Mapa interdita quatro frigoríficos após Operação Vegas

Mariana Ohde


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou quatro unidades envolvidas na Operação Vegas, segunda fase da Operação Lucas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30). Todas as unidades ficam no Tocantins e pertencem à Minerva, LKJ, Boi Brasil e Gelnex Indústria e Comércio. O objetivo é preservar a saúde dos consumidores.

A operação investiga um esquema de fraude envolvendo fiscais do Mapa e empresas do agronegócio. O ministério também informou, em nova, que os servidores investigados serão afastados e passarão por processo administrativo disciplinar.

Leia a nota na íntegra:

A respeito da Operação Vegas da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (30/08/2017), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que foram adotadas as seguintes providências:

– Os quatro estabelecimentos, todos sediados no Tocantins, citados na Operação serão interditados e irão passar por auditorias com o objetivo de garantir a qualidade dos produtos;

– Os servidores do Mapa envolvidos na investigação serão afastados e investigados por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) junto à Corregedoria do Ministério. Quanto a servidores conveniados de governo estadual ou municipal, serão substituídos;

– O Mapa suspendeu as exportações dos estabelecimentos envolvidos: Minerva S.A., LKJ, Boi Brasil e Gelnex Indústria e Comércio Ltda.

– Desde março, o Ministério ampliou o controle sanitário em todo o país realizando um processo rigoroso de inspeção nas mais de 600 plantas autorizadas a realizar abates. Além disso, o Mapa está ampliando seu quadro de profissionais da área com novas contratações.

– Por fim, o Mapa está implementado programa de compliance e estimulando as empresas do setor a implementarem os seus próprios programas de controle, a exemplo do ministério.

Brasília, 30 de agosto de 2017.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Investigações

Segundo a decisão do juiz federal João Paulo Abe, que autorizou a operação, o esquema de fraude era comandado pelo fiscal Dagoberto Machado Prata. Ele estaria recebendo propina para liberar alimentos contaminados e carne bovina com tuberculose. Ele também teria destruído provas após a deflagração da primeira fase da operação. O fiscal foi preso preventivamente – com prazo de cinco dias. Estima-se que as propinas somam R$ 50 mil mensais e R$ 5 mil de auxílio combustível do frigorífico Boi Forte (LKJ) para liberar carcaças de animais contaminados.

 

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal