Após Carne Fraca, frigoríficos mantêm geração de emprego

Plantao Agronegocio


O levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que o Paraná teve 1.126 novos postos de emprego formal no Paraná. No mesmo período do ano passado, o estado perdeu 3,8 mil vagas.  E, neste mês, o Brasil perdeu cerca de 63 mil postos, o estado está em 4º lugar no ranking nacional de geração de emprego.

“Esse resultado precisa ser comemorado, demonstra a retomada de crescimento se consolidando no Paraná”, afirma Artagão Junior, secretário da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos.

No acumulado do primeiro trimestre de 2017, seis setores apresentaram saldo positivo e juntos somaram quase 20 mil novos postos de empregos formais: serviços, com 8.360 postos; indústria de transformação, com 7.673; construção civil, com 2.262; agropecuária, com 1.496, serviços industriais de utilidade pública, com 115 e administração pública, com 66.

No setor da indústria merecem ser destacados os subsetores sucroalcooleiro, especialmente na fabricação de açúcar em bruto, com 895 novos postos.

Na sequência o abate de suínos, aves e outros pequenos animais, com 845 postos, mesmo após a operação Carne Fraca da Polícia Federal, que resultou na interdição de frigoríficos no estado. “Os números vindos destas atividades demonstram que a indústria frigorífica do Paraná continua criando novas oportunidades de empregos formais”, avaliou Artagão Júnior.

São José dos Pinhais

Dentre os municípios que mais se destacaram em março, São José dos Pinhais ocupa o primeiro lugar, com 772 novos postos criados. A indústria de material de transportes teve a maior representatividade no saldo do município, com 669 postos vindos deste subsetor. A ocupação que mais contratou no município foi a de montadores de veículos automotores, com 494 postos em março.

“Destacam-se ainda os municípios de Pato Branco, com 518 postos; Cascavel, com 506 e Paranacity, com 458 postos, mostrando a força do interior do Estado na recuperação da economia do Paraná”, analisou a economista do Observatório do Trabalho da Seju, Suelen Glinski.

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