Paraná espera receber status livre de febre aftosa em maio de 2021

Redação

Paraná espera receber status livre de febre aftosa em maio de 2021

O Paraná tem seguido a programação para conquistar o status de  Estado Livre de Febre Aftosa, Sem Vacinação, até maio de 2021, quando a Organização Mundial de Saúde Animal irá realizar um evento na sede da entidade em Paris, na França.

A expectativa do Governador do Paraná, Ratinho Júnior, é que esse status permita uma ampliação nas exportações paranaenses de proteína animal, sendo fundamental para a retomada financeira do estado após a pandemia do coronavírus.

“Tenho certeza de que esse reconhecimento vai resultar na criação de muitos empregos, já que os produtores do Paraná terão condições de acessar mercados mais disputados. Isso fortalece a nossa indústria e também o comércio exterior”, pontuou Ratinho Junior.

Desde a primeira quinzena de maio foram fiscalizadas 50.739 cargas nos postos de trânsito agropecuário nas divisas com os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, segundo a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná).

“Apesar da pandemia, estamos mantendo tudo o que foi planejado com o foco daqui a um ano, na conquista deste título. É um passaporte que o Paraná terá em mãos para entrar em muitos mercados”, explicou o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

Mesmo a febre aftosa sendo relacionada apenas aos bovinos, a tendência é que toda a cadeia de proteína animal do Paraná como os suínos, peixes e frango também sejam beneficiados.

Como parte do procolo, o Paraná já não realiza a vacinação contra a febre aftosa desde novembro do ano passado. Desde 2006 o estado não registra novos casos da doença.

CORONAVÍRUS MUDOU FISCALIZAÇÃO A FEBRE AFTOSA

A Adapar teve que modificar alguns protocolos para cumprir a fiscalização do inquérito soro-epidemiológico do rebanho bovino, em especial adequando a práticas as medidas de segurança referendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Diminuímos outras rotinas para priorizar essa ação, sempre com muita responsabilidade e tomando todos os cuidados necessários, seja em relação aos nossos servidores ou aos produtores”, avaliou o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias.

Outra mudança é que 13 dos 33 postos de trânsito agropecuário estão servindo de apoio à Secretaria de Estado da Saúde no combate ao coronavírus. Esses locais têm contado com a presença de profissionais de saúde como enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Caso alguma pessoa apresente sintomas do coronavírus quando passar por um desses postos ela será encaminhada para isolamento até o diagnóstico da doença.

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