Agronegócio
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Mapa registra fungicida inédito para controle da ferrugem asiática da soja

Trata-se de um fungicida recentemente aprovado no Brasil e que será mais uma opção aos sojicultores para combater a praga.

Redação - 09 de fevereiro de 2022, 12:30

Foto: Pedro Singer/Embrapa Soja
Foto: Pedro Singer/Embrapa Soja

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou nesta semana um fungicida com ingrediente ativo novo para uso no país para o controle da ferrugem asiática da soja.

O produto inédito é feito à base do ingrediente ativo Impirfluxam. Trata-se de um fungicida recentemente aprovado no Brasil e que será mais uma opção para combater a praga.

O registro consta no Ato n° 06 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado na última segunda-feira (7) no Diário Oficial da União. A normativa traz o registro de 25 defensivos agrícolas formulados, ou seja, produtos que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores.

Entre eles, cinco defensivos agrícolas são considerados de baixo impacto ou de base biológica.

Outros dois produtos com o ingrediente ativo Dibrometo de Diquate em sua composição também foram registrados, aumentando para 19 as alternativas desse herbicida, considerado o substituto do Paraquat.

“Esses dois produtos chegam bem na hora que os sojicultores enfrentam uma escassez do herbicida no mercado nacional, justo quando se preparam para a ‘dessecação’ da soja para a colheita”, destaca o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, André Felipe Peralta.

Dos produtos de baixo impacto registrados pelo Mapa, quatro foram aprovados para uso na agricultura orgânica. O Chrysoperla externa, efetivo contra mosca-branca e pulgões; o Telenomus podisi, parasitoide de ovos do percevejo-marrom da soja; o Orius insidiosus, predador da praga Tripes Frankliniella schultzei; e o Azadirachta indica (óleo de nim), para o controle do fungo conhecido como ‘oídio’ e para a mosca-branca.

O outro produto de baixo impacto é composto por microrganismo à base de Bacillus velezensis, dessa vez em associação com Bacillus subtilis para o controle do temido mofo-branco causado por Sclerotinia sclerotiorum.

“Os produtos de baixo impacto são importantes para a agricultura não apenas pelos aspectos toxicológico e ambiental, mas também por beneficiar as culturas de suporte fitossanitário insuficiente, uma vez que esses produtos são aprovados por pragas-alvo e podem ser recomendados em qualquer cultura”, ressalta Peralta.

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração de mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

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