Cebola e batata ficam mais baratas nas principais Ceasas

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cebola, preço

A cebola registrou queda nos preços no atacado em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na cidade do Recife, a redução foi de 46,9%, enquanto no Rio de Janeiro a diminuição ficou em torno de 20,7%.

O arrefecimento já era aguardado pela previsão da maior intensidade da oferta, bem como da diversificação das áreas de produção nesta época do ano, como aponta o 9º Boletim Prohort divulgando nesta quinta-feira (17).

O preço da batata também caiu em agosto. A queda, no entanto, está relacionada a uma menor demanda, ainda retraída com as medidas de contenção devido à Covid-19. A pouca procura favorece uma maior oferta do tubérculo nos mercados.

“A considerar as previsões de área a ser colhida, tanto em Minas Gerais como em São Paulo, bem como as previsões meteorológicas para os estados produtores atuais, que são favoráveis à colheita, a oferta em setembro continuará sendo suficiente para atender a atual demanda, não exercendo pressão nos preços. Dessa forma, as cotações continuarão, muito provavelmente, em declínio”, diz o boletim.

Já o clima frio contribuiu para a alta de preços na comercialização do tomate e do mamão nos principais atacadistas do país. As temperaturas mais baixas desaceleram o processo de maturação, o que reflete em uma menor oferta dos produtos. O quilo do tomate ficou em R$ 2,15 na Central de Abastecimento em Vitória/ES, por exemplo.

Em Goiânia, a alta chegou a 49,2%.

“O comportamento não é comum para o período, mas como a cotação do tomate tem forte influência da produção local ou de regiões próximas, qualquer pequeno desajuste tende a gerar grande impacto”, explica Joyce Fraga, gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab.

A partir de setembro, a previsão é de queda na cotação do tomate. No caso do mamão, os preços apresentaram estabilidade nas primeiras semanas do mês.

RECUPERAÇÃO

Nesta edição, o Boletim inicia a divulgação de análises específicas, como um tópico extra no documento sempre que houver algum destaque no setor de comercialização de hortifrútis. Neste mês, será analisada a recuperação da comercialização das hortaliças nas Ceasas, após os impactos das medidas adotadas para conter a disseminação do novo coronavírus.

A movimentação de hortaliças nas Centrais, em agosto de 2020 ficou 10% acima da, registrada em abril, por exemplo. Se compararmos julho com abril, o aumento é de 17%. De acordo com a análise da Conab, o setor de folhosas, apesar de ter sido um dos que mais sentiram as medidas restritivas, teve uma resposta rápida com a retomada da economia.

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