Pesca na Baía de Paranaguá rendeu R$ 4 milhões em 2018

Metro Jornal Curitiba

Atividade pesqueira foi monitorada porto que apontou mais de 400 mil kg pescados na região – maior volume desde 2015

Os portos do Paraná apresentaram ontem no Museu de Arte e Etnologia, em Paranaguá, os resultados do Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira na região das baías de Paranaguá e Antonina nos últimos cinco anos. No ano passado a atividade teve um faturamento bruto de R$ 4 milhões a partir da pesca de 407 toneladas de peixe e mais de 27 mil dúzias de camarões e caranguejos e siris.

A apresentação dos dados à comunidade faz parte do “Seminário da Pesca”, que também promove ações de conscientização e será replicado hoje em Pontal do Sul, na próxima segunda-feira (15) em Antonina e no dia 29 em Guaraqueçaba.

O monitoramento foi feito através de desembarques pesqueiros em sete entrepostos no Complexo Estuarino de Paranaguá (Mercado de Paranaguá, Vila Guarani, Pontal do Sul, Portinho e
Mercado de Antonina, além da Praia dos Polacos e a Ponta da Pita).

O objetivo do programa é acompanhar as alterações na pesca, identificar oscilações na produção e nos preços praticados no comércio de pescados em função da atividade portuária – é uma mitigação exigida pelo licenciamento federal, conduzido pelo Ibama.


Segundo o levantamento, 75% da pesca que chega pelos entrepostos é feita no próprio complexo estuarino, sendo o restante em mar aberto. Como normalmente é feito com embarcações
maiores, o faturamento da pesca em mar aberto chega a 45% do total.

Entre as espécies mais pescadas estão a tainha, o camarão branco (a mais valorizada), camarão de sete-barbas, pescada bembeca e o baiacu. A tainha, por exemplo, representa cerca de 1/4 dos pescados, com quase toda a pesca em junho e julho. O resultado de 2018 foi o melhor desde 2015, quando mais de 440 toneladas foram capturadas e o faturamento foi de quase R$ 4,5 milhões.

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