Ceasa teve prejuízo de 12 mil toneladas com paralisação de caminhoneiros

Cristina Seciuk - CBN Curitiba

Ceasa

Após o período atípico e com dificuldades no abastecimento por causa das manifestações de caminhoneiros em todo o país, a Ceasa estima que os impactos da greve representam prejuízo de pelo menos 12 mil toneladas entre produtos que foram perdidos ou que deixaram de ser comercializados.

A avaliação é do técnico e orientador de mercado da Ceasa, Evandro Pilatti, quantidade que representa 20% do volume total médio que é movimentado em um mês.

“Basicamente ficou uma semana sem abastecer, uma média de 2.500 toneladas por dia; isso aí representa 12 a 13 mil toneladas de produtos”, disse.

Apesar das perdas, a movimentação agora já está muito próxima à normalidade. Segundo Pilatti, poucos produtos ainda não tiveram a oferta restabelecida, como o melão, por exemplo.

Os preços também começam a voltar aos patamares cobrados antes dos bloqueios nas rodovias. Em alguns casos os aumentos, que chegaram a 100, 110% para alguns itens começam a se reverter.

“Os preços caíram de 30% a 50%; na verdade voltaram ao normal, né. Os únicos que continuam com os preços um pouco elevados são a abrobinha, a beterraba, o tomate e a vagem… no geral as folhosas e legumes em geral voltaram aos preços que eram praticados antes do movimento de greve”, explicou.

Ainda de acordo com o técnico e orientador de mercado da Ceasa o movimento, que estava bastante tímido durante a paralisação, foi retomado e está até acima do habitual. A procura tem relação não só com a recuperação de estoques dos compradores, mas também com o início de mês, que costuma ser de ampliação na procura pela central de abastecimento.

 

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