Polícia descobre quadrilha especializada em roubo de gado no Paraná

Daiane Andrade - BandNews FM Curitiba


Ladrões de gado no interior do estado estão na mira da polícia e do Ministério Público do Paraná. Pelo menos quatro pessoas são investigadas e foram denunciadas por envolvimento em um esquema de contrabando de bovinos no município de Cidade Gaúcha. A apuração durou cerca de dois meses e sete criadores já reconheceram animais que haviam sido furtados.

Em apenas um dos casos, do criador Juveni Aguinelo da Silva, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 60 mil e abalou o patrimônio construído ao longo de toda uma vida.

“No final de agosto invadiram a propriedade e carregaram 44 novilhos, um cavalo, o arreio do cavalo e uns 20 pacotes de sal. Foi no período entre às 21h e 12h do outro dia. Acredito que na madrugada entraram com caminhão e carregaram. Até agora não encontrou. Prenderam um pessoal na região. O delegado tinha tirado uma foto da marca igual a minha, mas dessas cabeças não tinha nenhuma das minhas”, explicou.

Os animais apreendidos estavam em uma fazenda na Estrada Bernardelli, em um distrito de Rondon, ainda no noroeste paranaense, e foram descobertos no dia 17 de outubro. Além do inquérito que apura os casos de furto, outra investigação corre em paralelo para descobrir o que aconteceu com os animais que sumiram no intervalo de tempo entre o contato do delegado com o criador e a chegada dele no local. A polícia acredita que os criminosos fazem parte de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime e Juveni admite que está difícil cobrir o prejuízo depois da perda de praticamente metade do rebanho.

“Por enquanto estou no prejuízo. Eles carregaram mais ou menos a metade do rebanho. Agora é trabalhar novamente para conseguir. É difícil, um prejuízo de uns R$ 60 mil mais ou menos”, lamentou.

Na fazenda descoberta pela polícia estavam 250 cabeças de gado cuja origem não foi comprovada pelo administrador. Ele foi preso em flagrante. Um dos bois, inclusive, tinha quatro marcas de identificação diferentes, o que chamou a atenção das autoridades que acreditam que o local servia para esconder os rebanhos antes da venda.

A partir do suspeito preso, os investigadores chegaram a mais três pessoas, incluindo o dono da fazenda, mas todos os envolvidos respondem em liberdades cumprindo medidas cautelares. Eles não podem, por exemplo, deixar a região sem autorização da Justiça e nem manter contato entre si ou com vítimas e testemunhas. Ainda não há data definida para o julgamento.

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