Fusão do Iapar pode impactar agronegócio do Paraná, avalia pesquisador

Redação

Iapar - Pesquisador - Fusão

O agronegócio nos dias de hoje exige atenção dos produtores com a tecnologia. Por isso, a pesquisa é fundamental para o crescimento da atividade. Aqui no Paraná, o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) atua desde 1972 para fomentar a inovação na produção agrícola e pecuária no estado.

Mas a continuidade das atividades do Iapar pode estar em risco. Tramita na ALEP (Assembleia Legislativa do Estado do Paraná) o Projeto de Lei 594/2019, que prevê a fusão do Instituto com outros órgãos do agronegócio estadual. Na avaliação do pesquisador aposentado do Iapar, Marcos Elias Traad da Silva, caso esse projeto seja aprovado o setor de pesquisas no Paraná pode sofrer impactos negativos.

“As atividades das instituições envolvidas podem sim sofrer solução de continuidade por um longo tempo. Este período, aliado à carência de recursos financeiros e orçamentários, é um dos principais “concorrentes” da eficácia no setor público”, avalia Traad da Silva.

O QUE PROPÕE O PL

A fusão envolveria o Iapar com o Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia) e Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná).

“Deveria haver uma avaliação de riscos sobre as reações e dos resultados pretendidos. Em uma análise mais criteriosa, junto com a inteligência institucional, poderiam ser encontradas alternativas mais efetivas para o governo, e com o devido respaldo da sociedade”, complementa Traad da Silva.

A junção dessas pautas resultaria no Instituto Paranaense de Desenvolvimento Rural. O projeto é de autoria do Governo do Estado, mas ainda não conseguiu sair da fase de discussões dentro da ALEP.

O pesquisador coloca como fundamental a participação dos servidores que trabalham diretamente com o setor de pesquisa e inovação nas discussões desse projeto. “Ainda há tempo para mais reflexões. É preciso apenas ter vontade política de abrir o espaço para mais diálogo”, finaliza Traad da Silva.

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