Palotina produz 100 mil litros de vinho e movimenta R$ 1,5 milhão

Mariana Ohde


Palotina recebe, nesta quinta e sexta-feira (6 e 7), a 11ª Avaliação de Vinhos Coloniais Tintos e Brancos do município. O evento é resultado de um projeto desenvolvido pela Emater em conjunto com a prefeitura para estimular a produção de vinhos coloniais e também melhorar a qualidade dos produtos já elaborados.

A iniciativa tem a participação de 18 vinicultores que inscreveram 18 vinhos tintos feitos com a uva bordô e 15 vinhos brancos feitos com a uva niágara.

O resultado será divulgado no dia 15 de julho, no tradicional Jantar Italiano que, todos os anos, reúne mais de mil pessoas na cidade. O evento é promovido pela Emater, prefeitura, Centro Cultural Italiano e o campus local da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Produção

Palotina tem cerca de 50 famílias que produzem vinho. Segundo o extensionista Eduardo Vinicius Wammes, há aquelas que elaboram a bebida apenas para consumo em casa e outros que desenvolvem a atividade como negócio, comercializando o vinho no município, na região e também para o Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

“A colonização aqui foi feita com gente que veio dos outros dois estados do Sul, de origem italiana, que trouxe essa tradição de produzir a bebida”.

Eduardo Wammes em visita à cantina do Sr. Roque Sartori.
Eduardo Wammes em visita à cantina do Sr. Roque Sartori.

As 18 famílias que inscreveram os seus vinhos para avaliação produziram, neste ano, 82 mil litros da bebida. “Em 2007, quando foi promovido o primeiro evento de avaliação, a produção local estava na faixa de 12 mil litros. Hoje, se a gente considerar o conjunto de todos os produtores, passa longe de 100 mil litros anuais”, contabiliza o técnico da Emater.

A produção anual de vinhos chega a injetar na economia de Palotina quase R$ 1,5 milhão.

Desafios

Wammes conta que o grande desafio dos técnicos é ajudar os vinicultores a melhorar a qualidade do que produzem. “Aqui é uma região de clima quente, condição que dificulta o trabalho dos produtores. Por isso, temos levado apoio para que as famílias consigam investir em equipamentos para climatização dos ambientes de processamento e conservação”, explica.

Outra medida é orientar os vinicultores para o uso dos diversos insumos enológicos que também contribuem para uma melhor conservação dos vinhos.

O diretor-presidente do Instituto Emater, Rubens Ernesto Niederheitmann, destaca a importância da atividade para a dinamização do comércio local. “É uma iniciativa que promove a diversificação dos negócios rurais. Com o processamento da uva, o produtor também agrega mais valor ao produto e aumenta a sua renda. Com o agricultor ganhando mais dinheiro toda a economia local e regional é fortalecida”, disse Niederheitmann.

Os vinhos serão avaliados por três técnicos da Emater que trabalham com a vitivinicultura – Célio Potrich, de Toledo, Nelson Kunzler, de Quatro Pontes, e o Rudimar Battisti, de Ampére, além do enófilo Mauro Basso, empresário da cidade.

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Repórter no Paraná Portal
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