Artista plástico dos EUA publica livro contando experiência no JAA

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O programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA), desenvolvido pelo SENAR-PR e voltado a adolescentes de 14 a 18 anos, ganhou destaque internacional. O artista plástico Phillip Martin, dos Estados Unidos, publicou um livro em que narra as experiências que viveu no Brasil, a partir de sua participação no JAA. Conhecido como “The mural man”, Martin pintou dois painéis em Barbosa Ferraz, na região Centro-Ocidental do Paraná, em conjunto com alunos do programa.

Martin permaneceu no Brasil por uma temporada de 20 dias – de 14 de novembro a 4 de dezembro de 2016. A vinda dele ao país foi viabilizada pelos próprios participantes do JAA, que levantaram fundos para financiar a viagem do artista plástico norte-americano. A ideia do convite havia partido de Geremias Cilião de Araújo Junior, um dos instrutores do JAA, que conhecia a fama internacional de “The mural man” – que pintou 57 murais em 25 países.

“O Phillip Martin tem uma página na internet com mais de 34 milhões de acessos. Viaja pelo mundo, fazendo painéis com o que vê de mais característico nas comunidades. Em 2015, eu tinha feito contato pela internet, pois ele tinha esperança de vir pintar um mural no Brasil”, diz Araújo Junior.

Publicação

No livro “Brasil – 5.456 km”, Martin descreve sua passagem por cidades paranaenses como Campo Mourão, Marumbi e Mamborê. O artista plástico fala de todas suas experiências, desde a descoberta de iguarias, como feijoada, polenta e quirerinha, ao contato com animais da fauna brasileira.

Mas o que dá um caráter pessoal à publicação é a forma como Martin narra o contato com os alunos do JAA e demais pessoas das comunidades. Ele descreve detalhes sobre a produção dos dois murais pintados em Barbosa Ferraz – um na Escola Municipal José Arno Turke e outro na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade.

“Eu encontro pessoas maravilhosas ao redor do mundo, onde eu pinto meus murais comunitários. Mas eu não estava preparado para o calor humano do brasileiro. Pintar com a comunidade do JAA foi o mesmo que ser adotado por uma família muito grande e calorosa, de centenas de pessoas. Os próprios alunos levantaram dinheiro para eu ir ao Brasil. Então, eles me receberam com muitos braços abertos e abraços”, diz Martin, em entrevista exclusiva concedida por e-mail ao Boletim Informativo do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Uma das histórias que “The mural man” conta no livro ocorreu na Apae. Enquanto participantes do JAA coloriam o painel, Claudinei, um aluno com paralisia cerebral, começou a gesticular, como se quisesse participar do trabalho. Martin afixou um pincel na cabeça do rapaz, para que ele pudesse ajudar a pintar o mural.

“Eu fiquei tão emocionado, que não pude aguentar e chorei. Eu não poderia imaginar os desafios deste homem, mas nós nos conectamos a partir do mural. Todo mundo chorou. No final, o Geremias disse que eu poderia ter nascido nos Estados Unidos, mas tinha o coração de um brasileiro”, relata Martin. O artista plástico disse que quer muito voltar ao Brasil, desta vez para ficar por mais tempo. O instrutor do JAA também já planeja trazê-lo de volta, para trabalhar novamente no programa e bater um recorde. “Nós queremos que ele pinte o maior painel que ele já pintou na carreira”, ressalta Araújo Junior.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

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