Justiça condena seis pessoas em processo da Carne Fraca

Fernando Garcel


O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, condenou, na manhã desta sexta-feira (28), seis pessoas no âmbito da Operação Carne Fraca. Na ação penal que investiga as irregularidades na Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os réus foram condenados por crimes de corrupção passiva e passiva privilegiada.

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Na denúncia, o Ministério Público Federal narra as irregularidades cometidas por funcionários públicos, ligados a SFA/PR, e que atuavam nas empresas, entre elas a frigoríficos ligados ao grupo JBS, a BRF Brasil Foods, entre vários outros frigoríficos de menores.

> Confira a sentença na íntegra

No despacho, o magistrado cita as vantagens indevidas que foram pagas em forma de apoio político ao PTB de Goiás. “Não há qualquer dúvida de que DINIS LOURENÇO DA SILVA e WELMAN PAIXÃO SILVA OLIVEIRA solicitaram vantagem indevida a RONEY NOGUEIRA DOS SANTOS em razão das funções públicas exercidas por ambos. A vantagem consistiu no pagamento de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) sob a forma de ‘apoio político’ alegadamente para engordar o caixa do PTB em Goiás”, cita o magistrado.

Entre os condenados estão:

  • Maria do Rocio Nascimento, pelo crime de corrupção passiva a três anos e quatro meses de reclusão mas teve relaxamento por ter fechado acordo de colaboração premiada e terá apenas penas restritivas com regime inicial aberto e pagamento de multa;
  • José Antônio Diana Mapelli, pelo crime de corrupção passiva a quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto e pagamento de multa;
    Dinis Lourenço da Silva, pelo crime de corrupção passiva e passiva privilegiada a seis anos e seis meses de prisão e multa;
  • Welman Paixão Silva Oliveira, pelo crime de corrupção passiva a seis anos de reclusão e multa;
  • Francisco Carlos de Assis, pelo crime de corrupção passiva a três anos e quatro meses de detenção, mas tem direito à substituição da prisão por penas de restrição de direito e terá o cumprimento da inicialmente em regime aberto;
  • Roneira Nogueira dos Santos, pelo crime de corrupção passiva privilegiada a seis meses de detenção, também inicialmente em regime aberto.

Os réus Daniel Gonçalves Filho e André Luis Baldissera foram absolvidos.

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