Mercado exterior de aves pode ser favorável à produção brasileira

Mariana Ohde


O mercado das aves está aquecido e é uma área promissora. Foi o que afirmou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, durante visita à 24ª Expofeira Nacional da Cebola, em Ituporanga (SC). Segundo Maggi, apesar das dificuldades criadas no exterior com a Operação Carne Fraca, “no caso de aves, há uma conjuntura internacional muito favorável à exportação”.

Maggi lembrou também a gripe aviária em vários países no mundo que eram fornecedores e que agora não podem exportar. “E, como o Brasil é livre dessa doença, há possibilidade de ampliar os mercados”.

Exportações no Paraná

Apesar das restrições de mercados importadores depois da Operação Carne Fraca, as exportações de carne de frango e suína seguiram em alta no Paraná.

A receita de exportação de carne de frango cresceu 28,04% no primeiro trimestre – US$ 575,8 milhões, contra US$ 449,7 milhões no mesmo período do ano anterior.

As vendas de suínos in natura somaram US$ 48,09 milhões – 45% mais do que no primeiro trimestre de 2016 (US$ 33,2 milhões).

“O que se observa é que não houve até agora impacto das restrições à carne brasileira nas exportações no primeiro trimestre no Paraná. Acredito que nos próximos meses esse efeito deva ser menor que o esperado inicialmente, principalmente porque os casos foram pontuais e restritos a alguns frigoríficos”, diz Julio Suzuki Junior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Balanço da Carne Fraca

O ministro falou ainda sobre o balanço da força-tarefa feito por inspetores fiscais do Mapa em frigoríficos, divulgado na quinta-feira (6), em Brasília. “Estamos com a situação sob controle, com uma força-tarefa nos estados envolvidos na operação, em todos os estabelecimentos investigados”, comentou.

De 306 amostras de produtos recolhidas, oito deram problemas. “Mas já interditamos as unidades, recolhemos os produtos nas prateleiras e vamos ampliar a fiscalização, tornando-a mais sistemática”. Santa Catarina vai entrar agora, de imediato, na fiscalização, adiantou.

“Isso é para mostrar que nossos produtos são bons, são de qualidade, que se submetem a qualquer investigação. E, claro , aqueles que, eventualmente, apresentam problemas são retirados até que sejam feitas as correções”, afirmou.

O Brasil, segundo o ministro, agora recebe novas missões técnicas, comerciais, científicas e de sanidade. “Nós temos no país, neste momento, a presença dos árabes e, na semana que vem, chegarão europeus. Então, nosso sistema será todo auditado. E espero que ao final disso a gente saia, inclusive, com a chancela de um país que tem boas práticas e que tem cuidado muito bem desse segmento”, disse Maggi.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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