Litoral paranaense não foi afetado por toxina que atinge moluscos

Mariana Ohde


O litoral do Paraná não foi afetado pela toxina paralisante PSP, segundo análise da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da coordenação de Vigilância e Prevenção de Doenças dos Animais Aquáticos.

No dia 19 de outubro, a presença da toxina no litoral de Santa Catarina fez com que a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná interditasse a venda de moluscos procedentes da região. Os produtos interditados foram os moluscos produzidos a partir do dia 10 de outubro de 2017 nas regiões de Zimbros e Canto Grande, em Bombinhas, e a partir de 18 de outubro de 2017 da Ilha João da Cunha, em Porto Belo, e dos costões de Santa Catarina.

A contaminação pela toxina foi alertada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que também interditou a retirada de moluscos bivalves de todo o litoral catarinense.

A toxina paralisante PSP (em inglês, Paralytic Shellfish Poisoning) é produzida por uma alga do gênero Alexandrium sp, da qual não se tinha notificação no Brasil.

Por causa da possibilidade de ocorrência no litoral paranaense, a Adapar realizou coletas de amostras de ostras e de água do mar entre os dias 20 e 27 de outubro. O trabalho foi feito em locais de cultivos na Baía de Guaratuba, Baía de Paranaguá e na Baía de Guaraqueçaba.

As amostras foram enviadas ao Laboratório Oficial de Análise de Resíduos e Contaminantes em Recursos Pesqueiros (LAQUA/IFSC/Itajaí/SC) e também ao Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Pontal do Paraná.

Em todas as análises, segundo a Adapar, não foi detectada a presença da toxina paralisante PSP. Também não foi encontrada a alga Alexandrium sp na analise qualitativa da água do mar coletada.

“Com os trabalhos realizados, a Adapar entende que o produto de maricultores do litoral paranaense não tem restrições de consumo. A vigilância continuará sendo realizada com o apoio das instituições como o Centro de Estudos do Mar/UFPR – Pontal do Paraná e do Instituto Federal de Santa Catarina/IFSC responsável pelo LAQUA e também com o Serviço de Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde”, afirma o órgão em nota.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal