Extensionistas discutem pecuária de corte em Guarapuava

Jordana Martinez


 

Redação com Emater

Um grupo de 25 extensionistas de todo o estado participou de uma reunião com a Cooper Aliança-Carnes Nobres, nessa semana, em Guarapuava, Sul do Paraná. O objetivo do encontro foi aprimorar os profissionais que lidam com a pecuária de corte, bem como mostrar qual a melhor forma de comercializar a carne de qualidade, agregando valor ao produto. A Cooperativa também mostrou o projeto da nova unidade industrial própria que deve ficar pronta em 2018. A planta, com um custo estimado em R$ 33 milhões, terá capacidade para abater 320 cabeças diariamente, podendo dobrar esse volume se atuar em dois turnos. É a primeira cooperativa de carnes nobres que passa a ter um frigorífico com padrão de Serviço de Inspeção Federal (SIF) exigido para a exportação.

De acordo com Luis Fernando Brondani, coordenador estadual de Pecuária de Corte do Instituto Emater, durante o encontro os dirigentes da Cooper Aliança disseram que os produtores podem ficar tranquilos quanto à comercialização dos seus animais, pois até 2021 a cooperativa deve triplicar a sua demanda por carne de qualidade.

A Cooper Aliança e o Instituto Emater têm uma ligação antiga. A Aliança Mercadológica foi uma estratégia difundida pela extensão rural, nos anos 90, para organizar os produtores para a comercialização da carne de novilhos precoces. Esse trabalho teve início com a constituição de Alianças Mercadológicas, formadas por pequenos grupos de produtores que, aos poucos, foram sucedidas por cooperativas de carnes nobres. Atualmente existem oito organizações para a produção e comercialização de carne de novilho precoce no estado, das quais sete são cooperativas e uma permanece como Aliança Mercadológica. Cerca de 400 produtores participam dessas organizações que respondem por 8% do volume total de carne comercializada no estado.

A pecuária de curta duração é desenvolvida há mais de dez anos pelo Instituto Emater e tem fortalecido a pecuária de corte do Paraná. Esse processo teve início em 1995 com o projeto Pecuária de Curta Duração, cujo objetivo era reduzir a idade de abate dos animais dos tradicionais 36 meses para um período entre 14 e 24 meses. O projeto foi importante para a implantação de tecnologias como o melhoramento genético, manejo alimentar e sanitário do rebanho, confinamento e semiconfinamento de animais. Aos poucos os pecuaristas das alianças aperfeiçoaram o sistema de criação e passaram a obter o Novilho Precoce, abatido com 14 meses de idade e 17 arrobas de peso. O trabalho vem sendo difundido em todo estado com o propósito de modernizar a pecuária paranaense, com a melhoria dos indicadores de desempenho. Atualmente a rentabilidade média de produtividade de carcaça de carne comercializada é de 9 arrobas/ha/ano. Com o projeto esse índice pode passar para 30 arroba/ha/ano, aumentando a rentabilidade para o produtor.

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.