Campanha alerta para vendas falsas de proteína animal no mercado internacional

Redação

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A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) lançou nesta segunda-feira (29) uma campanha para alertar importadores e potenciais clientes contra casos de fraudes e vendas falsas, que impactam as exportações brasileiras de aves e de suínos.

A campanha contará com vídeos em português, inglês e mandarim, que detalham cuidados na checagem do suposto vendedor antes da efetivação de pagamentos. Entre as medidas, está a checagem dos dados junto à ABPA e aos postos diplomáticos no exterior. O vídeo, em

De acordo com a ABPA, as fraudes envolvem clonagem de sites de empresas exportadoras, boletos de vendas que não aconteceram, falsificação de rótulos de produtos que não foram produzidos no Brasil, utilização de SIF’s falsos, clonagem de e-mails e criação de escritórios fantasmas totalmente estruturados (inclusive com contas bancárias), entre outros.

Para inibir as práticas criminosas, as agroindústrias exportadoras já estruturaram, inclusive, áreas internas de compliance exclusivas para tratar das fraudes.

“A ABPA tem trabalhado junto a entes governamentais especializados para coibir cada dia mais essas fraudes, que estimamos já ter alcançado 1 mil casos nos últimos cinco anos. Com esta campanha, queremos dar impulso à uma dupla checagem contra as fraudes, que causam prejuízos a quem busca importar produtos do Brasil e impactam a imagem e a segurança do comércio internacional de proteína animal”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Nesta terça-feira (30), a PCPR (Polícia Civil do Paraná) deflagrou uma operação contra suspeitos de golpe bilionário contra empresas estrangeiras. De acordo com a investigação, o principal suspeito pratica fraudes há, aproximadamente, quatro anos, falsificando documentos públicos e particulares, induzindo às vítimas a depositarem altas quantias na conta de sua empresa.

O depósito era realizado sob a promessa de entrega de produtos de proteína animal como, por exemplo, pés de frango. Para concretizar as “vendas”, o suspeito apresentava aos clientes um portfólio, que atribuía a ele parcerias com empresas do ramo de proteína animal, todas com grande renome no cenário nacional.
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