Paraná mantém exportações em ritmo de crescimento em 2020

Lucian Pichetti - CBN Curitiba

Previsão de crescimento agropecuário cai 1,4% em 2020

Mesmo diante da crise internacional gerada pela pandemia do novo coronavírus, o Paraná mantém as exportações em ritmo de crescimento em 2020. De janeiro a maio, o valor arrecadado nesse setor fechou em US$ 6,5 bilhões, crescimento de quase 1% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações somaram US$ 4,4 bilhões, com redução de 14% na comparação com o ano passado.

O aumento expressivo de 24% nas exportações de soja (US$ 2,6 bilhões) e de produtos mecânicos (US$ 263 milhões), e de 13,4% de papel e celulose (US$ 253 milhões) foram determinantes para a manutenção do equilíbrio nas exportações do Paraná.

Já o que causou maior impacto nas importações foi a queda de 51% na compra de material de transportes, ligadas ao setor automotivo, de 13% em produtos químicos, e de 4,4% de petróleo.

BALANÇA COMERCIAL

A balança comercial do Paraná fechou os cinco primeiros meses deste ano com saldo positivo de US$ 2,1 bilhões, valor 50% maior que o registrado de janeiro a maio do ano anterior, que foi de US$ 1,4 bilhão.

Porém, o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe, afirma que é preciso ter cautela na avaliação. Isso porque, o que explica a alta significativa no saldo da balança não é o aumento das exportações, mas a queda acentuada nas importações.

JUSTIFICATIVAS

Segundo o economista, dois fatores explicam a forte redução nas importações este ano. A começar com os primeiros sinais da pandemia na China e na União Europeia, que afetou a atividade comercial em todo o mundo.

Uma vez instalada a crise, houve dificuldade de encontrar matéria-prima. Quem tinha estoque de insumos para produção, optou por reduzir a importação devido à pouca garantia de venda dos produtos.

A segunda explicação destacada pelo economista para a diminuição das importações foi a grande oscilação do dólar no Brasil. A moeda americana depreciou 37% de janeiro a maio, passando de R$ 4,15 em janeiro para R$ 5,64 em maio.

Assim ficou mais caro importar bens e serviços porque a variação do câmbio é um impeditivo que pesa para as empresas. Como não conseguem repassar todo o custo de importação adiante, elas tendem a reduzir o faturamento dos seus produtos.

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