Seminário aponta caminhos para o controle do bicudo

FAEP

Entre os dias 20 e 29 de agosto, o Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com sindicatos rurais e usinas paranaenses, realizou cinco seminários sobre o bicudo da cana-de-açúcar, nas cidades de Jacarezinho, Colorado, Jussara, Paraíso do Norte e Tapejara. A capacitação teve como objetivo repassar informações sobre a praga, que tem causado grandes prejuízos nos canaviais. No total, mais de 150 colaboradores das usinas DaCalda, Jacarezinho, Alto Alegre, Cia Melhoramentos, Nova Produtiva, Coopcana, Cooperval e Santa Terezinha participaram do treinamento, que contou com parte teórica e atividades práticas.

Na programação, a parte da manhã envolveu duas palestras, que abordaram os aspectos referentes ao ciclo biológico, dimorfismo sexual, caraterísticas para identificação, métodos de monitoramento e controle da praga, com o especialista Luiz Carlos de Almeida. Ou seja, a necessidade de prevenção do bicudo da cana-de-açúcar dominou os debates.

Na parte da tarde, os participantes aprenderam a identificar e monitorar a praga. No talhão de uma lavoura, o grupo observou a infestação do bicudo, onde foram encontradas todas as formas biológicas (ovo, larva, pupa e adultos).

“Nos últimos anos, o bicudo tem gerado significativos prejuízos financeiros. A difusão de tecnologias para o controle é necessária para trazer informação aos profissionais envolvidos e permitir um combate mais eficaz no controle da praga”, aponta Arthur Bergamini, gerente do Departamento Técnico (Detec) do SENAR-PR.

O bicudo da cana-de-açúcar coloca seus ovos na base dos colmos e as larvas destroem a parte subterrânea da touceira, matando os perfilhos ou mesmo a touceira inteira. Esse processo pode causar prejuízos de até 30 toneladas de cana por hectare, além da redução da longevidade do canavial.

“Até pouco tempo, a praga estava restrita ao Estado de São Paulo. Levantamentos recentes mostram que as formas biológicas estão disseminadas em diversas regiões. Por isso, é importante que os produtores e trabalhadores envolvidos com a cultura busquem informação visando o controle e, assim, evitando a disseminação do bicudo”, Jéssica D’angelo, técnica do Detec responsável pela cultura e que acompanhou a série de seminários pelo Paraná.

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