Deral estima crescimento de 18% na primeira safra de grãos no ciclo 19/20

Jorge de Sousa

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O segundo maior produtor de grãos do país projeta com otimismo o ciclo 2019/2020 em suas lavouras. Segundo o Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria da Agricultura do Estado do Paraná), o estado deve colher 23,3 milhões de toneladas dessas culturas em sua primeira safra, número 18% superior ao ano passado.

Esse índice coloca o Paraná com chances de superar sua safra histórica de 2014/2015, quando os produtores estaduais colheram 38 milhões de toneladas de grãos nas duas etapas do plantio. Como comparação, o ciclo 2018/2019 tem a expectativa de ser encerrado com 36,8 milhões.

Na visão do diretor do Deral, Salatiel Turra, os preços de algumas culturas têm motivado os produtores do estado. “As cotações para soja e milho estão interessantes. O produtor utiliza muito esses valores para a tomada de suas decisões. Isso porque os preços precisam cobrir os custos de produção para gerir lucro para as propriedades”, explica.

A soja deve puxar o bom rendimento do setor. O Deral estima que a área de plantio seja de 2,4 milhões de hectares, com aumento de 1% em comparação ao ciclo anterior. Mas a projeção de colheita é de 19,7 milhões de toneladas, número 22% maior que a safra 2018/2019.

Atenção ao clima

Um dos fatores que mais impactam na produção é o clima. O ciclo 2018/2019 sofreu com secas durante os meses de novembro e dezembro do ano passado e teve sua produtividade puxada para baixo. As projeções da próxima safra não conseguem calcular essas variáveis, que novamente podem prejudicar a produtividade no Paraná.

“No ano passado a estimativa era semelhante com a desse ano, entretanto problemas climáticos na fase de formação dos grãos, principalmente com falta de chuva no oeste do Paraná, que é o principal polo produtor da cultura no estado, puxaram os números para baixo”, analisou o diretor do Deral.

O plantio da primeira safra começou nessa quarta-feira (11), tendo duração até o dia 31 de dezembro. Mas o início dessa etapa já tem verificado perspectiva de atraso, justamente por problemas climáticos nas regiões Oeste e Norte do Paraná.

“As chuvas não foram uniformes e com isso os produtores não se sentiram seguros para a fase de germinação dos grãos plantados. Esse atraso acaba apertando e pressionando os produtores para que eles consigam colher dentro do período”, finalizou Turra.

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