Essa garantia de compra se estende aos classificados até a quinta posição, respectivamente nos valores de R$ 850, R$ 800, R$ 750 e R$ 700. Para se ter uma ideia, o mercado físico paga em torno de R$ 350 por um café de boa qualidade.

COMO FUNCIONA

Os concorrentes do Café Qualidade podem disputar nas categorias cereja descascado ou “via úmida” – a polpa do grão maduro é retirada para diminuir o tempo no terreiro – e natural ou “via seca”, que é a forma mais comum de processamento, em que o grão vai inteiro para secagem.

O cafeicultor interessado em participar faz a inscrição em um escritório da Emater-PR. São aceitos até dois lotes por produtor, um em cada categoria, com o mínimo de uma e o máximo de cinco sacas de 60 quilos do produto beneficiado. Este ano, apenas a região Oeste não inscreveu concorrente.

Os lotes passam inicialmente pelo crivo de uma comissão de classificadores, para avaliação física de acordo com a Classificação Oficial Brasileira (COB). Os aprovados seguem para o julgamento final, conduzido por outro grupo de provadores – eles utilizam a metodologia SCAA (sigla em inglês para Associação Americana de Cafés Especiais) para avaliar os quesitos aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e balanço da bebida.

Na inscrição, o cafeicultor pode optar por uma avaliação da sustentabilidade da produção de seu lote, e ter então sua propriedade auditada por um profissional da Emater-PR.

*Com informações da AEN*

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