Municípios do litoral do Paraná poderão emitir certificação de orgânicos

Redação

Certificação de orgânicos no litoral

Uma novidade que poderá impulsionar a produção de orgânicos no litoral do Paraná: servidores das prefeituras integradas à Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa) participaram nesta quinta-feira (18) do 2º Workshop de Qualificação para Certificação de Produtos Orgânicos, realizado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). As informações são da assessoria de comunicação do Tecpar.

A capacitação, no formato virtual, fez parte de um projeto pioneiro, desenvolvido em parceria pelo Tecpar e pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), para ampliar a certificação de produtos orgânicos no Estado. Com a iniciativa, as instituições buscam estimular a geração de empregos e renda, com foco no desenvolvimento regional sustentável.

A Amlipa é formada por Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná. De acordo com dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, juntos, esses municípios possuem 1,9 mil agricultores familiares.

O Tecpar atua na certificação de orgânicos há mais de 20 anos, tendo sido o primeiro organismo credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pelo Inmetro.

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, ressaltou que a meta da gestão é levar as ações do instituto cada vez mais próximas dos municípios. “Queremos apoiar todos aqueles que trabalham e geram renda, que promovem inovação nas suas áreas de atuação. Nosso litoral é pequeno em tamanho, mas tem muito potencial, e nossa intenção com a parceria com a AMP e a Amlipa é fortalecer as oportunidades na área de certificação de orgânicos”, explicou.

Para o presidente da AMP e prefeito de Jesuítas, Júnior Weiller, a parceria entre municípios e o Tecpar valoriza os produtores orgânicos. “Com a certificação, os agricultores terão um produto de qualidade comprovadamente reconhecida por uma das maiores e melhores empresas de certificação do Brasil, que é o Tecpar. Eles conseguirão agregar valor aos produtos e levá-los, com essa certificação, às feiras e às gôndolas das grandes redes de supermercados do Paraná”, explicou.

Requisitos e normas da produção de orgânicos

O treinamento tem o objetivo de orientar secretários e técnicos municipais ligados à área de agricultura a respeito dos requisitos e normas da produção orgânica que devem ser seguidos pelos produtores que buscam obter a certificação.

O diretor de Tecnologia e Inovação do Tecpar, Carlos Pessoa, que conduziu o workshop, explica que as palestras são ministradas por engenheiros agrônomos, com temas que incluem aspectos legais e questões ligadas ao processamento de produtos orgânicos.

“A capacitação esclarece variados temas da produção de orgânicos, entre eles a atual legislação, processo de certificação, produção primária animal e vegetal, além do processamento dos produtos, abordando, inclusive, boas práticas de manuseio”, explicou. “O evento busca repassar as informações de forma interativa subsidiando as prefeituras no apoio aos produtores que buscam obter o certificado. Com isso, se reforça as práticas ligadas à sustentabilidade”.

Esta é a segunda capacitação virtual realizada pelo Tecpar pelo projeto. A primeira reuniu cerca de 50 participantes ligados à Associação dos Municípios do Centro do Paraná (Amocentro). A ideia é levar a qualificação a todas as regiões do Paraná. Inicialmente, são contempladas regiões que possuem grande número de pequenos produtores rurais e muita demanda por certificação de orgânicos.

Certificação é oportunidade para pequenos agricultores

A certificação de orgânicos é uma oportunidade para o desenvolvimento da produção de pequenos agricultores familiares, trazendo benefícios como o aumento de renda, profissionalização e acesso a novos mercados.

Com a certificação, a unidade de produção ou processamento estará autorizada a utilizar o Selo Orgânicos do Brasil, imprescindível para comercialização de produtos em todo o território nacional.

O selo pode ser concedido a agricultores que atuam nas seguintes áreas: produção primária vegetal e animal; processamento de produtos de origem vegetal e animal ou extrativismo sustentável orgânico. Os produtores certificados também poderão participar de programas que incentivam a compra de produtos da agricultura familiar.

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