Nova Ferroeste: Paraná e Mato Grosso do Sul alinham detalhes do projeto

Redação


Nesta semana, equipes técnicas do Paraná e do Mato Grosso do Sul estão reunidas para alinhar o projeto de implantação da Nova Ferroeste. O traçado ferroviário vai ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá.

De acordo com o estudo prévio, serão implantados 1.285 quilômetros de trilhos, incluindo também um ramal ferroviário entre Foz do Iguaçu e Cascavel, na região oeste do Paraná, além de nove terminais de carga entre os dois Estados.

A previsão é levar o projeto da Nova Ferroeste a leilão ainda neste ano na Bolsa de Valores (B3), após a conclusão do EVTEA-J (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica), previsto para ser finalizado em setembro, e do EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental), que deve ser entregue em novembro.

NOVA FERROESTE APROVEITA TRAÇADO ATUAL 

O projeto da Nova Ferroeste foi qualificado como prioritário no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), do governo federal. A inclusão garante celeridade na articulação com as entidades intervenientes, aquelas que acabam envolvidas nos processos de licenciamento, como o Ibama, a Funai, o ICMBio e Incra.

De acordo com o Governo do Paraná, os estudos estão sendo elaborados para ter o menor impacto possível em comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos e unidades de preservação.

Outra preocupação é com as áreas urbanas, evitando trechos que cruzem as cidades. Em Curitiba, por exemplo, os trilhos serão todos desviados, sem a passagem de trens por cruzamentos que podem gerar acidentes.

A ferrovia aproveita o traçado atual da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, e moderniza a descida da Serra do Mar, cujo trecho usado atualmente foi construído ainda no século XIX.

Já os terminais de carga estão previstos para serem instalados em Maracaju e Amambaí, no Mato Grosso do Sul e, no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Balsa Nova, Curitiba e no Porto de Paranaguá. São locais de grande zona de tráfego e de integração com outros modais logísticos, principalmente as rodovias.

Nova Ferroeste
Paraná e Mato Grosso do Sul alinham detalhes do projeto da Nova Ferroeste (Jonathan Campos/AEN)

PARCERIA ENTRE O PARANÁ E MATO GROSSO DO SUL

Para o secretário sul-mato grossense Jaime Verruck, o agronegócio do seu estado terá um ganho logístico, facilitando o escoamento pelo Porto de Paranaguá. A ferrovia também será estratégica para a movimentação da produção agropecuária do Paraguai, que terá acesso a dois terminais de carga, em Foz do Iguaçu e Guaíra.

“A área de influência da ferrovia, na região Sul do Mato Grosso do Sul, concentra 70% da produção agrícola do Estado. O ramal também vai absorver um fluxo maior no futuro, porque temos uma grande capacidade de expansão da área plantada.”

Já o governador do Paraná, Ratinho Junior, essa é a primeira vez em anos em que há uma equipe focada em fazer um bom projeto.

“Tinha muita vontade política, mas o investimento não avançava na parte técnica, que é a principal. Se não tiver a parte técnica dando embasamento à política, o projeto não sai do papel. Os estudos também alinham as questões ambientais, já que nosso objetivo é fazer um projeto ambientalmente sustentável”.

Participaram da reunião no Palácio do Iguaçu: governador Carlos Massa Ratinho Junior; secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck; o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves; o coordenador do Plano Estadual Ferroviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes; e representantes do Programa de Parcerias de Investimentos, do Ministério da Economia.

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