Com vendas represadas, oferta triplica na Ceasa e derruba preços

Francielly Azevedo - CBN Curitiba e Jordana Martinez

Ceasa

Com a volta da circulação de caminhões pelas estradas paranaenses, o movimento na Ceasa de Curitiba nesta sexta-feira (1) está três vezes maior que o registrado em dias normais.

Segundo o diretor-presidente da Ceasa, Natalino de Souza, os produtores tentam compensar os prejuízos e comercializar os produtos que estavam “represados” por conta da greve.

“O consumo estava represado e a falta de oportunidade fez com que nós tivéssemos um bom estoque de produto num volume de comercialização acima do normal. Nós podemos dizer que o consumo está três vezes acima de um dia normal”, explicou.

Segundo o diretor, a circulação de caminhões para descarregar produtos na Ceasa é tão grande que foi necessário aumentar o espaço para exibição dos alimentos de 312 para 490.

“A oferta foi muito grande e eles estão até reclamando do tamanho da oferta, e isso jogou o preço para baixo”, afirmou.

A saca de batata de 50 kg, por exemplo, que na semana passada, durante a greve, chegou a custar R$ 250, nesta sexta-feira está variando entre R$ 110 e R$ 120. Mas alguns produtos ainda estão em falta como mamão, melão e laranja, que vem de fora do estado.

“Aqui vale a lei da oferta e da procura. Com a oferta represada, os preços ficaram muito altos. É claro que alguns produtos a gente não está ainda na normalidade”, disse.

A Ceasa movimenta por dia cerca de R$ 1 milhão de dólares e 2 mil e 500 toneladas de produtos.

 

Previous ArticleNext Article