Ferroeste: Porto de Paranaguá prevê investimentos de quase R$ 1 bilhão

Redação

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A Nova Ferroeste, corredor de transporte de grãos e contêineres que vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Paraná, tem o Porto de Paranaguá como um dos principais atores do projeto. A expectativa é que a maior parte da produção passará pelo ramal ferroviário de 1.285 quilômetros, que terá Maracaju (MS) como ponto inicial.

A previsão é de um investimento acima de R$ 920 milhões no complexo. Isso porque a expectativa é que a Ferroeste seja capaz de transportar 35 milhões de toneladas por ano, aproximadamente 2/3 da produção da região. Ou seja, o Porto de Paranaguá precisa estar preparado para a alta demanda.

“Uma coisa eu tenho certeza: não vai faltar ferrovia para o porto e não vai faltar porto para a ferrovia”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes.

O planejamento da administração portuária paranaense prevê investir pesado para adaptar o Porto de Paranaguá à Nova Ferroeste. O principal deles é o chamado Moegão Leste. O projeto prevê unificar a recepção de cargas ferroviárias.

Em vez de precisar desmembrar a composição e descarregar em dez terminais diferentes (1 público e 9 privados) como é feito atualmente, todo o material será deixado em um ponto fixo. De lá, por esteiras transportadoras, é encaminhado ao respectivo terminal.

O investimento é de R$ 450 milhões, com recursos do governo do Paraná. A previsão é que a licitação do projeto ocorra no segundo semestre deste ano. A partir daí, são 24 meses de obra.

“Serão dois grandes estados produtores descarregando no Porto de Paranaguá. Nosso dever é melhorar e otimizar o terminal. Esse projeto do Moegão, por exemplo, tem capacidade para recepcionar 20 milhões de toneladas por ano”, diz o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

LIGADO COM O PORTO DE PARANAGUÁ, FERROESTE TEM IMPACTO POSITIVO PARA PARANÁ E MATO GROSSOL DO SUL

O projeto da Ferroeste busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do país, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior.

Será construída uma estrada de ferro entre Maracaju, maior produtor de grãos do Mato Grosso do Sul, até Cascavel, na região Oeste do Paraná.

De lá, o trem segue pelo atual traçado da Ferroeste com destino a Guarapuava – os 246 quilômetros de ferrovias atuais serão modernizados –, até se ligar a uma nova ferrovia que vai da região Central ao Porto de Paranaguá, cortando a Serra do Mar. Há previsão, ainda, de um novo ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

A expectativa é que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental em novembro. Com isso, a ideia é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência.

O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras. O investimento estimado é de R$ 20 bilhões.

O projeto da Nova Ferroeste é um dos principais projetos da administração de Ratinho Junior no governo do Paraná. Diante disso, a AEN (Agência Estadual de Notícias) já produziu matérias sobre o traçado, o impacto econômico do modal e o lado sustentável da via. Além disso, também já destacou o apoio do setor produtivo, tanto no Paraná quanto no Mato Grosso do Sul.

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