Quebra da soja no Paraná foi maior em lavouras precoces e tardias

FAEP

Os produtores do Paraná que resolveram arriscar e plantar ou nos primeiros ou nos últimos dias da janela de plantio de soja foram, na média, os que mais tiveram prejuízos no ciclo 2018/19, que está agora em sua reta final. O balanço leva em conta um panorama das principais regiões produtoras do Estado, feito durante a reunião da Comissão Técnica (CT) de Cereais, Fibras e Oleaginosas da FAEP, que acontece nesta segunda-feira (15), na sede da federação, em Curitiba.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), a quebra na oleaginosa está em torno de 16%. Isso significa que o Estado, em vez de produzir 19,1 milhões de toneladas de soja, como estava previsto, deve ficar em torno de 16,1%. Os números ainda não estão consolidados, já que no último balanço do departamento, divulgado no dia 9 de abril, ainda faltavam 4% das áreas para serem colhidas.

O presidente da CT, Nelson Paludo (foto acima), avaliou que a quebra desse ciclo deve levar a reflexões sobre mudanças nas práticas de manejo e janela de plantio no Estado. “Vimos claramente que a Região Oeste foi mais afetada pelos problemas climáticos, mas não só isso. Em Guarapuava e Ponta Grossa, por exemplo, a produção foi melhor e sabemos que são locais que há bastante tempo têm praticado rotação de cultura, com certeza isso faz diferença. Esse ano precisa servir para revermos nossas práticas, pensar sobre as épocas de plantio e variedades também e deixar de lado aquela velha pressão que temos no Oeste de que se o vizinho fez algo diferente, preciso fazer também”, aconselhou.


Milho e outras culturas de inverno

Uma das boas notícias do balanço da produção no Estado está no desenvolvimento das lavouras de milho safrinha. De acordo com os produtores participantes da reunião, as regiões que apostam na cultura, em especial Sudoeste, Oeste, Norte e Noroeste, até o momento tiveram boas chuvas, apenas com problemas isolados de áreas com chuvas mal distribuídas. Houve ainda o relato de que os locais que têm tradição de cultivo de feijão também têm produzido bem, tanto o preto quanto o carioca. Em relação ao trigo e a cevada, as perspectivas também são positivas, embora ainda não tenha ocorrido o plantio, pois os preços para contratos antecipados estão convidativos (acima dos R$ 40 a saca, em algumas regiões).

Programação

A reunião da CT de Cereais, Fibras e Oleaginosas tem programação ao longo de toda a manhã e início da tarde. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados Eder de Souza Martins faz uma palestra sobre “Remineralizadores de solo – rochagem”. Os técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR, Flaviane Medeiros e Luiz Eliezer Ferreira também vão falar aos participantes, a respeito dos resultados do curso de Manejo Integrado de Pragas e custos de produção. Para encerrar, Jefrey Kleine Albers, coordenador do Departamento Técnico Econômico da FAEP, trata das propostas ao Plano Agrícola Pecuário (PAP) 2019/20 e seguro rural.

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