Polícia prende nove pessoas por adulteração de carga de soja no Paraná

Redação

Uma das das empresas que recebia a soja adulterada avaliou o prejuízo de cerca de US$ 1 milhão.
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Nove pessoas foram presas em flagrante, na manhã desta quinta-feira (10), suspeitas de desviar e adulterar carga de farejo de soja no Paraná.

Segundo as informações da PCPR (Polícia Civil do Paraná), o grupo é investigado por adulterar a carga original com areia e casca de soja moída antes que ela chegasse ao destino final.

Quatro funcionários de um barracão de uma empresa foram presos em Ibaiti, no norte do estado.  As outras cinco prisões foram feitas em Paranaguá, no litoral do Paraná. Três presos eram motoristas e deveriam fazer a entrega diretamente no Porto de Paranaguá, mas acabavam desviando a carga.

Ainda conforme a polícia, os outros dois presos trabalhavam no Porto e tinham a função de fiscalizar o material antes do embarque.

Segundo o delegado Cássio Conceição, da delegacia de Furtos e Roubos de Cargas,  as empresas lesadas pelos criminosos, inclusive fora do País, forneceram as informações para a investigação. “Há três meses recebemos comunicação das empresas sobre as cargas de farelo de soja sendo entregues abaixo de quantidade de proteína e que elas haviam recebido notificações por conta disso. Percebemos que os caminhões que davam problema nessa quantidade de proteína passavam no Porto sempre nos mesmos horários e classificadores”, explicou o delegado.

CONFIRA VÍDEO:

ENTENDA O ESQUEMA DE ADULTERAÇÃO DO FARELO DE SOJA NO PARANÁ

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Divulgação/PCPR – Farelo de soja era modificado e adulterado pelos criminosos.

A PCPR autuou os nove presos por estelionato, associação criminosa e adulteração de substância alimentícia.

Conforme a investigação, o farelo de soja original saía de fábrica com 46% de proteína e 54% de outros componentes, como a fibra. Após a adulteração, a carga chegava nos terminais de embarque com 17% de proteína e 29% de areia, além da casca de soja moída e misturada, que era utilizada para atingir peso.

Uma das das empresas que recebia a soja adulterada avaliou o prejuízo de cerca de US$ 1 milhão.

A investigação continua, inclusive na França, onde uma das empresas compradoras do farelo de soja foi vítima da adulteração.

A PCPR conta com análises periciais para identificar todas as adulterações praticadas pela organização criminosa.

Em nota, o Porto de Paranaguá informou que os dois funcionários presos na ação da PCPR, não são funcionários da empresa, como divulgado. De acordo com a Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP), eles seriam funcionários da empresa terceirizada, responsável pela classificação dos produtos no Pátio de Triagem.

A nota diz ainda que a UASP lembra que a ação que resultou nas prisões desses e de outros três suspeitos de desvio e adulteração de carga de graneis sólidos de exportação, em Paranaguá, é mais um desdobramento da Operação Carga Segura.

A força-tarefa foi montada em abril e reúne órgãos segurança públicas, que atuam no Litoral do Estado.

 

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