Investimentos na agricultura familiar dão mais autonomia para as mulheres

Redação


Estudos realizados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que as mulheres são responsáveis por 40% da produção de alimentos no Brasil, mas elas não possuem os mesmos acessos aos recursos de financiamento agrícola, aos serviços e educação. Em casa, elas também ainda ocupam o papel de cuidar das tarefas domésticas e dos filhos e não têm tanto poder de decisão sobre a produção.

Porém, em países em que as mulheres alcançam as mesmas oportunidades, a produção agrícola aumenta no mínimo um terço. Isto ocorre porque as mulheres tendem a reinvestir o lucro na produção e no bem-estar da família. São dados levantados pela ONU Mulheres.

Neste ano, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a instituição internacional lançou, no Brasil, o projeto Mulheres Rurais em Rede. O resultado foi a viabilização de apoio ao Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), em janeiro deste ano, da Associação de Comercialização Solidária Xique Xique, no Rio Grande do Norte e a mais nova entidade beneficiada é a Cooperativa de Comércio Justo e Consciente GiraSol, com sede em Porto Alegre.

O investimento social é de mais de R$ 849 mil e vai atender 18 empreendimentos de agricultoras familiares, quilombolas e mulheres reassentadas pela reforma agrária dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro.

Serão 180 mulheres atendidas de forma direta e ao todo, 14 municípios contemplados: Teresópolis, Magé e Maricá no estado do Rio de Janeiro; Pitanga, Mallet, e Inácio Martins no estado do Paraná e; Mostardas, Itati, Torres, Viamão, Gravataí, Taquara, Portão, Piratini no estado do Rio Grande do Sul.

A parceria foi assinada no dia 10 de julho, em Porto Alegre. Para o presidente da Fundação Banco do Brasil o objetivo é reduzir as desigualdades. “Ao fazer esta parceria com a ONU Mulheres, a Fundação BB contribui ainda mais para a autonomia, geração de renda e protagonismo das mulheres rurais”, avalia.

Na cidade de Pitanga, no Paraná, a rede de mulheres recebeu um espaço de comercialização de produtos agroecológicos. Com isso, o projeto impulsionou a produção de leite. As cidades de Mallet e Inácio Martins também foram beneficiadas. Os recursos financeiros vão ser utilizados na criação de armazéns, para permitir a comercialização da produção encabeçada pelas mulheres.

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